Pensamentos Desconexos da Reforma Protestante


Sobre a questão da Reforma, acredito que temos que ser capazes de diferenciar entre as primeiras duas gerações dos Reformadores e as posteriores... eu acredito que os primeiros reformadores realmente tentavam reformar a Igreja Católica às suas origens na igreja primitiva, e eles se consideravam os verdadeiros católicos indo contra Roma e o Papado.

Um fato pouco conhecido, e ainda mais ignorado, é que João Calvino escreveu para a Inglaterra em duas ocasiões, pedindo bispos protestantes. Infelizmente, a morte do Rei Eduardo VI e, depois, a morte de Calvino impediram tal governo se desenvolver na Europa com maior força. Contudo, existem várias igrejas que tem origem na época da Reforma Protestante com Bispos, por exemplo a Igreja Reformada Húngara.

Evidentemente, o fervor dos movimentos de mudança leva muitas pessoas irem além do necessário e, muitas vezes, acabam causando verdadeiros problemas com o tempo. Na Holanda, surge no século 17 um movimento para continuar as reformas da igreja, Nadere Reformatie, o que promoveu a ideia de constante Reforma, não baseada na igreja primitiva, mas nos princípios próprios da Reforma Calvinista. Esta mudança faz que os princípios usados pelos primeiros reformados (voltar a igreja primitiva) seja mudada pelo desejo de interpretar e ampliar os ensinos dos primeiros Reformadores.

Isto se vê claramente com o PRC (Principio Regulador de Culto) que rompe com toda a prática e liturgia cristã que tem as suas origens no Culto da igreja apostólica e patrística, na Sinagoga e na Ceia da Páscoa. Portanto, o PRC inicia um processo que nos leva aos cultos contemporâneos das comunidades evangélicas. Se desejam, ficarei feliz de explicar com mais detalhe este fato.

Por outro lado, isto se observa claramente com os debates dos nossos irmãos presbiterianos que debatem intensamente sobre como se deve interpretar a CFW (Confissão de Fé de Westminster) e o que queriam dizer os autores desta confissão. De fato, usar a CFW ou o nome de Calvino é um dos jeitos mais fácil de vencer um argumento, em vez de usar as Escrituras. O Magistério da Igreja de Roma, tão criticado pelos Reformadores, tem dado a luz um novo Magistério das Confissões.

No Anglicanismo, nunca será um argumento vencido pelos 39 Artigos, mas será através das Escrituras, sendo os 39 Artigos um apoio para compreender a interpretação das mesmas pelos Reformadores Ingleses. Deste modo, o princípio de Sola Scriptura no contexto anglicano é mantido intacto. A Escritura é a suprema autoridade, sendo a tradição e razão auxílios para compreender e aplicar as Escrituras na vida da igreja.

Voltando a questão do Episcopado Histórico, este termo tem sido usado mais comumente entre os Reformadores Ingleses e os Anglicanos através dos séculos que a terminologia atual de "sucessão apostólica". É interessante o crescente número de igrejas luteranas que tem Episcopado Histórico na África e Ásia, como outras igrejas protestantes e evangélicas. Infelizmente, não temos uma igreja luterana com Episcopado.

SOBRE O PRINCÍPIO REGULADOR DO CULTO


O PRC (Principio Regulador do Culto) foram diretrizes teológicas criadas durante os século17 para substituir as anteriores liturgias usadas pela Igreja de Cristo que se remonta a igreja primitiva (primeiros 5 séculos da Cristandade).

Os reformadores alemães, ingleses e holandeses tentaram simplesmente modificar a liturgia cristã dos erros desenvolvidos na Idade Média pela Igreja de Roma (Católica Romana). Porém, o PRC é uma ruptura completa com a liturgia cristã antiga em nome de uma ideia romântica, contudo irreal.

Podemos afirmar que observamos alguns elementos do PRC com alguns reformadores, como Calvino, porém "The forms of prayer" de Calvino mantém a ordem de culto encontrada nas liturgias primitivas.

John Knox, reformador escocês, criticou a liturgia de Cranmer (LOC), acabou escrevendo uma liturgia a qual claramente é semelhante a ordem de culto da Santa Comunhão do LOC, somente com pequenas mudanças. Na Escócia, se usou o LOC inglês com normalidade até a decisão do Arcebispo Laud de introduzir forçadamente um novo LOC sem consultar a Igreja Escocesa, acabando tal decisão em uma guerra.

Muitos dos puritanos foram a favor de usar e usaram o LOC, sem maiores problemas. Contudo os puritanos presbiterianos desejavam maiores reformas, sobretudo a partir do rei Tiago e com a chegada das ideias da escola " Nadere Reformatie" da Holanda. Curiosamente, os reformadores holandeses têm escrito amplamente contra o PRC (Principio Regulador do Culto).

A Assembleia de Westminster acabaria adotando o Diretório de Culto de Westminster, e proibindo o uso do LOC. Aqueles que tanto criticaram o fato de que somente era permitido o LOC para o culto e chegando a causar conflitos militares e mortes, agora proibiam o LOC e impõem por lei o usou do Diretório de Culto de Westminster.

Curiosamente, com a Restauração da Monarquia, depois da morte do ditador puritano Oliver Cronwell, Richar Baxter (um dos maiores líderes puritanos da época) apresenta a Liturgia de Savoy para ser adotado pela Igreja da Inglaterra, infelizmente a Conferencia de Savoy acabou não aceitando muitas das propostas nele apresentado. Porém, hoje em dia, a liturgia de Richard Baxter seria usada com total normalidade em qualquer paróquia anglicana.

De fato, existe um LOC que seria aprovado pela Igreja Presbiteriana nos USA, não confundir com PCUSA, e que o mesmo tinha sido aceito pelos teólogos de Westminster.

Isto nos ajuda a ter uma compreensão básica histórica do desenvolvimento do PRC (Principio Regulador do Culto).

Agora bem, o que o PRC diz? Em princípio, aquilo que diz, é uma ideia que todos nós deveríamos gostar e aceitar... porém que não é possível levar a prática, causando assim conflitos desnecessários.

PRC diz que o culto cristão tem que fazer somente aquilo que está regulado, ou claramente ensinado, ou tem diretrizes claramente especificas nas Escrituras e ordenado por Deus para ser feito no culto cristão. (Derek W.H. Thomas, ministro sênior da First Presbyterian Church in Columbia, S.C.)

O problema surge que o NT não contém muitas orientações sobre o culto cristão, de fato a maioria das orientações e elementos litúrgicos no NT, se encontram mais no livro de Apocalipse que em qualquer outro livro do NT.

Curiosamente, um dos textos bíblicos mais usados para defender o PRC, é um texto do AT o qual trata do culto no AT, e não do culto do NT. Deste modo, cometem um erro de exegeses e interpretação gravíssimo, ciando um forte argumento baseado em um erro de interpretação básico: interpretar o texto no seu contexto e não ler nele aquilo que desejamos ler por posições teológicas previamente definidas.

A Confissão de Fé de Westminster, no cap. 21 art. 1, nos dá uma clara definição do que é o Princípio Regulador do culto. Ela diz: “...o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras”.

Eu posso dizer um AMEM a tal declaração da CFW, sem usar o Diretório de Culto de Westminster, porém usando o Livro de Oração Comum.

Rev. Olivar no site Bereianos escreve, "O princípio regulador do culto é claramente expresso nas Escrituras, mostrando que tudo o que não é ordenado pela Escritura no culto a Deus é proibido. Os textos-chave são: “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes; para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá. Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando” (Dt 4.1,2). “Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Dt 12.30-32)."

Portanto, um analises desses textos nos seus contextos bíblicos nos ajuda a perceber os erros claros de interpretação realizado pelos defensores do PRC.

Aqueles que usam o PRC, devem de explicar porque as igrejas deles têm a estrutura que tem, porque o púlpito está no centro, porque o culto é nesta ou àquela hora, porque não fazem palmas durante o culto, entre outras mil coisas que eles fazem e a Bíblia está em silencio... ou a Bíblia fala e eles não fazem.

A simplicidade dos lugares de culto e o foco na pregação levou a uma desconsideração alarmante dos sacramentos, sobretudo da Santa Comunhão, e inclusive pregações poucos relevantes a vida dos cristãos, porém sendo verdadeiras palestras de faculdade teológica. Desta forma, as igrejas que seguem o PRC são fortes em informar os seus membros, porém tem grande dificuldades em formar cristãos. James K.A. Smith fala de forma excelente sobre esta questão no seu livro, "Desiring the Kingdom"

Com os avivamentos do século 18 e 19, o culto começa a mudar de ser a congregação dos santos diante da presença do Senhor para ser o evento central para evangelizar e pregar a Palavra de Deus. Contudo, Atos é claro que a pregação da Palavra acontecia fora da liturgia e o ensino durante a liturgia. A pregação não requer um púlpito e uma plateia... isto tem feito surgir nos nossos dias um crescente nome de ministros que querem ser palestrantes da Palavra, porém não pastores do rebanho do Senhor.

Se somente devemos fazer aquilo que aparece nas Escrituras, então observamos que as comunidades evangélicas fazem exatamente isso... cantam, apresentam as ofertas, pregam e oram uns pelos outros ao final do culto. Inclusive fazem palmas e dançam, como observamos nos Salmos. Portanto, não será que estas comunidades evangélicas são mais fiéis ao PRC que aquelas igrejas que defendem o PRC?

Para finalizar, a maiorias dos presbiterianos, luteranas, reformadas holandesas, anglicanas, metodistas, etc., usam liturgias que tem sua origem na igreja primitiva. A maioria dos presbiterianos na América do Norte usam a liturgia conhecida, como Book of Common Worship.

Esta seria a explicação resumida pelo qual sou contra ao PRC, ainda que concordo com as Escrituras que não devemos fazer nada que seja contrário as mesmas e fazer todo aquilo que claramente é ensinado nas Escrituras.

Os 39 Artigos dizem o seguinte, ARTIGO XX – DA AUTORIDADE DA IGREJA

A IGREJA tem poder para decretar ritos ou cerimónias, e autoridade nas controvérsias da fé. Contudo, não é lícito à Igreja ordenar coisa alguma contrária à Palavra de Deus escrita, nem expor um lugar da Escritura de modo que contradiga outro. E, posto que a Igreja seja testemunha e guarda dos Escrituras Sagradas, todavia, assim como não lhe é lícito decretar coisa alguma contra eles, também não deve apresentar o que neles se não encontra, para que seja acreditado como necessário para a salvação.

Isto se vê claramente quando o povo de Israel, sem mandato direito de Deus, decidem estabelecer o sistema e estruturas do judaísmo a redor das Sinagogas... e desenvolvem um culto o qual não tem claro ordenanças do Senhor para fazer o mesmo.





A maioria dos povos no mundo pré-cristão seguiam uma prática, culto e crença politeísta, por outro lado observavam a criação como sendo o Criador. Somente encontramos uma exceção a esta norma. Um pequeno povo desconhecido no Oriente Médio, Israel.

Israel foi único na sua crença, não somente por acreditar que eram o povo escolhido por Deus, mas também pela própria crença monoteísta. Deus confiou o verdadeiro conhecimento dEle para Israel. Eles tinham acesso ao Criador do universo e Soberano Deus sobre todas as nações, portanto ainda sendo um pequeno povo, compreendiam que todo o que tinham era resultado da graça e a misericórdia de Deus. Sua existência tinha significado no Criador que tinha sido revelado.

Os antigos Judeus conheciam a Deus não pelos livros, não por ter recebido conselho de sábios, mas pela sua própria experiência, como povo escolhido por Deus. Noé, Abraão, Isaac, Moises, Elias, e tantos outros homens santos de Israel não simplesmente contemplaram Deus e oraram ao Senhor; eles chegaram a ver Ele com os seus próprios olhos, conversaram com Ele, e caminharam diante dEle. Existe uma grande diferença entre conhecer alguém pelos livros, e conhecer pessoalmente.

Cada uma das revelações de Deus no Antigo Testamento leva uma natureza pessoal. Deus é revelado a humanidade não como uma força abstrata e distante, mas como um Ser vivo e presente, Quem fala, escuta, vê, pensa e ajuda. Deus toma uma parte vital e ativa na vida de Israel. Quando Moises dirigiu o povo da escravidão de Egito para a liberdade da Terra Prometida, o próprio Deus vai diante deles na forma de uma coluna de fogo. Deus habita em meio do Seu povo, ouve as Suas orações e vive na casa que eles têm construído para Ele. Quando o Rei Salomão completou a construção do Templo, ele chamou a Deus para viver nele. Deus se aproximou ao Seu povo e viveu em meio deles, no lugar que o Seu povo construiu para Ele. Aquele que criou o mundo, e que o mundo não pode conter, porque está além da própria criação, se revelou ao Seu povo escolhido e habitou em meio deles. Ele que é invisível e faz visível o mundo, se fez presente. Tal mistério difícil é de compreender, porém é a alegria do povo de Israel.

Esta é a maior surpresa sobre a verdadeira religião sendo revelada: Deus permanece ainda sobre o véu de um mistério, continua desconhecido e, ainda assim, Ele está perto do povo. Eles chamam o Senhor do ‘nosso Deus’ e ‘meu Deus’. Aqui é onde encontramos o espaço impossível de ser preenchido entre a revelação divina e a capacidade do pensamento humano: o Deus dos filósofos continua abstrato e sem vida, uma ideia criada para satisfazer suas próprias mentes, como observamos a necessidade de criar uma multidão de deuses, não somente no mundo antigo, mas também na modernidade. Por outro lado, o Deus da revelação é um Deus vivo, próximo e pessoal. Ambas sendas concordam que Deus é incompreensível e que ele é um mistério; porém a filosofia nos abandona no pé da montanha, sem nos capacitar subir a montanha, enquanto a verdadeira religião nos leva na cima da montanha onde Deus nos mostra o horizonte. Nos leva ao desconhecido além de todas as palavras e deduções racionais fazem sentido, nos abrindo o mistério de Deus.





O ser humano tem buscado o sentido da sua existência desde que foi criado e vive na Terra, como um constante martelo que não permite silenciar a questão levantada pela sua própria mente. Na Grécia Antiga, os filósofos estudavam o universo e suas leis. Eles investigavam a natureza humana e a razão, esperando descobrir conhecimento da primeira causa de todas as coisas. Os filósofos não somente estavam envolvidos em debates racionais e lógicos, mas também estudavam astronomia e física, matemática e geométrica, musica e poesia. A diversidade de conhecimento era em muitas ocasiões acompanhado com uma vida e oração ascética, sem a qual era impossível obter um katharsis, uma purificação da mente, alma e corpo.

Estudando o mundo visível, os filósofos chegaram a conclusão que não existia anda acidental no universo, que cada detalhe tinha seu lugar e cumpria seu papel sendo subjetivo a leis estritas: os planetas nunca iam fora da sua orbita e os satélites sempre estavam a mesma distancia dos seus planetas. Cada coisa no mundo era de tal modo harmoniosa e significativa que foi chamado de ‘cosmos’ que significa lindo, ordem, harmonia, em oposição ao ‘caos’ que é desordem e desarmonia. Para eles, o cosmos é um mecanismo gigantesco no qual um só ritmo indestrutível está trabalhando, um só pulso regular. Mas cada mecanismo tem sido criado por alguém, assim como cada relógio necessita ser construído. Portanto, os filósofos chegaram a ideia de um só Autor do universo. Platão chamou Ele do Criador, Pai, Deus e Demiurge (Criador ou Artesão).

Os filósofos gregos também falavam sobe Logos, que comunicava a ideia de ‘palavra’, ‘razão’, ‘ideia’, ou ‘lei’, que era originalmente percebido como uma lei eterna e geral sobre a qual o mundo completo é construído. Em qualquer caso, o Logos não é somente uma ideia abstrata: é também uma força criada divina mediadora entre Deus e o mundo criado. Este era o ensino de Philo de Alexandria e os Neoplatônicos.

Plotino, um representante da escola Neoplatônica, enfatizou a transcendência, sem infinidade, sem limites e incompreensível da Divindade. Nenhuma definição pode chegar a descrever na sua totalidade, nenhum atributo pode ser dado a ele. No ser da plenitude do Ser, o Único, como Plotino chamou o Príncipe altíssimo, Deus, engendra todas as outras formas de ser, do qual o primeiro é a Inteligência e o segundo a Alma. Além dos confines do circulo da Alma se encontra o mundo material, que é, o universo, no qual a Alma dá vida. Portanto, o mundo é um tipo de reflexo da realidade divina e leva nela as marcas de beleza e perfeição. O Único, a Inteligência e a Alma compreendem em total uma Tríade Divina (Trindade). Através da purificação (katharsis), podemos ser elevados a contemplação de Deus. Contudo o único continua permanecendo incompreensível e inacessível. Ele permanece um mistério.

Com estes exemplos de Platão a Plotino, vemos que os filósofos gregos se aproximaram as verdades que finalmente foram reveladas na Igreja de Cristo: o único Deus, o Criador do mundo, o Logos divino, a Santíssima Trindade, a visão de Deus, a santificação do pecador arrependido. Por este motivo, alguns chegaram a chamar os filósofos gregos como “cristãos antes de Cristo”.



Através dos séculos e o tempo, as pessoas têm vindo a Deus em diversos modos. A história de cada pessoa tem sido única, ainda quando tem pontos em comuns com outras pessoas. Algumas vezes o encontro é rápido e inesperadamente, outras vezes é preparado por um longo caminho de busca, dúvida e desilusão. Ocasionalmente Deus se revela de forma imprevista, outra é um caminho de constante descoberta. Algumas pessoas encontram na juventude ou infância, enquanto outro quando são adultos ou idosos. Não há dois pessoas que tenham chegado a Deus da mesma forma, contudo encontramos pontos em comum. Somos pessoas buscando sentido na vida, e a vida somente tem sentido em Cristo. Ainda quando os caminhos escolhidos talvez nos levem longe de Deus, curiosamente o Senhor sempre encontrará um modo de nos ajudar a encontrar-Lo. Essa descoberta pessoal não é somente que a própria realização de Deus se revelando a nos. Por isso, o salmista clama “Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Salmos 63:1). Deus é o mesmo para todos os povos, Ele é o Senhor Deus, Todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra.

A conversão é sempre um milagre e um dom, já seja de repente e inesperadamente ou gradual. Tem gente que busca toda sua vida antes de vir até Deus, porém não é o individual que descobre a Deus, em vez disso devemos compreender que Deus é quem captura o individuo. O desejo de busca é parte da própria jornada de encontro com Deus. O Senhor se aproxima ao Seu povo com o desejo de ser encontrado. Agostinho, por exemplo, passou através de muitas situações na busca pela verdade. Ele passou muito tempo lendo muitos filósofos e teólogos antes de compreender, já com trinte e três anos, que não podia viver sem Deus. No século 21, as pessoas começam sua busca de formas diferentes, por necessidades, emoções, amizades, etc., isto leva a conceitos e ideias abstratas de “verdade” através das suas experiências ou a experiências de outros; outras pessoas buscam em livros antes de chegar a autentica revelação do Deus pessoal.

Alguns acabam chegando a Igreja através de caminhos tortuosos, através de seitas e, inclusive, outras religiões. Por outro lado, tem aqueles que somente através da catástrofe, tais como a perda do ser amado, uma enfermidade, ou um colapso, ou a desilusão das expectativas, fazem que acordem. Em meio das desgraças, sentimos nossa pobreza profundamente, através da realização de que temos perdido todas as coisas e não temos mais nada ou ninguém a quem ir, exceto Deus. Somente então é que nos encontramos clamamos a Deus de profundis, das profundezas (Salmos 130.1), do lugar da mais profunda angustia e dor.

A conversão pode também chegar como resultado de conhecer um verdadeiro cristão, já seja um presbítero ou um leigo. Não tem sido pouca as vezes que as pessoas chegam até Deus através do seu povo.

Finalmente, há o que tem sido modo natural e orgânico para alcançar a Deus: ser o filho de uma família cristã e crescer como um crente. Aqui também a fé recebida através das nossas famílias tem que ser amadurecida através do pensamento e vivencias pessoais. A fé deverá ser feita pessoal e real na vida do individuo e sua própria experiência. Há muitas pessoas de famílias cristãs que acabam rompendo os seus laços com a fé dos seus antepassados, porque o encontro milagroso com Deus não acontece. Como isto acontece, nem sempre é compreensível. O que temos certeza é que ninguém é nascido a crente. A Fé é um presente de Deus, uma dadiva maravilhosa, nos somente podemos receber com a única certeza de que temos recebido muito mais do que poderíamos imaginar nunca.




Nunca tem sido fácil ouvir a mensagem da fé. Estamos tão envolvidos nos problemas de cada dia que terminamos não tendo tempo para esta mensagem e refletir sobre Deus.

Para alguns, a fé se resume a Natal e Páscoa, e alguma outras tradições.

Outros estão tão ocupados que não tem tempo para ir ao culto. Trabalho, trabalho, e mais trabalho. Ser uma pessoa ocupada parece ser um orgulho aos olhos dos amigos e colegas. Esta visão fruto dos tempos modernos nós afastam da essência do ser, e nos leva a vida do ter. Temos trocado a humanidade pelo materialismo.

Para outros, tais são as preocupações que consumem totalmente sua mente que não tem espaço para o silêncio onde encontramos a voz de Deus.

E, todavia, em meio de tanto barulho, ainda hoje é possível ouvir o misterioso chamado de Deus nos nossos corações e mentes. Porque se o coração do homem é enganoso, verdadeiro é o chamado de Deus.

Este chamado nem sempre é compreendido como a voz de Deus. Talvez, seja compreendido como a nossa própria emoção, ou a pesquisa do próprio desejo por Deus.

Infelizmente, muitas pessoas chegam a perceber a realidade de Deus somente depois de anos vivendo vidas vazias. Agostinho escreveu, “Tu nos tens feito para ti, e nosso corações estão inquietos até que descansam em Ti”.

Sem Deus, nunca há plenitude de ser. A vida está vazia, por isso vida em Cristo é plena e abundante. Temos trocado Deus pelas coisas que Deus nos pode dar, porque temos esquecido o ser por ter. Por esta razão, é crucial para todos nós sermos capazes de ouvir e responder a voz de Deus. Se Deus nos chama, nossa resposta é dizer, ‘Me perdoe Deus, por ter vivido longe de ti’ e, logo depois, falar, “EU CREIO EM DEUS, O PAI, O FILHO, E O ESPÍRITO SANTO”.

Se alguém ouve o chamado de Deus, e responde ao mesmo, com um coração contrito; isto mudará sua vida para sempre. Jesus disse: “Todo aquele que meu Pai me dá, esse vem a mim e o que vem a mim, de modo algum eu o lançarei fora”.

"Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento" (1 Coríntios 1:26)




A fé é a senda na qual um encontro toma lugar entre Deus e você. Este caminho nos leva a crescer em confiança, segurança e certeza em Deus. A fé cresce para trazer vida, como uma semente plantada. Isto nos levará a uma vida a imagem de Cristo; e, como Cristo, a obediência e serviço ao Pai.

Deus toma sempre a iniciativa, porque Ele escolheu o homem para ser aquele que tivesse a imagem dEle desde a Criação. Ainda com a queda, o ser humano continua sendo o centro da criação de Deus. Em Cristo, o Pai restaura a comunhão perdida de nos com Ele, e Sua presença é sentida e vivida, como no Éden. Jesus nos revela o Pai, perfeitamente.

Ouvimos o chamado de Deus, um mistério; um primeiro passo para restaurar aquilo que se perdeu. A resposta somente será possível, se ouvimos a voz que nos chama novamente para ser recriados a imagem do Criador. Deus talvez nos chamei abertamente ou em segredo. Uma coisa é certa, impossível é crer no Senhor sem primeiro ouvir a chamada.

A fé expressada assim nas próprias palavras do autor de Hebreus que nos mostra a profundidade da fé. "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hebreus 11.1).

Fé é tanto um mistério e um milagre. Porque uma pessoa responde ao chamado enquanto outras não? Porque uma pessoa abertamente recebe a voz de Deus enquanto outros permanecem impassíveis? Porque, diante do encontro com Deus, uns abandonam todo e seguem Ele, mas outros não?

"E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no" (Mateus 4:18-22).

A fé é uma vida que requer uma resposta, EU CREIO EM DEUS, TODO-PODEROSO, CRIADO DO CÉU E DA TERRA.


Muito tem sido escrito e publicado sobre os puritanos nos últimos anos. Porém, poucos tem lido as fontes originais. Em outras palavras, poucos tem lido o que os puritanos escreveram do seu próprio punho e letra. Possivelmente, porque nem existe tanta literatura puritana em português. Existe autores que escrevem sobre os Puritanos. Existem autores contemporâneos e modernos que são chamados erroneamente de puritanos, porém temos pouca literatura de autores puritanos.

Os puritanos são um movimento amplo que surge dentro da Igreja da Inglaterra no reinado de Elizete I e acabou desaparecendo uns anos depois de 1662. Contudo sua herança teológica, política e social continua presente em meio das culturas ocidentais. Nem todo foi digno de ser elogiado, contudo tem sim muito a ser aprendido deles.

Estes dez puritanos foram usados pelo Senhor para me ajudar a crescer na graça e no conhecimento do Senhor, Jesus Cristo. Evidentemente, existem outros que poderiam estar na lista. Contudo, decidi somente mencionar dez puritanos entre muitos.

1. John Foxe (1516 – 1587) – Ele escreveu um clássico cristão, O Livro dos Mártires. Este livro te ajudará a conhecer a vida de cristãos que entregaram suas vidas em favor da fé Cristã.

2. William Perkins (1558–1602) – Ele escreveu vários livros que foram ótimos. Ainda que não li todos os seus livros, muitos dos que li são recomendáveis, porém de todos eles recomendou, A Reformed Catholic. Este livro foi essencial para voltar a ser anglicano.

3. Lewis Bayly (morreu 1631) – Autor de um dos grandes clássicos puritanos, A Prática da Piedade.

4. John Davenant (1572 –1641) – Sem nenhuma dúvida, A Dissertation On The Death Of Christ é a obra a ser lida por este grande teólogo que participou no Sínodo de Dort.

5. Joseph Hall (1574 – 1656) – Este autor também esteve presente no Sínodo de Dort. O livro dele que recomendou para a leitura é The Way of Peace.

6. Richard Sibbes (1577–1635) – Sem nenhuma dúvida, o livro para ser lido deste autor é O Caniço Ferido. Você poderá encontrar de graça online.

7. James Ussher (1581 – 1656) – Uma das primeiras teologias sistemáticas forma escritas por este autor, The Body of Divinity.

8. John Preston (1587–1628) – A obra recomendada deste autor é The New Covenant.

9. Edward Reynolds (1599 – 1676) – Sua exposição do Salmo 110 é excelente, An explication of the hundred and tenth Psalm.

10. Richard Baxter (1615 –1691) – Um dos clássicos deste autor deveria ser leitura obrigatória para todos os pastores, Manual Pastoral de Discipulado.


Todos estes puritanos foram fiéis membros do clero da Igreja Anglicana, já seja na Igreja da Inglaterra ou na Igreja da Irlanda. Inclusive, cinco deles chegaram a ser bispos e um deles arcebispo no Anglicanismo (Bayley, Davenant, Hall, Ussher, e Reynolds). É mais, dois deles participaram ativamente no Sínodo de Dort, enquanto outros na Assembleia de Westminster. Porém, são poucos conhecidos e menos ainda lidos. Se realmente desejamos conhecer o que os Puritanos acreditavam e ensinavam, precisamos deixar de ler fontes secundarias e nos submergir nas fontes primarias.








Estás prontos pra viver a maior história nunca contada? Amanhã começa na maioria das igrejas cristãs ao redor do mundo. 


Sim, amanhã começa a semana mais incrível da história da Humanidade. É a história da nossa humanidade sendo transformada pelo Eterno através do Seu Filho que se entregou como o Cordeiro Perfeito. Ele nos mostrou o Caminho. Jesus se entregou livremente a morte da Cruz, e assim nos permitiu ser perdoados dos nossos pecados e do poder do pecado. Ele conquistou a morte pela ressurreição, e nos fez imortais.

Nesta semana, a Igreja expressa sua Catolicidade dada pelo nosso Senhor, Jesus Cristo. Somos feitos uma nova criação. Já não somos simplesmente, homens e mulheres, livres e escravos, ricos e pobres, agora somos todos os redimidos filhos de Deus. Deus te chamado e escolhido um povo formado de pessoas de todos os povos, nações e línguas, unidos pelo sacramento do Batismo ao Senhor e selados pelo Espírito no Santo Nome da Trindade.

Esta semana é a nossa história redentora, o Rei que entrou em Jerusalém, proclamando a chegada do Messias esperado, mas não percebido. Porém, aqueles que os sábios e governantes ignoravam, reconheceram o Rei, aclamando "Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!". Assim, começa um tempo onde somente percebemos a maravilhosa e imerecida graça de Deus que nos alcança pelo Seu eterno amor.

Como espero e desejo ver o Rei Eterno voltar na Sua Glória para congregar essa "geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz".

Proclamemos sua grandeza em ação de graças e louvor:

https://www.youtube.com/watch?v=vg5qDljEw7Q




Nesse mês de Março comemoramos o dia da mulher. Realmente uma data para se comemorar, pois as mulheres têm cada vez mais se destacado na sociedade, dando grandes contribuições a ela. Não é diferente no meio cristão. Hoje já existem pesquisas que afirmam que as mulheres já são maioria nas igrejas. E elas têm sido uma grande bênção na vida da igreja do Senhor Jesus. Apesar do grande machismo existente nas culturas descritas na Bíblia, encontramos a menção de grandes mulheres que têm muito a nos ensinar. E hoje, em homenagem às mulheres, gostaria de destacar 7 atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar.

Dia da mulher: 7 atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar

1-) A humildade de Maria, mãe do Senhor Jesus

Maria foi escolhida dentre diversas moças para ser a mãe do Salvador. Talvez isso pudesse trazer ao coração dela certo orgulho, certa altivez. Mas ela declarou algo que todos nós precisamos declarar diariamente a Deus: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada…” (Lc 1:46-48). A humildade de Maria em se colocar nas mãos de Deus e cooperar com o Senhor na grande missão do Salvador é algo realmente fascinante, que todo crente deveria imitar.

2-) A perseverança na oração de Ana

Ana não tinha uma vida fácil. Seu marido Elcana havia se aproveitado da tradição para ter duas mulheres (1 Sm 1:2). E ainda por cima Ana era estéril, algo que era considerado como uma espécie de maldição em sua época. Era desprezada pela outra esposa do marido e carregava grande tristeza no coração por conta de tudo isso (1 Sm 1:6). Mas não desistiu de seu objetivo de ter um filho e não se entregou à murmuração, antes, foi perseverante na oração e pode declarar: “ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.” (1Sm 1:20)

Veja também:
- Conheça Sua Bíblia de Capa a Capa (Comece aqui)
- Teologia sem mensalidades (Comece aqui)
- Formação de Professores Para o Ministério Infantil (Comece aqui)
- Memorização Fácil da Bíblia (Comece aqui)
- Método Como Ler a Bíblia E Entendê-la Mais Facilmente (Comece aqui)
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3-) A coragem de Maria Madalena para superar o passado

A Bíblia diz que Maria Madalena era uma endemoninhada. Jesus expeliu dela sete demônios (Lc 8:2). Não temos muitos detalhes do passado dessa mulher, mas, certamente, não foi um passado que agradasse a Deus. Mas essa mulher teve a coragem de superar o seu passado negro e ser uma grande serva do Senhor Jesus. Ela é mencionada sempre em companhia dos discípulos e foi a primeira a saber e crer na ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28:1). Foi uma mulher que mostrou uma superação inigualável, um verdadeiro retrato da transformação que Deus opera na vida das pessoas.

4-) A sabedoria de Mirian para superar as crises

O Faraó havia determinado que cada egípcio deveria matar os meninos que nascessem às hebreias (Ex 1:22). Essa ordem colocou em risco a vida de Moisés, que era ainda um bebê. Mas a estratégia da mãe de Moisés e Mirian, sua irmã, salvou a vida Dele. Mas não foi fácil. A menina Mirian mostrou uma sabedoria grandiosa ao seguir o menino que fora colocado num cesto no rio, convencendo a filha de faraó a entregar o menino à própria mãe para que cuidasse dele por um tempo (Ex 2:7). Ela salvou a vida de Moisés com a sua forma sábia de lidar com as situações adversas!

5-) O temor de Deus da prostituta Raabe

Raabe é menciona na Bíblia como sendo uma prostituta. A Bíblia não esconde o que ela era. Mas também não esconde a mudança que estava ocorrendo no coração dela. Na conversa que teve com os espiões de Israel, que ela escondeu em sua casa com o objetivo de protegê-los, ela nos mostra um grandioso temor a Deus: “Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” (Js 2:11). Uma grande confissão de temor ao Senhor. Considerando que Raabe vivia em meio a um povo pagão a declaração dela mostra quão grande foi o temor dela. Tão grande foi a atitude dela diante de Deus, que ela faz parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1:5)

6-) O fervor missionário da mulher samaritana

A mulher samaritana, como todos sabem, teve um grande encontro com Jesus próximo de um poço onde foi buscar água (Jo 4:9). Jesus revela a ela os erros que ela tinha cometido no passado e no presente e traz a ela uma palavra muito poderosa que impactou o coração dessa mulher. Resultado? O fervor missionário tomou conta do coração dessa mulher, que pregou as palavras de Jesus ao seu povo, que não O conhecia: “Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.” (Jo 4:28-30)

7-) O caráter da mulher virtuosa sem nome de provérbios

Os últimos versos do livro de provérbios são dedicados a louvar o caráter de uma mulher que não tem nome, mas que bem poderia ser algumas das grandes mulheres de Deus que existiram e existem em nossos tempos. Essa mulher apresenta virtudes no cuidado da família, do marido, dos filhos. Na forma honesta e dedicada com que trabalha. No exemplo que dá ao próximo, na forma sabia com que vive sua vida, etc. Esse texto mostra um resumo das qualidades das mulheres de Deus e como elas são importantes.

Finalizo esta homenagem a todas as mulheres virtuosasa com um lindo verso que provérbios dedicado a elas:
“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.” (Pv 31:30)

Fonte: André Sanchez




O Filho, que é o Verbo do Pai, gerado da eternidade do Pai, verdadeiro e sempiterno Deus, e consubstancial com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita virgem e da Sua substância; de sorte que as duas inteiras e perfeitas Naturezas, isto é, Divina e Humana, se uniram em uma Pessoa, para nunca mais se separarem, das quais resultou Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; que verdadeiramente padeceu foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar Seu Pai conosco, e ser vítima, não só pela culpa original, mas também pelos atuais pecados dos homens. - Artigo 1 — Do Filho de Deus, que se fez verdadeiro homem, Os 39 Artigos da Igreja da Inglaterra.


Cristianismo é unicamente diferente de qualquer outra fé, não somente nos seus ensinos sobre a Trindade apresentado no Artigo 1, mas particularmente na compreensão da pessoa e obra de Jesus Cristo, que é o tema do Artigo 2.

Historicamente, este artigo substancialmente reproduz o terceiro artigo da Confissão de Augsburg de 1530. Este foi pensando para resumir o ensino sobre Jesus dos credos Niceno e Atanásio, com a frase sobre eterna geração e consubstancialidade adicionada em 1563 dos Artigos de Wurtemberg (quando os originais 42 Artigos de Cranmer foram sintetizados nos 39 Artigos). Somente na sua última frase, referindo-se à expiação, trata uma área de controvérsia com respeito ao catolicismo romano. No seu contexto histórico, estava mais preocupado para articular as verdades credal acordadas universalmente sobre Jesus sobre e contra algumas revisões anabatistas das heresias antigas.

O que é essencial para nós conhecer sobre Jesus Cristo, de acordo ao Artigo? Três coisas: como Ele é verdadeiramente Deus, como Ele é também verdadeiramente humano, e como Ele é nosso Salvador.

Jesus é verdadeiramente Deus, porque sua essência ou substancia é divina, Ele tem uma completa e perfeita natureza divina. Ainda assim, sendo completo na sua Divindade, Ele tem uma relação eterna e perfeita com o Pai. Ele é gerado da eternidade; isto é sua “eterna geração”, que significa que ele é totalmente Deus e ainda assim distinto em relação ao Pai, como um Filho.

Ser Filho (Filiação) aqui enfatiza, não que ele era “nascido” em tempo pelo Pai, que é a antiga heresia de Ario contra a qual o Credo Niceno foi escrito em 325 d.C.. Mas sim que Ele é Deus da mesma forma que o Pai é Deus. Nem faz a filiação de Jesus implica que Ele é inferior ao Pai; a analogia da ordem do Pai e Filho não é alguma coisa obrigando o filho em relação ao Pai, mas é a expressão livre e eterna da sua relação na Trindade. Somos somente conscientes desta relação, porque, como a “Palavra” do Pai, o Filho expressa perfeitamente e completamente a única vontade e revelado proposito de Deus.

Para os seres humanos para ser capazes estar em uma relação pessoal real com este Deus vivo, é necessário que Jesus seja também verdadeiramente humano. Jesus se fez completamente e perfeitamente humano pela encarnação, pela concepção miraculosa no ventre de uma virgem (pelo qual era foi “abençoada”). Desse modo, Ele adquire uma essência ou substancia que é realmente, completamente, e perfeitamente humana. Pela encarnação, dois naturezas perfeitas e completas se unem juntas em una Pessoa. Este entendimento era o fruto de séculos de reflexão pela igreja, expressada no Artigo.

O Filho é “verdadeiramente Deus”. Ario negou isto em 325, mas uma criatura divina não é digna de adoração, nem um revelador verdadeiro de Deus. O Filho é “verdadeiramente homem.” Isto é uma declaração contra a heresia Apolinária (360 d.C.) que negava a verdadeira humanidade de Cristo dizendo que ele era somente uma mente divina em um corpo humano, o que fazia a justiça da sua vida irrelevante e infrutífero para nos seguir.

O Filho é “uma Pessoa, nunca a ser dividida”, contra Nestorianismo em 431, que negava a unidade da Pessoa de Cristo, dizendo que ele era dois pessoas unidas em um tipo de “matrimonio”. Deste modo, a humanidade de Jesus se fazia somente um bom exemplo humano para nos, não uma revelação divina.

O Filho é “um cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus”, em contra Eutiquianismo em 451 que negava a distinção das duas naturezas de Cristo que houvesse significado que Jesus tinha um tipo de natureza diferente a nossa e, portanto, não houvesse podido tomar nosso lugar na expiação.

Tendo estabelecido a perfeita humanidade e divindade de Jesus, o Artigo resume como Ele é único e perfeitamente o salvado do Seu povo. A salvação é primeiramente arraigada nos eventos históricos autênticos da crucifixão e morte de Jesus. Na sua natureza humana, Jesus “verdadeiramente sofreu, foi crucificado, morte e sepultado”, em contra a heresia Docetista que diz somente parecia que fosse assim.

A ressurreição de Jesus é afirmada depois no Artigo 4, mas o Artigos 2 estabelece que o ponto alto da obra de Cristo é sua morte, e tem um alto preço, que revela o profundo amor dele pelo Seu povo. A morte de Jesus primeiramente consegue dois coisas: reconciliação e expiação. O propósito de Jesus na morte era “reconciliar Seu Pai conosco”, que é uma frase pouco usual, as Escrituras dizem mais comumente de nos ser reconciliados a Deus. Contudo, o Artigo estabelece o ponto que nosso problema real pelo qual Jesus morreu, não está em nós, que nos temos caído e brigado com Deus, mas que nosso pecado merece a ira justa de Deus, e somente a morte como pênalti satisfaz nossa transgressão da Sua santidade.

Esta é a razão pela qual Jesus é nosso Salvador sendo “um sacrifício”. Um adequado, perfeito sacrifício morrendo no nosso lugar, uma expiação substitutiva, satisfazendo a justiça de Deus, não somente pela “culpa original” (que é a mesma que o “pecado original” visto desde a perspectiva de Deus), mas também nosso “presente atual”. Esta última referência é dirigida especificamente contra o ponto de vista Católico Romano que ainda que a morte de Jesus trata com o pecado original, requere os sacrifícios das Missas para tratar com nossos pecados atuais. Porém, o Artigo declara que o único sacrifício perfeito de Jesus é suficiente em se mesmo para expiar todos os pecados do mundo. Este também enfatiza que a expiação de Jesus faz muito mais que fazer a salvação um potencial para qualquer um explorar; em vez trata com nossos pecados atuais e reais específicos. Sua expiação é objetiva e definitiva.

Em resumo, Jesus Cristo é único. Não há outra pessoa que é tanto perfeitamente Deus e perfeitamente homem e, portanto, capaz para revelar verdadeiramente Deus e se identificar completamente conosco. Somente Ele pode ser o Mediador entre nos e Deus (Artigo 7). Portanto, somente Ele é qualificado para ser o sacrifício que expia nossos pecados, nos traz reconciliação e perdão. O Artigo estabelece como slogan a verdade: NÃO CRISTO = NÃO DEUS; CONHECER CRISTO = CONHECER DEUS.

Rev Dr Rob Munro é o Reitor de St Mary’s Cheadle, Deão Rural de Cheadle, e Presidente do Conselho de Fellowship of Word and Spirit.


Artigo publicado no site de Church Society, um ministério anglicano evangélico da Inglaterra.



Tradução: Bispo Josep M. Rossello Ferrer



Há um único Deus, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, indivisível não sujeito à paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há três Pessoas, da mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. - Artigo 1 — Da Fé na Santíssima Trindade, Os 39 Artigos da Igreja da Inglaterra.


Para ser Protestante, precisamos ser católicos. Este é o ponto central do Artigo 1, e o fundamento seguro sobre o qual todos os Artigos estão construídos.

Espera um momento, talvez você pense, “a Reforma não tratava sobre ir contra o Catolicismo, rejeitar os seus erros?”

Aí está o segredo da questão – os Reformadores Protestantes eram somente contra a Igreja Católica romana, porque eles perceberam que tinha deixado de ser verdadeiramente católica. A palavra “católico” significa “universal,” portanto ser “católico” significa acreditar o que a Igreja sempre tem acreditado. Isto é o que afirmamos no Credo Apostólico quando dizemos que acreditamos na “santa igreja católica.”

No século 16, a Igreja de Roma tinha se desviado tanto das verdades reveladas na Escritura, que não era possível reconhece-la mais como “católica.” Eram os Protestantes os que eram os verdadeiros católicos. Eles não estavam se separando da igreja, eles estavam voltando a ela.

E, assim, quando os Reformadores Anglicanos escreveram os Artigos, eles mostraram esta convicção profundamente clara. Ele estavam voltado as essências, de volta a fé verdadeira, a fé incorrupta, a fé proclamada na Palavra de Deus, a fé articulada pelos grandes campeões da ortodoxia da igreja.

Isto é o porque dos 39 Artigos não começam com temas polêmicos, como o papel do Papa, mas indo ao tema mais central de todas as crenças cristãs: que há um só Deus, que é Pai, Filho, e Espírito Santo.

É fácil para a doutrina da Trindade parecer arcaica ou, inclusive, irrelevante para nos. Não é o tema que seja ideal para manter teólogos acadêmicos no emprego, contudo tem preciosidades para oferecer aos crentes no banco?

Com certeza, é verdade que o Artigo 1 é rigoroso e rico teologicamente. Contém o ar de século de reflexão estudiosa sobre o testemunho bíblico da natureza de Deus. Anglicanos podem ter confiança aqui, o que acreditamos não foi colocado rapidamente na parte de atrás de uma postal de visita, mas foi passada cuidadosamente através de centenas de anos.

De fato, boa teologia não é inimigo de relevância pastoral, mas sua precondição necessária. Artigo 1 é, deste modo, supremamente pratica.

Observe o Deus que nos convida a considerar.

Aqui está um Deus que em nada se parece a mim. Eu sou mortal, Ele é eterno; eu sou físico, ele é “sem corpo”; estou totalmente a mercê das minhas emoções; Ele é sem paixões. E a lista continua: frequentemente não tenho poder, Ele tem “infinito poder”; sou estupido com frequência, Ele é perfeitamente sábio; eu sou pecado, Ele é Bondoso.

Este distanciamento implacável do caráter e natureza de Deus da nossa é, talvez paradoxalmente, profundamente consolador. Não estou colocando minha fé em outra criatura, ou um “Eu” maior no céu, uma projeção simples dos meus próprios fracassos e manias. O Deus revelado na Bíblia, afirma no Artigo 1, é o único Criador (“o criador e sustentador de todas as coisas”), e isto significa que está fora e sobre todas as coisas.

O Deus que governa o cosmos, que conta cada fio sobre minha cabeça, é perfeitamente bom e sábio, Ele sabe o que está fazendo com minha vida. O Deus que mantém o universo em ser, e que me dá cada suspiro de ar, está presente plenamente em cada momento da minha vida, inclusive quando eu me sento sozinho e abandonado. O Deus que é eterno, que é a própria Vida, só Ele pode me oferecer a verdadeira esperança na face da minha própria morte, e no meio da sombra do túmulo.

Mas há ainda muito mais a ser dito, porque este Deus é “três Pessoas, de uma sustância, poder e eternidade”. Deus não é um solitário mona, dependente na sua criação para permiti-lo relacionar e amar. Deus é relacionamento, Deus é amor. Ele é a eterna, amorosa, alegre comunhão do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Em outras palavras, Deus não precisa de mim para ser Ele mesmo, antes de que nada existirá, Ele amou.

Isto também é maravilhoso, noticias liberadoras para nos escutar. Porque isto significa que Deus não me criou como parte de um acordo Ele fez, ou relacionado a mim sobre a base de quid pro quo. Significa que a salvação Ele oferece não depende de mim cumprir certos requisitos, mas pode ser recebido por mim livre como um puro presente puro, sem condições. É uma salvação dada somente pela graça, através somente da fé.

E esta é uma verdade que os Reformadores Anglicanos especialmente queriam recuperar. Isto é o motivo pelo qual foram de volta as essências no Artigo 1, de volta a Trindade, de volta a o próprio Deus. Porque eles sabiam que para ser Protestante, necessitávamos ser católicos.

Para mais informações sobre a ideia que Deus é “sem paixões”, veja este artigo da edição recente de Churchman, ou este artigo breve sobre Formulary Friday.

Rev. Dr. Mark Smith é o Capelão de Christ’s College, Cambridge, e o novo editor revisor de Churchman.

Artigo publicado no site de Church Society, um ministério anglicano evangélico da Inglaterra.

Tradução: Bispo Josep M. Rossello Ferrer




Responsável pela prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e de Eike Batista, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas é conhecido pela aplicação rigorosa das penas e repreensões aos réus baseadas nos princípios bíblicos.


A Bíblia Sagrada permanece sobre sua mesa e costuma ser citada nas sentenças, como a que decretou a prisão preventiva de Cabral. "'Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo'", escreveu o juiz, citando o trecho de Eclesiastes 8:11.

Diante da sentença, a defesa do ex-governador pediu o afastamento de Bretas, sob acusação de realizar julgamentos sob amparo religioso. O pedido foi negado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Bretas frequenta a Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, próxima à sua casa, na praia do Flamengo. Embora colegas de trabalho e familiares do juiz reconheçam a importância da fé em sua vida, eles afirmam que a religiosidade não influencia seu julgamento.

"Ele sabe o que faz, está na briga para ganhar. Esperou a situação probatória estar mais consolidada para decidir. Não será fácil modificar decisão dele", diz o procurador Cláudio Henrique Viana, que conheceu Bretas durante passagem pelo Ministério Público do Estado do Rio.

Bretas entrou na operação Lava Jato em novembro de 2015, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, separou do processo a parte que dizia respeito à empresa Eletrobras Eletronuclear, sediada no Rio.

Por sorteio, o caso caiu na 7ª Vara Federal Criminal, assumida por Bretas oito meses antes. Em seu primeiro dia de trabalho, o juiz deixou clara sua posição cristã. "No dia em que ele chegou, tirou a Bíblia da pasta e disse: esse é o principal livro dessa vara", contou Fernando Pombal, diretor de secretaria da 7ª Vara. "É o que guia o espírito e a inteligência dele."

Conhecido como o "Moro do Rio" (em referência a Sergio Moro), o juiz é o mais velho de uma família de quatro irmãos, que foram criados por pais evangélicos na Baixada Fluminense. Um de seus irmãos se tornou pastor.

Fonte: Guiame


Outra disciplina esquecida, e ainda menos vivida, é uma vida de oração sincera e humilde. Temos que reaprender a estar diante da presença de Deus, sem que os barulhos ao redor tomem nossa atenção. Isto é muito mais difícil do que se possa imaginar em um primeiro momento.


Os Salmos nos ajudam a focar nossa mente, enquanto aprendemos a estar em silêncio. Oração, nem sempre, é barulho. Ele começa como um encontro privado e único com o Rei e Criador Todo Poderoso. Aprender estar diante do Senhor, em oração, requer conversar e ouvir. Aproximamo-nos do Pai através de Cristo e quando somos guiados pelo Espírito Santo.

Às vezes, uma vida monótona e irrelevante de um cristão é fruto de uma vida sem oração. Ou, ainda mais trágico, é a vida de oração vazia de Deus. Refiro-me àquela vida de oração que ora rapidamente através de uma lista de pedidos, sem mais nada acrescentar. Nem tempo temos para perceber o que está acontecendo nessas orações sem alma e sem coração. Quando foi a última vez que chorou na presença de Deus? Ou se emocionou até ter a certeza de que estava sendo ouvido pelo Pai? Ou sentiu-se cheio do amor do Senhor no silêncio da oração?

A oração não é mais um ativismo cristão a ser cumprido. Um passo a ser feito para chegar à maturidade cristã, tampouco uma vitória a ser alcançada para mostrar nossa espiritualidade. A oração é um estilo de vida! Uma conversa fruto do desejo de estar aos pés do Pai.

Não tente orar um período fixo, como se fosse apenas uma responsabilidade, sinônima de um rito. Tenha um horário de manhã e noite para orar, mas sempre voluntariamente. Às vezes, será somente por alguns minutos, outros poderá chegar a ser um período maior. Concentre-se em descobrir seus próprios pensamentos e palavras quando você ora… peça ajuda a Deus para que o Espírito Santo oriente seus pensamentos e suas orações.

Tenha certeza de que precisamos urgentemente da sabedoria de Deus. A complexidade da vida contemporânea e as responsabilidades são cada dia maiores. Estamos em um tempo onde as decisões precisam ser tomadas rapidamente, e sem sabedoria podemos acabar tomando decisões errôneas que nos levem a lugares não desejados. Tiago nos ensina a pedir sabedoria (Tiago 1.5).

O Espírito Santo nos ajudará, confie em Cristo. Ele nos iluminará e nos dará discernimento.

Para finalizar, a oração devocional diária não deve ser separada da oração comum na congregação reunida como povo de Deus. A oração comunitária é parte importante da vida cristã. É triste ver a pouca importância que dão à Oração Matutina e à Oração Vespertina hoje em dia na Igreja de Cristo.

De igual importância, devemos participar do sacramento da Santa Comunhão, que permite com que sejamos alimentados espiritualmente pela fé, renovando a eterna Aliança, tendo comunhão com Deus e com os outros ao redor da Mesa do Senhor, sendo este um ícone escatológico do futuro banquete do Cordeiro.


Publicado primeiro em Reformai.


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“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito… Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1 Tessalonicenses 5:16-22)


A palavra disciplina parece ser uma palavra maldita nos círculos evangélicos do século 21. Raramente escutamos pregações onde os pastores ministrem sobre a importância das disciplinas cristãs, nem sobre a relevância da disciplina pessoal na vida devocional. Isto tem levado o povo de Deus a não ter disciplina para orar, estudar a Palavra de Deus, nem a ter uma vida devocional íntima e constante com o Senhor. Neste artigo, desejo estudar brevemente quatro disciplinas saudáveis que nos ajudarão a crescer no conhecimento e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo.

DEDICAR TEMPO AO ESTUDO


Ter o hábito de ler e separar um tempo para o estudo requer de nós um alto grau de disciplina, porque existem muitas atividades que estão à nossa disposição. Hoje em dia, temos séries e filmes que podem ser vistos em qualquer hora, simplesmente apertando um botão. Sem disciplina, dificilmente escolheremos aquelas práticas que nos ajudarão a crescer em Cristo, e escolheremos aquelas que alimentam nosso ego e desejos.

Conheci pastores que leem e estudam as Escrituras somente para preparar um sermão, ou para defender uma posição teológica em um debate. Porém, têm perdido o desejo de ler as Escrituras para conhecer o Deus Vivo. Temos que aprender a ler a Bíblia, porque nela encontramos o nosso Senhor Jesus Cristo. (João 5:39)

Se desejamos crescer de forma forte e saudável, precisamos nos alimentar com alimentos sólidos. Alguns ainda preferem se alimentar com leite, porém, isso só faz com que nós permaneçamos como crianças na fé. (1 Coríntios 3.1-2; Hebreus 5.11-14).

A leitura regular e constante de toda a Bíblia nos ajudará a crescermos espiritualmente e, deste modo, as nossas decisões estarão sendo formadas e conformadas aos propósitos de Deus para a Igreja de Cristo. Em muitas ocasiões, oramos pedindo respostas a Deus quando o Senhor já tem mostrado o que devemos fazer em tais situações. Porém, desconhecemos porque não passamos um tempo regular na Palavra de Deus.

Tomei alguns minutos em cada manhã e pela noite para ler a Bíblia. Não precisa ser períodos longos, porque talvez acabem sendo cansativos no início. Aprenda a se reencontrar com o Criador através das páginas das Escrituras.

Compre um caderno para escrever aqueles textos que mais te surpreendem ou que te causam um impacto durante a leitura dos mesmos. Medite neles, e considere o contexto no qual estão inseridos tais textos. Anote o contexto, pergunte o que significava tais palavras para os primeiros ouvintes? Será que o texto contém elementos culturais relevantes para a compreensão do texto? Como o texto é relevante para mim? Preciso mudar alguma coisa na minha vida a partir do texto lido?

Este é um processo de aprendizado, não tentes de fazer todo de uma vez, porque acabará frustrado e, novamente, acabará desistindo e voltando aos velhos hábitos de ver TV, entrar no Facebook ou conversar no WhatsApp.

Seja paciente consigo mesmo. Em vários meses, terá a surpresa de lembrar muitos textos e observar como as Escrituras se conectam através dos diferentes textos e autores da Bíblia. Por mais que tenha lido as Escrituras, sempre temos mais coisas para aprender sobre elas, e é sempre bom relembrar de trechos que caem no esquecimento. Ler a Bíblia é adentrar nas verdades eternas de Deus.

Há uma diferença a ser considerada entre a leitura e a meditação da Palavra. A leitura nos ajudará a tomar um primeiro passo em conhecer o que a Bíblia diz. A meditação da Palavra nos ajudará a compreender e tomar vida na Palavra no dia-a-dia, porque vai acompanhada de oração. Assim, o Espírito ilumina a verdade na sua mente, compreendendo como aplicar os ensinos de Cristo através da orientação do Espírito Santo.

“…sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1:22).

O aprendizado nos ajuda a mudarmos nossas vidas. Aquilo que acreditamos, deve formar nossas vidas para a glória de Deus. Não deve haver nenhuma dicotomia nesta questão. Não podemos dizer que acreditamos em uma coisa, se vivemos outra.

Para finalizar, a leitura e estudo da Bíblia deve ser acompanhada pelo aprendizado dos mestres e pastores que nos ajudarão a desvelar aquelas partes das Escrituras que resultam de difícil compreensão. Portanto, as leituras de livros cristãos, das mais diversas temáticas, nos permitirão seguir crescendo na graça e na verdade de Cristo. Invista dinheiro em bons livros que serão tesouros valiosos, não somente para ti, mas também para os seus filhos e familiares.


Publicado primeiro no Reformai.


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