A Semana que mudou o mundo



Estás prontos pra viver a maior história nunca contada? Amanhã começa na maioria das igrejas cristãs ao redor do mundo. 


Sim, amanhã começa a semana mais incrível da história da Humanidade. É a história da nossa humanidade sendo transformada pelo Eterno através do Seu Filho que se entregou como o Cordeiro Perfeito. Ele nos mostrou o Caminho. Jesus se entregou livremente a morte da Cruz, e assim nos permitiu ser perdoados dos nossos pecados e do poder do pecado. Ele conquistou a morte pela ressurreição, e nos fez imortais.

Nesta semana, a Igreja expressa sua Catolicidade dada pelo nosso Senhor, Jesus Cristo. Somos feitos uma nova criação. Já não somos simplesmente, homens e mulheres, livres e escravos, ricos e pobres, agora somos todos os redimidos filhos de Deus. Deus te chamado e escolhido um povo formado de pessoas de todos os povos, nações e línguas, unidos pelo sacramento do Batismo ao Senhor e selados pelo Espírito no Santo Nome da Trindade.

Esta semana é a nossa história redentora, o Rei que entrou em Jerusalém, proclamando a chegada do Messias esperado, mas não percebido. Porém, aqueles que os sábios e governantes ignoravam, reconheceram o Rei, aclamando "Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!". Assim, começa um tempo onde somente percebemos a maravilhosa e imerecida graça de Deus que nos alcança pelo Seu eterno amor.

Como espero e desejo ver o Rei Eterno voltar na Sua Glória para congregar essa "geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz".

Proclamemos sua grandeza em ação de graças e louvor:

https://www.youtube.com/watch?v=vg5qDljEw7Q


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Mulher Virtuosa - Dia da Mulher



Nesse mês de Março comemoramos o dia da mulher. Realmente uma data para se comemorar, pois as mulheres têm cada vez mais se destacado na sociedade, dando grandes contribuições a ela. Não é diferente no meio cristão. Hoje já existem pesquisas que afirmam que as mulheres já são maioria nas igrejas. E elas têm sido uma grande bênção na vida da igreja do Senhor Jesus. Apesar do grande machismo existente nas culturas descritas na Bíblia, encontramos a menção de grandes mulheres que têm muito a nos ensinar. E hoje, em homenagem às mulheres, gostaria de destacar 7 atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar.

Dia da mulher: 7 atitudes de mulheres da Bíblia que todo cristão deveria imitar

1-) A humildade de Maria, mãe do Senhor Jesus

Maria foi escolhida dentre diversas moças para ser a mãe do Salvador. Talvez isso pudesse trazer ao coração dela certo orgulho, certa altivez. Mas ela declarou algo que todos nós precisamos declarar diariamente a Deus: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada…” (Lc 1:46-48). A humildade de Maria em se colocar nas mãos de Deus e cooperar com o Senhor na grande missão do Salvador é algo realmente fascinante, que todo crente deveria imitar.

2-) A perseverança na oração de Ana

Ana não tinha uma vida fácil. Seu marido Elcana havia se aproveitado da tradição para ter duas mulheres (1 Sm 1:2). E ainda por cima Ana era estéril, algo que era considerado como uma espécie de maldição em sua época. Era desprezada pela outra esposa do marido e carregava grande tristeza no coração por conta de tudo isso (1 Sm 1:6). Mas não desistiu de seu objetivo de ter um filho e não se entregou à murmuração, antes, foi perseverante na oração e pode declarar: “ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.” (1Sm 1:20)

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3-) A coragem de Maria Madalena para superar o passado

A Bíblia diz que Maria Madalena era uma endemoninhada. Jesus expeliu dela sete demônios (Lc 8:2). Não temos muitos detalhes do passado dessa mulher, mas, certamente, não foi um passado que agradasse a Deus. Mas essa mulher teve a coragem de superar o seu passado negro e ser uma grande serva do Senhor Jesus. Ela é mencionada sempre em companhia dos discípulos e foi a primeira a saber e crer na ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28:1). Foi uma mulher que mostrou uma superação inigualável, um verdadeiro retrato da transformação que Deus opera na vida das pessoas.

4-) A sabedoria de Mirian para superar as crises

O Faraó havia determinado que cada egípcio deveria matar os meninos que nascessem às hebreias (Ex 1:22). Essa ordem colocou em risco a vida de Moisés, que era ainda um bebê. Mas a estratégia da mãe de Moisés e Mirian, sua irmã, salvou a vida Dele. Mas não foi fácil. A menina Mirian mostrou uma sabedoria grandiosa ao seguir o menino que fora colocado num cesto no rio, convencendo a filha de faraó a entregar o menino à própria mãe para que cuidasse dele por um tempo (Ex 2:7). Ela salvou a vida de Moisés com a sua forma sábia de lidar com as situações adversas!

5-) O temor de Deus da prostituta Raabe

Raabe é menciona na Bíblia como sendo uma prostituta. A Bíblia não esconde o que ela era. Mas também não esconde a mudança que estava ocorrendo no coração dela. Na conversa que teve com os espiões de Israel, que ela escondeu em sua casa com o objetivo de protegê-los, ela nos mostra um grandioso temor a Deus: “Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.” (Js 2:11). Uma grande confissão de temor ao Senhor. Considerando que Raabe vivia em meio a um povo pagão a declaração dela mostra quão grande foi o temor dela. Tão grande foi a atitude dela diante de Deus, que ela faz parte da genealogia de Jesus Cristo (Mt 1:5)

6-) O fervor missionário da mulher samaritana

A mulher samaritana, como todos sabem, teve um grande encontro com Jesus próximo de um poço onde foi buscar água (Jo 4:9). Jesus revela a ela os erros que ela tinha cometido no passado e no presente e traz a ela uma palavra muito poderosa que impactou o coração dessa mulher. Resultado? O fervor missionário tomou conta do coração dessa mulher, que pregou as palavras de Jesus ao seu povo, que não O conhecia: “Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele.” (Jo 4:28-30)

7-) O caráter da mulher virtuosa sem nome de provérbios

Os últimos versos do livro de provérbios são dedicados a louvar o caráter de uma mulher que não tem nome, mas que bem poderia ser algumas das grandes mulheres de Deus que existiram e existem em nossos tempos. Essa mulher apresenta virtudes no cuidado da família, do marido, dos filhos. Na forma honesta e dedicada com que trabalha. No exemplo que dá ao próximo, na forma sabia com que vive sua vida, etc. Esse texto mostra um resumo das qualidades das mulheres de Deus e como elas são importantes.

Finalizo esta homenagem a todas as mulheres virtuosasa com um lindo verso que provérbios dedicado a elas:
“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.” (Pv 31:30)

Fonte: André Sanchez


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Filho de Deus



O Filho, que é o Verbo do Pai, gerado da eternidade do Pai, verdadeiro e sempiterno Deus, e consubstancial com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita virgem e da Sua substância; de sorte que as duas inteiras e perfeitas Naturezas, isto é, Divina e Humana, se uniram em uma Pessoa, para nunca mais se separarem, das quais resultou Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; que verdadeiramente padeceu foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar Seu Pai conosco, e ser vítima, não só pela culpa original, mas também pelos atuais pecados dos homens. - Artigo 1 — Do Filho de Deus, que se fez verdadeiro homem, Os 39 Artigos da Igreja da Inglaterra.


Cristianismo é unicamente diferente de qualquer outra fé, não somente nos seus ensinos sobre a Trindade apresentado no Artigo 1, mas particularmente na compreensão da pessoa e obra de Jesus Cristo, que é o tema do Artigo 2.

Historicamente, este artigo substancialmente reproduz o terceiro artigo da Confissão de Augsburg de 1530. Este foi pensando para resumir o ensino sobre Jesus dos credos Niceno e Atanásio, com a frase sobre eterna geração e consubstancialidade adicionada em 1563 dos Artigos de Wurtemberg (quando os originais 42 Artigos de Cranmer foram sintetizados nos 39 Artigos). Somente na sua última frase, referindo-se à expiação, trata uma área de controvérsia com respeito ao catolicismo romano. No seu contexto histórico, estava mais preocupado para articular as verdades credal acordadas universalmente sobre Jesus sobre e contra algumas revisões anabatistas das heresias antigas.

O que é essencial para nós conhecer sobre Jesus Cristo, de acordo ao Artigo? Três coisas: como Ele é verdadeiramente Deus, como Ele é também verdadeiramente humano, e como Ele é nosso Salvador.

Jesus é verdadeiramente Deus, porque sua essência ou substancia é divina, Ele tem uma completa e perfeita natureza divina. Ainda assim, sendo completo na sua Divindade, Ele tem uma relação eterna e perfeita com o Pai. Ele é gerado da eternidade; isto é sua “eterna geração”, que significa que ele é totalmente Deus e ainda assim distinto em relação ao Pai, como um Filho.

Ser Filho (Filiação) aqui enfatiza, não que ele era “nascido” em tempo pelo Pai, que é a antiga heresia de Ario contra a qual o Credo Niceno foi escrito em 325 d.C.. Mas sim que Ele é Deus da mesma forma que o Pai é Deus. Nem faz a filiação de Jesus implica que Ele é inferior ao Pai; a analogia da ordem do Pai e Filho não é alguma coisa obrigando o filho em relação ao Pai, mas é a expressão livre e eterna da sua relação na Trindade. Somos somente conscientes desta relação, porque, como a “Palavra” do Pai, o Filho expressa perfeitamente e completamente a única vontade e revelado proposito de Deus.

Para os seres humanos para ser capazes estar em uma relação pessoal real com este Deus vivo, é necessário que Jesus seja também verdadeiramente humano. Jesus se fez completamente e perfeitamente humano pela encarnação, pela concepção miraculosa no ventre de uma virgem (pelo qual era foi “abençoada”). Desse modo, Ele adquire uma essência ou substancia que é realmente, completamente, e perfeitamente humana. Pela encarnação, dois naturezas perfeitas e completas se unem juntas em una Pessoa. Este entendimento era o fruto de séculos de reflexão pela igreja, expressada no Artigo.

O Filho é “verdadeiramente Deus”. Ario negou isto em 325, mas uma criatura divina não é digna de adoração, nem um revelador verdadeiro de Deus. O Filho é “verdadeiramente homem.” Isto é uma declaração contra a heresia Apolinária (360 d.C.) que negava a verdadeira humanidade de Cristo dizendo que ele era somente uma mente divina em um corpo humano, o que fazia a justiça da sua vida irrelevante e infrutífero para nos seguir.

O Filho é “uma Pessoa, nunca a ser dividida”, contra Nestorianismo em 431, que negava a unidade da Pessoa de Cristo, dizendo que ele era dois pessoas unidas em um tipo de “matrimonio”. Deste modo, a humanidade de Jesus se fazia somente um bom exemplo humano para nos, não uma revelação divina.

O Filho é “um cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus”, em contra Eutiquianismo em 451 que negava a distinção das duas naturezas de Cristo que houvesse significado que Jesus tinha um tipo de natureza diferente a nossa e, portanto, não houvesse podido tomar nosso lugar na expiação.

Tendo estabelecido a perfeita humanidade e divindade de Jesus, o Artigo resume como Ele é único e perfeitamente o salvado do Seu povo. A salvação é primeiramente arraigada nos eventos históricos autênticos da crucifixão e morte de Jesus. Na sua natureza humana, Jesus “verdadeiramente sofreu, foi crucificado, morte e sepultado”, em contra a heresia Docetista que diz somente parecia que fosse assim.

A ressurreição de Jesus é afirmada depois no Artigo 4, mas o Artigos 2 estabelece que o ponto alto da obra de Cristo é sua morte, e tem um alto preço, que revela o profundo amor dele pelo Seu povo. A morte de Jesus primeiramente consegue dois coisas: reconciliação e expiação. O propósito de Jesus na morte era “reconciliar Seu Pai conosco”, que é uma frase pouco usual, as Escrituras dizem mais comumente de nos ser reconciliados a Deus. Contudo, o Artigo estabelece o ponto que nosso problema real pelo qual Jesus morreu, não está em nós, que nos temos caído e brigado com Deus, mas que nosso pecado merece a ira justa de Deus, e somente a morte como pênalti satisfaz nossa transgressão da Sua santidade.

Esta é a razão pela qual Jesus é nosso Salvador sendo “um sacrifício”. Um adequado, perfeito sacrifício morrendo no nosso lugar, uma expiação substitutiva, satisfazendo a justiça de Deus, não somente pela “culpa original” (que é a mesma que o “pecado original” visto desde a perspectiva de Deus), mas também nosso “presente atual”. Esta última referência é dirigida especificamente contra o ponto de vista Católico Romano que ainda que a morte de Jesus trata com o pecado original, requere os sacrifícios das Missas para tratar com nossos pecados atuais. Porém, o Artigo declara que o único sacrifício perfeito de Jesus é suficiente em se mesmo para expiar todos os pecados do mundo. Este também enfatiza que a expiação de Jesus faz muito mais que fazer a salvação um potencial para qualquer um explorar; em vez trata com nossos pecados atuais e reais específicos. Sua expiação é objetiva e definitiva.

Em resumo, Jesus Cristo é único. Não há outra pessoa que é tanto perfeitamente Deus e perfeitamente homem e, portanto, capaz para revelar verdadeiramente Deus e se identificar completamente conosco. Somente Ele pode ser o Mediador entre nos e Deus (Artigo 7). Portanto, somente Ele é qualificado para ser o sacrifício que expia nossos pecados, nos traz reconciliação e perdão. O Artigo estabelece como slogan a verdade: NÃO CRISTO = NÃO DEUS; CONHECER CRISTO = CONHECER DEUS.

Rev Dr Rob Munro é o Reitor de St Mary’s Cheadle, Deão Rural de Cheadle, e Presidente do Conselho de Fellowship of Word and Spirit.


Artigo publicado no site de Church Society, um ministério anglicano evangélico da Inglaterra.



Tradução: Bispo Josep M. Rossello Ferrer



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Santíssima Trindade

Há um único Deus, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, indivisível não sujeito à paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há três Pessoas, da mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. - Artigo 1 — Da Fé na Santíssima Trindade, Os 39 Artigos da Igreja da Inglaterra.


Para ser Protestante, precisamos ser católicos. Este é o ponto central do Artigo 1, e o fundamento seguro sobre o qual todos os Artigos estão construídos.

Espera um momento, talvez você pense, “a Reforma não tratava sobre ir contra o Catolicismo, rejeitar os seus erros?”

Aí está o segredo da questão – os Reformadores Protestantes eram somente contra a Igreja Católica romana, porque eles perceberam que tinha deixado de ser verdadeiramente católica. A palavra “católico” significa “universal,” portanto ser “católico” significa acreditar o que a Igreja sempre tem acreditado. Isto é o que afirmamos no Credo Apostólico quando dizemos que acreditamos na “santa igreja católica.”

No século 16, a Igreja de Roma tinha se desviado tanto das verdades reveladas na Escritura, que não era possível reconhece-la mais como “católica.” Eram os Protestantes os que eram os verdadeiros católicos. Eles não estavam se separando da igreja, eles estavam voltando a ela.

E, assim, quando os Reformadores Anglicanos escreveram os Artigos, eles mostraram esta convicção profundamente clara. Ele estavam voltado as essências, de volta a fé verdadeira, a fé incorrupta, a fé proclamada na Palavra de Deus, a fé articulada pelos grandes campeões da ortodoxia da igreja.

Isto é o porque dos 39 Artigos não começam com temas polêmicos, como o papel do Papa, mas indo ao tema mais central de todas as crenças cristãs: que há um só Deus, que é Pai, Filho, e Espírito Santo.

É fácil para a doutrina da Trindade parecer arcaica ou, inclusive, irrelevante para nos. Não é o tema que seja ideal para manter teólogos acadêmicos no emprego, contudo tem preciosidades para oferecer aos crentes no banco?

Com certeza, é verdade que o Artigo 1 é rigoroso e rico teologicamente. Contém o ar de século de reflexão estudiosa sobre o testemunho bíblico da natureza de Deus. Anglicanos podem ter confiança aqui, o que acreditamos não foi colocado rapidamente na parte de atrás de uma postal de visita, mas foi passada cuidadosamente através de centenas de anos.

De fato, boa teologia não é inimigo de relevância pastoral, mas sua precondição necessária. Artigo 1 é, deste modo, supremamente pratica.

Observe o Deus que nos convida a considerar.

Aqui está um Deus que em nada se parece a mim. Eu sou mortal, Ele é eterno; eu sou físico, ele é “sem corpo”; estou totalmente a mercê das minhas emoções; Ele é sem paixões. E a lista continua: frequentemente não tenho poder, Ele tem “infinito poder”; sou estupido com frequência, Ele é perfeitamente sábio; eu sou pecado, Ele é Bondoso.

Este distanciamento implacável do caráter e natureza de Deus da nossa é, talvez paradoxalmente, profundamente consolador. Não estou colocando minha fé em outra criatura, ou um “Eu” maior no céu, uma projeção simples dos meus próprios fracassos e manias. O Deus revelado na Bíblia, afirma no Artigo 1, é o único Criador (“o criador e sustentador de todas as coisas”), e isto significa que está fora e sobre todas as coisas.

O Deus que governa o cosmos, que conta cada fio sobre minha cabeça, é perfeitamente bom e sábio, Ele sabe o que está fazendo com minha vida. O Deus que mantém o universo em ser, e que me dá cada suspiro de ar, está presente plenamente em cada momento da minha vida, inclusive quando eu me sento sozinho e abandonado. O Deus que é eterno, que é a própria Vida, só Ele pode me oferecer a verdadeira esperança na face da minha própria morte, e no meio da sombra do túmulo.

Mas há ainda muito mais a ser dito, porque este Deus é “três Pessoas, de uma sustância, poder e eternidade”. Deus não é um solitário mona, dependente na sua criação para permiti-lo relacionar e amar. Deus é relacionamento, Deus é amor. Ele é a eterna, amorosa, alegre comunhão do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Em outras palavras, Deus não precisa de mim para ser Ele mesmo, antes de que nada existirá, Ele amou.

Isto também é maravilhoso, noticias liberadoras para nos escutar. Porque isto significa que Deus não me criou como parte de um acordo Ele fez, ou relacionado a mim sobre a base de quid pro quo. Significa que a salvação Ele oferece não depende de mim cumprir certos requisitos, mas pode ser recebido por mim livre como um puro presente puro, sem condições. É uma salvação dada somente pela graça, através somente da fé.

E esta é uma verdade que os Reformadores Anglicanos especialmente queriam recuperar. Isto é o motivo pelo qual foram de volta as essências no Artigo 1, de volta a Trindade, de volta a o próprio Deus. Porque eles sabiam que para ser Protestante, necessitávamos ser católicos.

Para mais informações sobre a ideia que Deus é “sem paixões”, veja este artigo da edição recente de Churchman, ou este artigo breve sobre Formulary Friday.

Rev. Dr. Mark Smith é o Capelão de Christ’s College, Cambridge, e o novo editor revisor de Churchman.

Artigo publicado no site de Church Society, um ministério anglicano evangélico da Inglaterra.

Tradução: Bispo Josep M. Rossello Ferrer


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A Bíblia é o principal livro dessa vara



Responsável pela prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e de Eike Batista, o juiz federal Marcelo da Costa Bretas é conhecido pela aplicação rigorosa das penas e repreensões aos réus baseadas nos princípios bíblicos.


A Bíblia Sagrada permanece sobre sua mesa e costuma ser citada nas sentenças, como a que decretou a prisão preventiva de Cabral. "'Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo'", escreveu o juiz, citando o trecho de Eclesiastes 8:11.

Diante da sentença, a defesa do ex-governador pediu o afastamento de Bretas, sob acusação de realizar julgamentos sob amparo religioso. O pedido foi negado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Bretas frequenta a Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, próxima à sua casa, na praia do Flamengo. Embora colegas de trabalho e familiares do juiz reconheçam a importância da fé em sua vida, eles afirmam que a religiosidade não influencia seu julgamento.

"Ele sabe o que faz, está na briga para ganhar. Esperou a situação probatória estar mais consolidada para decidir. Não será fácil modificar decisão dele", diz o procurador Cláudio Henrique Viana, que conheceu Bretas durante passagem pelo Ministério Público do Estado do Rio.

Bretas entrou na operação Lava Jato em novembro de 2015, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, separou do processo a parte que dizia respeito à empresa Eletrobras Eletronuclear, sediada no Rio.

Por sorteio, o caso caiu na 7ª Vara Federal Criminal, assumida por Bretas oito meses antes. Em seu primeiro dia de trabalho, o juiz deixou clara sua posição cristã. "No dia em que ele chegou, tirou a Bíblia da pasta e disse: esse é o principal livro dessa vara", contou Fernando Pombal, diretor de secretaria da 7ª Vara. "É o que guia o espírito e a inteligência dele."

Conhecido como o "Moro do Rio" (em referência a Sergio Moro), o juiz é o mais velho de uma família de quatro irmãos, que foram criados por pais evangélicos na Baixada Fluminense. Um de seus irmãos se tornou pastor.

Fonte: Guiame


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As Quatro Disciplinas Saudáveis (Parte II)

Outra disciplina esquecida, e ainda menos vivida, é uma vida de oração sincera e humilde. Temos que reaprender a estar diante da presença de Deus, sem que os barulhos ao redor tomem nossa atenção. Isto é muito mais difícil do que se possa imaginar em um primeiro momento.


Os Salmos nos ajudam a focar nossa mente, enquanto aprendemos a estar em silêncio. Oração, nem sempre, é barulho. Ele começa como um encontro privado e único com o Rei e Criador Todo Poderoso. Aprender estar diante do Senhor, em oração, requer conversar e ouvir. Aproximamo-nos do Pai através de Cristo e quando somos guiados pelo Espírito Santo.

Às vezes, uma vida monótona e irrelevante de um cristão é fruto de uma vida sem oração. Ou, ainda mais trágico, é a vida de oração vazia de Deus. Refiro-me àquela vida de oração que ora rapidamente através de uma lista de pedidos, sem mais nada acrescentar. Nem tempo temos para perceber o que está acontecendo nessas orações sem alma e sem coração. Quando foi a última vez que chorou na presença de Deus? Ou se emocionou até ter a certeza de que estava sendo ouvido pelo Pai? Ou sentiu-se cheio do amor do Senhor no silêncio da oração?

A oração não é mais um ativismo cristão a ser cumprido. Um passo a ser feito para chegar à maturidade cristã, tampouco uma vitória a ser alcançada para mostrar nossa espiritualidade. A oração é um estilo de vida! Uma conversa fruto do desejo de estar aos pés do Pai.

Não tente orar um período fixo, como se fosse apenas uma responsabilidade, sinônima de um rito. Tenha um horário de manhã e noite para orar, mas sempre voluntariamente. Às vezes, será somente por alguns minutos, outros poderá chegar a ser um período maior. Concentre-se em descobrir seus próprios pensamentos e palavras quando você ora… peça ajuda a Deus para que o Espírito Santo oriente seus pensamentos e suas orações.

Tenha certeza de que precisamos urgentemente da sabedoria de Deus. A complexidade da vida contemporânea e as responsabilidades são cada dia maiores. Estamos em um tempo onde as decisões precisam ser tomadas rapidamente, e sem sabedoria podemos acabar tomando decisões errôneas que nos levem a lugares não desejados. Tiago nos ensina a pedir sabedoria (Tiago 1.5).

O Espírito Santo nos ajudará, confie em Cristo. Ele nos iluminará e nos dará discernimento.

Para finalizar, a oração devocional diária não deve ser separada da oração comum na congregação reunida como povo de Deus. A oração comunitária é parte importante da vida cristã. É triste ver a pouca importância que dão à Oração Matutina e à Oração Vespertina hoje em dia na Igreja de Cristo.

De igual importância, devemos participar do sacramento da Santa Comunhão, que permite com que sejamos alimentados espiritualmente pela fé, renovando a eterna Aliança, tendo comunhão com Deus e com os outros ao redor da Mesa do Senhor, sendo este um ícone escatológico do futuro banquete do Cordeiro.


Publicado primeiro em Reformai.


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As Quatro Disciplinas Saudáveis – Parte I

“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito… Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1 Tessalonicenses 5:16-22)


A palavra disciplina parece ser uma palavra maldita nos círculos evangélicos do século 21. Raramente escutamos pregações onde os pastores ministrem sobre a importância das disciplinas cristãs, nem sobre a relevância da disciplina pessoal na vida devocional. Isto tem levado o povo de Deus a não ter disciplina para orar, estudar a Palavra de Deus, nem a ter uma vida devocional íntima e constante com o Senhor. Neste artigo, desejo estudar brevemente quatro disciplinas saudáveis que nos ajudarão a crescer no conhecimento e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo.

DEDICAR TEMPO AO ESTUDO


Ter o hábito de ler e separar um tempo para o estudo requer de nós um alto grau de disciplina, porque existem muitas atividades que estão à nossa disposição. Hoje em dia, temos séries e filmes que podem ser vistos em qualquer hora, simplesmente apertando um botão. Sem disciplina, dificilmente escolheremos aquelas práticas que nos ajudarão a crescer em Cristo, e escolheremos aquelas que alimentam nosso ego e desejos.

Conheci pastores que leem e estudam as Escrituras somente para preparar um sermão, ou para defender uma posição teológica em um debate. Porém, têm perdido o desejo de ler as Escrituras para conhecer o Deus Vivo. Temos que aprender a ler a Bíblia, porque nela encontramos o nosso Senhor Jesus Cristo. (João 5:39)

Se desejamos crescer de forma forte e saudável, precisamos nos alimentar com alimentos sólidos. Alguns ainda preferem se alimentar com leite, porém, isso só faz com que nós permaneçamos como crianças na fé. (1 Coríntios 3.1-2; Hebreus 5.11-14).

A leitura regular e constante de toda a Bíblia nos ajudará a crescermos espiritualmente e, deste modo, as nossas decisões estarão sendo formadas e conformadas aos propósitos de Deus para a Igreja de Cristo. Em muitas ocasiões, oramos pedindo respostas a Deus quando o Senhor já tem mostrado o que devemos fazer em tais situações. Porém, desconhecemos porque não passamos um tempo regular na Palavra de Deus.

Tomei alguns minutos em cada manhã e pela noite para ler a Bíblia. Não precisa ser períodos longos, porque talvez acabem sendo cansativos no início. Aprenda a se reencontrar com o Criador através das páginas das Escrituras.

Compre um caderno para escrever aqueles textos que mais te surpreendem ou que te causam um impacto durante a leitura dos mesmos. Medite neles, e considere o contexto no qual estão inseridos tais textos. Anote o contexto, pergunte o que significava tais palavras para os primeiros ouvintes? Será que o texto contém elementos culturais relevantes para a compreensão do texto? Como o texto é relevante para mim? Preciso mudar alguma coisa na minha vida a partir do texto lido?

Este é um processo de aprendizado, não tentes de fazer todo de uma vez, porque acabará frustrado e, novamente, acabará desistindo e voltando aos velhos hábitos de ver TV, entrar no Facebook ou conversar no WhatsApp.

Seja paciente consigo mesmo. Em vários meses, terá a surpresa de lembrar muitos textos e observar como as Escrituras se conectam através dos diferentes textos e autores da Bíblia. Por mais que tenha lido as Escrituras, sempre temos mais coisas para aprender sobre elas, e é sempre bom relembrar de trechos que caem no esquecimento. Ler a Bíblia é adentrar nas verdades eternas de Deus.

Há uma diferença a ser considerada entre a leitura e a meditação da Palavra. A leitura nos ajudará a tomar um primeiro passo em conhecer o que a Bíblia diz. A meditação da Palavra nos ajudará a compreender e tomar vida na Palavra no dia-a-dia, porque vai acompanhada de oração. Assim, o Espírito ilumina a verdade na sua mente, compreendendo como aplicar os ensinos de Cristo através da orientação do Espírito Santo.

“…sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1:22).

O aprendizado nos ajuda a mudarmos nossas vidas. Aquilo que acreditamos, deve formar nossas vidas para a glória de Deus. Não deve haver nenhuma dicotomia nesta questão. Não podemos dizer que acreditamos em uma coisa, se vivemos outra.

Para finalizar, a leitura e estudo da Bíblia deve ser acompanhada pelo aprendizado dos mestres e pastores que nos ajudarão a desvelar aquelas partes das Escrituras que resultam de difícil compreensão. Portanto, as leituras de livros cristãos, das mais diversas temáticas, nos permitirão seguir crescendo na graça e na verdade de Cristo. Invista dinheiro em bons livros que serão tesouros valiosos, não somente para ti, mas também para os seus filhos e familiares.


Publicado primeiro no Reformai.


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A pregação não é o centro do culto



Um dos pontos que acredito ser mais importantes na liturgia cristã é o culto da Santa Ceia, que em vez de estar centrado na pregação, está centrado na Trindade.


O culto não termina nem finaliza quando o pastor acaba seu sermão. em vez disso, o culto flui em uma transição do Púlpito ao Mesa, da Palavra escrita a Palavra encarnada. Isto se faz através da confissão de fé do povo de Deus e suas orações e intercessões diante do Trono da Graça. A partir desse instante, nos adentramos no lugar santíssimo para nos sentar ao redor da Mesa do Senhor e celebrar a vitória do Cordeiro, a Ceia do Senhor. Revivendo, assim, a última ceia que agora é a eterna ceia até que o Cordeiro voltei. Enquanto esperamos tal vinda de Cristo. O estágio final desta jornada do culto cristão nos leva a ser mensageiros nas boas novas do evangelho de Jesus, assim somos enviados como povo de Deus ao mundo para fazer a vontade de Deus, incluindo pregar o evangelho e fazer discípulos.

Um dos aspectos que a Igreja tem perdido com os cultos centrados na pregação, é a visão da Cidade de Deus. A pregação é um dos aspectos centrais do drama litúrgico, porém a pregação nunca deve estar fechada somente no culto ou nas quatro paredes da "igreja local." Ela deve ser vivida e anunciada nas praças, nas conversas do café, nas reuniões da família, em todo lugar e espaço. Não precisa ser feito usando sermões, porém a pregação do evangelho puro e simples deve ser sempre ensinado em todo lugar e tempo. e não somente em longos e cansativos sermões dignos da mais pura academia, ou sermões alegres e simpáticos que atraem mais atenção ao pregador que ao próprio Senhor.

A cultura eclesiástica de que todo o culto se desenvolve ao redor da pregação, tem criado pregadores, mas não tem preparados presbíteros, nem pastores, nem ministros da palavra e sacramento. Nos encontramos diante da simple e pura realidade de que muitos dos Reformadores eram advogados e professores e, sem perceber, levaram essa cultura na igreja onde a pregação no culto tinha primazia sobre a oração, sacramento e cânticos. Por este motivo, temos que reviver o passado para criar o futuro.

A liturgia cristã teve sempre a Palavra e a Eucaristia, como parte do culto ao Senhor. O ofício divino da Santa comunhão nos leva de volta a cultos onde Deus é o centro da adoração através da Palavra e o Sacramento. O povo de Deus é instruído e Deus é celebrado. O culto não tem mais os ímpios, como centro do encontro celestial, mas o povo de Deus se congrega para o encontro com o Seu Rei para adorar na beleza da santidade de Deus. A partir deste drama revivido, o povo saí para anunciar as boas novas, discipular as nações e obedecer todo o que Jesus ensinou. Em todo, Cristo é glorificado e Deus, a Santíssima Trindade, é adorada. Somente um servo de Cristo e seu povo, e não um pregador estrela ou pop, tem a dignidade para liderar tal culto e ofício divino.

Que tal culto de adoração ao Senhor se multiplique ao redor do mundo para a glória de Deus e a edificação do seu povo.

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo; 

         Como era no princípio, é agora, e será sempre, por todos os séculos. Amém.


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Somos a Resistência



Contra um mundo que insiste em nos colocar uns contra os outros. Que quando vítimas nos transforma em assassinos nos ensinando vingança, justiça com as próprias mãos. Uma cultura que se diz prezar pela excelência com todos os seus itens de luxo imprescindíveis para felicidade mas que não sem importa com um casamento imperfeito, desfaz e começa outro.

A favor do divórcio, do revide, descaso, insulto, do aborto, não defendemos o outro por que atacamos primeiro. A selva vai se tornar um lugar mais seguro em breve por que lá eles só matam para sobreviver, não tem orgulho ou sentimento de superioridade, posse. Não confiamos em ninguém por que generalizamos as nossas opiniões (sempre) e quando alguém faz alguma coisa boa apontamos com o olhar mais desaprovado torcendo para que seja mais um corrupto, já que não somos o autor da bem feitoria.

Pegamos o princípio da lei, a base da ordem, e deturpamos por que achamos que Deus é incompleto ou está muito ocupado. Vivemos aqui há menos de 100 anos e julgamos ter um ponto de vista melhor do que os livros da bíblia.

A maioria já desistiu, não repararam? O mundo não funciona com o objetivo de avançar, melhorar, perdoar, se arrepender, pelo contrário, a luta é guerra por supervivência! Não plantamos o tanto que colhemos. É como uma criança sem diretrizes consumindo tudo o que vê pela frente por que não fora imposta limites, princípios. Mimada.

O externo é super engraçado mas o interno é suicida.

Agora os holofotes, a fama, agora! Outrora drogas comprimidas, deprimidas.

A sujeira debaixo do tapete já é maior do que aquilo que pode fazer sujeira.
Humanos facilmente convencidos. Humanos convencidos. Desumanos.

Com um martelo na mão e trauma da história, julgamos, decidimos o futuro de culpados tão culpados como nós. Um ato heróico é tentar ajudar um inocente ou fazer de tudo para afundar um pecador.
Não valemos nada, assim diz a nossa cultura, se você não tiver dinheiro pra me provar o contrário.
Humildes? Por que pagamos impostos absurdos e não roubamos? Humildade é ser/ter todo o poder sobre todos os poderes e abrir mão de tudo para resgatar as vogais e consoantes do texto acima. E muito mais.
De nada vale conquistar o mundo, a casa própria, o carro, emprego, o celular e perder a nossa vida. Já repararam que todos que morreram deixaram tudo humildemente aqui na terra?!

Dê a primeira parte. Dê o melhor. Seja o segundo pelo outro. Viva e morra por coisas maiores. Resgate vidas. Invista em pessoas. Seja imediatista para perdoar.

Eu não sou capaz de te convencer com esse texto e fazer você mudar, mas o Espírito Santo é. E existe um grupo de humilhados pecadores orando por você, nesse momento.

Somos o povo que apanha e não revida mas ora. O grupo que enxerga as minorias como irmãos que ainda não moram na mesma casa. Intolerantes contra o nosso próprio pecado.

Somos liderados por um Deus vivo que reina. Resistiremos até o fim, por que Ele nos amou primeiro.


Autor: Victor H. Tiziano




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O evangelho genuíno



Liberalismo teológico sempre se afasta da regra das Sagradas Escrituras. Ao fazê-lo, seus defensores procuram regularmente para justificar o pecado.


Como apenas um exemplo da tentativa vã de liberalismo para justificar o pecado, observe como algumas denominações protestantes liberais e "evangélicos" contemporâneos tentam de justificar uniões sexuais entre homossexuais, que são em todos os casos pecaminoso.

O evangelho liberal é um falso evangelho. Deus nunca justifica o pecado. Ele quer castiga-lo ou perdões-lo, de acordo com o verdadeiro evangelho.

O verdadeiro evangelho declara um Deus que, embora que Ele nunca justifica o pecado, sempre justifica os pecadores que arrependem de seus pecados e colocam sua confiança obediente na graça misericordiosa do Senhor Jesus Cristo.

Aqueles que verdadeiramente amam pecadores não lhes oferecem os falsos confortos de um falso evangelho. Para fazer isso deixaria os pecadores em seus pecados e em risco de juízo eterno.

Aqueles que verdadeiramente amam pecadores oferecem a eles a graça genuína que leva ao arrependimento, perdão e uma vida santa, de acordo com o verdadeiro evangelho.

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16 NVI).

O evangelho genuíno alerta de punição e oferece perdão. Ambos estão em consonância com o evangelho de Cristo Jesus que é claramente revelado nas Sagradas Escrituras.

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A grande diversidade nas igrejas reformadas


Hoje, desejo começar uma série de artigos que estarei escrevendo este ano por motivo dos 500 anos da Reforma Protestante. Começo escrevendo sobre as igrejas reformadas, ainda que reconheço que, talvez, deveria começar escrevendo sobre as igrejas luteranas. Ao final de contas, a celebração do 500 anos da Reforma Protestante se deve a pessoa de Martinho Lutero.


Decidi começar escrevendo sobre a tradição reformada nos USA, como um exemplo da grande diversidade que existe no mundo reformado. Já que muitas vezes não percebemos e não somos conscientes. Isto faz que a visão particular que nos temos, como reformados, acabe sendo aquela a qual pensamos todos os Reformados ao redor do muno tem. E, nem sempre, é assim.

Meu desejo é mostrar e ajudar a amadurecer o movimento reformacional brasileiro que tem levado a muitos jovens a descobrir as doutrinas da graça e da teologia reformada. Este artigo, talvez, permita ter uma sensação mais adequada da realidade presente. Isso nos ajudará também a nos perguntar, porque existe tanta diversidade e o que tem levado a tanta fragmentação nos últimos 500 anos. Tendo consciência de que estamos falando somente de um só país, os USA.

Internacionalmente, existem três federações ou comunhões de igrejas reformadas: World Communion of Reformed Churches (80 milhões de membros), International Conference of Reformed Churches (??? membros) e World Reformed Fellowship (??? membros).

Sou da opinião que este ano deveria ser um bom momento para refletir sobre os últimos 500 anos. E buscar resolver alguns dos problemas urgentes que existem na tradição reformada, se desejamos enfrentar o próximo milênio com novas forças. Em último caso, caberá a nos, encontra as respostas as questões diante de nos. Sem respostas, não sei o que o futuro nos vai a deparar e até onde seremos capazes de deixar nossa marca na história.

Não sou profeta, porém já começo a ver sinais de esgotamento do movimento reformacional brasileiro, e observo com grande preocupação a falta de maturidade em muitos dos meus irmãos reformados, o que leva em algumas ocasiões abraçar posições muito próximas ao sectarismo.

Por outro lado, desde uma perspectiva mais otimista, tenho teólogos e pensadores reformados no Brasil que são verdadeiros exemplos de vida cristã e maturidade. Exemplos a ser seguido pelos mais jovens. Por todos estes homens de Deus, dou graças a Deus.

Finalmente, as informações tem sido obtidas dos sites das igrejas ou da internet, portanto o número de membros ativos, talvez, não seja o número correto. Também, existem muitas denominações (batistas, anglicanas, evangélicas e carismáticas) que tenham membros e igrejas que sejam reformadas, porém estão em denominações que não se definem como igrejas reformadas. Este é o caso entre os Anglicanos/Episcopales e Batistas.

PRESBITERIANAS


Presbyterian Church (USA) - 1,760,200 membros

Presbyterian Church in America - 367,033 membros

Evangelical Presbyterian Church - 160,000 membros

Cumberland Presbyterian Church - 87,000 membros

ECO (Covenant Order of Evangelical Presbyterians) - 85,000 membros

Korean Presbyterian Church in America - 55,000 membros

Korean-American Presbyterian Church - 53,000 membros

Associate Reformed Presbyterian Church - 39,000 membros

Orthodox Presbyterian Church - 38,000 membros

Communion of Reformed Evangelical Churches - 15,000 membros

Reformed Presbyterian Church of North America - 7,800 membros

Cumberland Presbyterian Church in America - 6,500 membros

Evangelical Assembly of Presbyterian Churches in America - 6,000 membros

Bible Presbyterian Church - 3,500 membros

Outras igrejas presbiterianas menores

American Presbyterian Church, Christian Presbyterian Church, Covenant Presbyterian Church, Covenant Reformed Presbyterian Church, Evangelical Reformed Church in America, Evangelical Reformed Presbyterian Church, Federation of Reformed Churches, Free Presbyterian Church, Presbyterian Reformed Church, Reformed Presbyterian Church - Hanover Presbytery, Reformed Presbyterian Church in the United States, Reformed Presbyterian Church General Assembly, Reformed Presbytery in North America, Upper Cumberland Presbyterian Church, e Westminster Presbyterian Church in the United States.

Presbiterianas escocesas

Free Church of Scotland

Free Church of Scotland (Continuing)

Free Presbyterian Church of Scotland


CONGREGACIONALISTAS


United Church of Christ - 1,100,000 membros

National Association of Congregational Christian Churches - 70,000 membros

Conservative Congregational Christian Conference - 41,000 membros

Evangelical Association of Reformed and Congregational Christian Churches - 10,000 membros

Reformed Congregational Fellowship - ??? membros


REFORMADAS HOLANDESAS


Christian Reformed Church in North America - 245,217 membros

Reformed Church in America - 240,000 membros

United Reformed Churches in North America - 23,302 membros

Netherlands Reformed Congregations - 10,790 membros

Protestant Reformed Churches in America - 8,055 membros

Free Reformed Churches in North America - 4,689 membros

Heritage Reformed Congregations - 2,000 membros


ANGLICANOS OU EPISCOPALES


Reformed Episcopal Church - 13,000 members

Anglican Mission in the Americas (AMiA) - 10,000 membros

CANA EAST (ACNA) - 6,000 membros

Anglican Orthodox Church - ??? membros


BATISTAS REFORMADOS


Reformed Baptist - 16,000 membros

Association of Reformed Baptist Churches of America - ??? membros

Fellowship of Independent Reformed Evangelicals - 7,000 membros

Primitive Baptists - ??? membros


REFORMADOS CARISMATICOS


Sovereign Grace Churches - 20,000 membros

Newfrontiers in the United States - 12,000 membros


OUTROS REFORMADOS DA EUROPA NOS USA


ALEMANHA

Reformed Church in the United States - 5,000 membros

HUGUENOTES

French Protestant (Huguenot) Church, Charleston, SC

HUNGRIA

Hungarian Reformed Church of America - 10,500 membros

Calvin Synod - United Church of Christ - 3,500 membros






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Brasil, Justiça Social e os Padres da Igreja

Este artigo nasce como fruto de uma reflexão pessoal sobre a realidade brasileira na qual estamos inseridos e imersos. Brasil é meu país adotivo, e onde vivo já faz quase dez anos.


Há alguns dias, logo após assistir a uma conferência, dispuz-me a tomar o metro em direção a rodoviária do Tietê, enquanto ainda ressoava em meus ouvidos as palavras do ministro, e ainda me achava envolvido pela emoção da mensagem, quando de repente me dei conta da realidade que me cercava ao redor: uma multidão de pessoas amontoadas sem perceber os mendigos com suas poucas possessões que encontraram na entrada do metro; uma fria e mal preservada estação de metro, e um forte e persistente cheiro de urina; a pobreza se mostrava de uma maneira impiedosa e implacável, em uma existência diária que nos leva a desumanização.

Uma vez parado o trem, uma multidão entrou no metro em meio de outra multidão já no interior do vagão do metro, porém aqueles poucos mendigos que subiram espaço encontraram lugar e as pessoas não desejavam ficar perto deles. Longe estava já as palavras que nos inspiravam a sonhar um novo mundo, e me encontrava com a via mesma. Deus, com a sua linguagem bem mais eloqüente, que é a realidade, me mostrava as pessoas, lá atrás no tempo, o moveu de compaixão na ocasião da multiplicação dos pães.

O contato com a multidão, com a dor, com a busca da esperança e com a injustiça era moeda corrente no mundo apresentado nas Escrituras. A Igreja dos primeiros séculos cresceu em meio da pobreza, a opressão e as injustiças. Foi assim que o povo de Deus aprendeu a ser Igreja de Cristo e onde os primeiros líderes e doutores da igreja desenvolveram toda a doutrina cristã e, inclusive, a litúrgica; e chega-se a conclusão de que, depois de tudo, a atual realidade brasileira é bastante semelhante aquela que a igreja primitiva conheceu e trabalhou para mudar com a mensagem do evangelho do Reino. Eles, como nós, conheceram de perto a opressão, a usura impositiva perpetrada pelas autoridades imperiais, a morte injusta, a postergação, o medo ao futuro incerto. Basta ler o seguinte parágrafo de uma homilia de João Crisóstomo para nos dar conta de como ele percebia toda a magnitude desta verdadeira tragédia humana, já no 4º século, tal como eu agora, em pleno século 21, olhando da janela embaçada, numa chuvosa e fria tarde de verão em Pindamonhangaba:

"No inverno, ao contrário, se lhes faz a guerra por todas as partes, e o cerco lhes é fechado pelos dois lados: a fome lhes consome por dentro as entranhas, e o frio os congela por fora e lhes mata a carne. Daí a necessidade de mais abundante comida, vestes mais quentes, abrigo e cama, calçados e muitas outras coisas... Mas, ainda por cima, agora que mais necessitam do do que lhes é essencial para viver, tiram-lhes o trabalho, porque ninguém dá emprego a esses pobres, nem são chamados para serviço algum, nem mesmo a baixos salários... Esta é a nossa embaixada, para a qual tomamos como ajuda aquele que foi verdadeiramente o protetor dos pobres, o apóstolo Paulo" - São João Crisóstomo


Me surpreende a agudeza com que Basílio, como João Crisóstomo, parece descrever a realidade atual do povo brasileiro, e me surpreende ainda mais ler os jornais e ver através de suas manchetes a sabedoria evangélica de Basílio. Hoje leia com surpresa a noticia de que cresce a pobreza ao redor do mundo, enquanto a riqueza se acumula em mãos de uns poucos. Lendo isso, não posso evitar que me viesse à mente um texto de Basílio que diz o seguinte:

"Tais são ricos, tais seus benefícios. Dão pouco e recebem muito. Esta é vossa humanidade. Expoliam, mesmo quando dizem que socorrem. Para vocês, até mesmo o pobre é uma fonte fecunda da vossa ganância. Impõem ao pobre a usura, (o consumismo), e sabem obrigá-lo depois a pagar caro por isso, mesmo quando não tenham sequer o suficiente para as suas necessidades básicas. Como vocês são misericordiosos! Os que vocês ‘libertam’, vinculam a vocês e os obrigam a que vos paguem pelas suas ganâncias, mesmo que não tenham o que comer. Pode-se imaginar..."São Basílio


João Calvino explicou deste modo no seu comentário do Salmo 74, como tinhamos que lembrar os pobres e cuidar deles,

“Deus tomou um cuidado maior pelos pobres que os outros, devido a que estão mais expostos a violence e lesões… Davi, portanto, particularmente menciona que o rei seria o defensor daqueles que somente podem ser salvos sobre a proteção dos magistrados.”


A questão de que isto deveria ser deixado somente a ação de pessoas bondosas, foi respondia com clareza pelo próprio João Calvino quando afirmou que era a função da igreja através dos diáconos. Calvino afirmou o antigo refrão cristão de que a propriedade da igreja é a propriedade dos pobres. Ele seguiu a regra da igreja medieval recomendando as igrejas dedicar ao menos a metade dos seus recursos para cuidar dos necessitados.

A busca do desenvolvimento humano é um compromisso do qual nenhum cristão está isento, pois não lhe exige uma tradição, nem sequer um comportamento ético, mas trata-se antes de uma exigência que brota das palavras de Jesus:

"porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim». ( Mt 25, 35-36).

Gregório de Nazianzo, apregoando uma sociedade baseada na igualdade primitiva, deixou o seguinte escrito:

“Imitemos este lei sublime e primeira de um Deus que faz cair chuva sobre os justos e sobre os maus e faz com que o sol se levante sobre todos os homens. Às criaturas que vivem sobre a Terra, ele concede imensos espaços, fontes, rios, florestas. Para as espécies aladas ele criar o ar, e a água para a fauna aquática. Fornece a cada um todo o necessário para a subsistência. E seus dons não caem nas mãos dos fortes, não são medidos por lei, nem repartidos entre estados. Tudo é comum, tudo existe em abundância. Quando os próprios homens amontoaram em seus cofres ouro, prata, diamantes e coisas do gênero, então uma louca arrogância endureceu suas feições. Eles não refletem sobre o fato de que pobreza e riqueza, condição livre e servil, além de outras categorias semelhantes chegaram tarde demais entre os homens e se propagaram como epidemias, trazidas pelo pecado do qual eram invenções” ' São Gregorio


O cristão não deve ter medo de denunciar a injustiça social, tão pouco guardar um silêncio cúmplice a seu respeito, ainda que, muitas vezes, corra-se o risco de ser mal interpretado; o brilhante João Crisóstomo também teve que defender-se de dessas acusações, como podemos ver neste fragmento:

"Está certo, há muitos que não param de me dizer: 'estás atacando aos ricos!' Mas, são eles que atacam aos pobres! Como eu ataco aos ricos? Não aos ricos, mas aos que usam mal as suas riquezas. Eu não me canso de repetir que não condeno aos ricos, mas ao ladrão. Uma coisa é o opulento, outra o avarento. Distingue as coisas e não confunda o inconfundível. És rico? Parabéns! És um ladrão? Eu te condeno por isso. Tens o que é teu? Desfruta-o! Apoderas-te do que não é teu? Então, não calarei a minha boca! Queres me apedrejar? Pois, bem, eu estou pronto a derramar o meu sangue, desde que isso impeça que cometas pecado" - São João Crisóstomo


A cada dia me convenço mais do valor da leitura dos Padres da Igreja e os Pais da Reforma, e não apenas em um plano espiritual, já que defenderam como ninguém as verdades cristãs, mas também em termos sociais. Como não lembrar as palavras de Basílio ao sermos impactados com a atitude francamente gananciosa e materialistas de tantas pessoas, governos, bancos e corporações. Não é uma questão contra a economia do mercado ou o livre comercio, mas a necessidade da justiça social como estilo de vida essencial da Igreja de Cristo.

"Mas, tu me dizes: ‘Dinheiro e interesse, buscas de quem nada tem? Por acaso, isso te faria mais rico? Que necessidade teria de bater à tua porta? Veio procurar um aliado e encontrou um inimigo. Buscava um remédio e encontrou um veneno. Era teu dever socorrer a indigência deste homem, e tu a multiplicas pois, tratas de tirar dele até esgotar o pouco que tem'."


Estou consciente de que este artigo pode parecer uma defesa de valores socialistas para alguns dos meus amigos e, ainda para outros, seja um texto que não vai longe o suficiente. Entretanto, é absolutamente certo que existe um claro pensamento social na igreja primitiva e reformada, da mesma forma que, indubitavelmente, a partir do próprio Evangelho se depreende uma consciência social. Porém, a mesma não pode ser considerada como socialista, nem tampouco responde aos atuais valores do liberalismo social e político. Se encontram presente na catolicidade da igreja e os valores do evangelho do Reino de Deus.

Meu desejo, e oração, é que não comentamos os erros da Teologia da Libertação, porém tampouco sejamos como aqueles que endurecem o coração diante da pobreza e as injustiças sociais tão fortes nas nossas cidades e no nosso amado Brasil.

Como ficar calados diante da pobreza?

Não devemos perder de vista que a pobreza é causa do pecado e a transformação social começa com a mensagem das boas novas do evangelho do Reino. Isto nos deve refletir como uma cidade como São Paulo, com o maior número de milionários (1.885 pessoas em 2015) da América Latina, não tem alcançado a trazer certo ordem social, cultural e urbano. Essa mesma cidade que é considerada a 17º cidade com maior número de bilionários no mundo.

Não desejo tirar a riqueza deles, Deus nos livre de tal desejo. Desejo trazer uma reflexão da urgente necessidade de ver os valores do Reino existentes nas igrejas, nos cristãos, no Brasil. Talvez, assim, sejamos capazes de ser uma voz profética de mudança social, humana e urbana.

Deus tem misericórdia de nos, pecadores!!!

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Predestinação nos Formulários Anglicanos



Em um período da história humana quando muito se faz da autonomia individual do ser humano, seu direito de escolha e sua possessão dos direitos humanos básicos, o ensino da predestinação para a vida eterna por Pai através do Filho e pelo Espírito Santo não atrai a muitos cristãos ocidentais. Parece exaltar Deus demasiado enquanto humilha ao homem excessivamente.

Por outro lado, há hoje uns poucos que se sentem muito fracos, sem esperança, alinhados e desamparados no contexto da vida moderna ocidental e diante de Deus, que para eles somente a mensagem da escolha e ação soberana pela Santíssima Trindade na misericórdia em nome deles parece responder a sua condição e estado de perda.

Olhando no passado, uma razão porque a predestinação divina parece tão óbvia e verdadeira para muitos Cristãos no século 16 era que eles acreditavam fortemente que tal era a natureza dos seus pecados e separação de Deus o Pai, e tão impotentes eram eles para realizar coisa alguma para ser aceitáveis a Deus, Senhor Santo, que sabiam com certeza que somente a graça soberana de Deus através de Cristo e pelo Espírito Santo poderia salvá-los. E acreditar nisto era acreditar que Deus, o eterno e onisciente Senhor, teria planejado tudo isto antes dele ter criado o mundo. Como lemos a Bíblia com sua narrativa da eleição de Abraão, Israel, e Jesus, e meditamos também sobre ensinos em lugares como Romanos 8-11 e Efésios 1 concernente ao propósito eterno de Deus em Cristo Jesus, eles seguiam Agostinho de Hipo e outros teólogos da Igreja em acreditar que a única razão válida e real pela qual eles tinham recebido a graça salvadora de Deus era que tinham sido escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. Sua escolha de Deus era de fato a escolha de Deus deles.

Esta doutrina da predestinação para a vida é apresentada com maior clareza no Artigo XVII dos “Trinta e Nove Artigos”, 1571, da Igreja da Inglaterra, e é assumido em vários lugares no Livro de Oração Comum (edições de 1549, 1552, 1559 e 1662). Veja o artigo ao final deste artigo.

Dentro dos Padrões Anglicanos de Fé (formulários), a doutrina da eleição divina é mantida dentro do contexto de culto e doutrina, especialmente como um meio para dar todo louvor pela salvação à Santíssima Trindade. É uma doutrina absolutamente necessária porque sem ela a Igreja perde a habilidade para confessar em gratidão e maravilhados a relação da obra de Deus no espaço e tempo para nossa redenção para Seu eterno ser e natureza como uma trindade de Pessoa e o único Deus que é onipotente, onisciente, justo e santo.

Contudo, a mente humana possui pela criação divina a capacidade de lógica e frequentemente busca ser lógica em certas áreas de pensamento, ação e experiência. Se a lógica é aplicada à evidência na Escritura na eleição divina, então é facilmente possível usar tal lógica para deduzir que se Deus escolheu milhões para ser os destinatários da sua graça salvadora, então Ele também (na sua sabedoria soberana inescrutável) também escolhe milhões para não ser os destinatários da sua graça salvadora. Aqui a ênfase lógica não é sobre o fracasso de milhões de receber o evangelho com fé obediente mas sobre a escolha soberana de Deus de não atuar neles causando o crer.

Este lado negativo da eleição divina foi resistido no Catolicismo Reformado (termo usado pelo autor para referir-se às características únicas da Reforma Inglesa) da Igreja da Inglaterra, ainda que os exilados que tinham estado em Genebra e voltaram durante o reinado de Elizabeth I pressionaram para que a dupla predestinação fosse incluída na confissão de fé da reformada Igreja da Inglaterra, como também fizeram alguns Puritanos na última parte do reinado de Elizabeth I e quando Rei James I chegou ao Trono em 1604. Estes exilados e Puritanos tinham sido influenciados pelas igrejas reformadas de Suíça, especialmente pelo ensino de João Calvino e Teodoro Beza, reformadores importantes que sentiram a obrigação através dos seus estudos bíblicos admitir a realidade da eleição divina não somente para aqueles que acreditavam no evangelho, mas também para aqueles que não acreditavam.

O que é chamado hoje como dupla predestinação entrou na mente das Igrejas (Presbiterianas) reformadas na metade do século 16 e se encontra nas suas Confissões de Fé, ainda que o lugar especifico onde está declarado nas Confissões não é uniforme. Talvez a declaração lógica da natureza dupla da predestinação divina mais clara, e a mais acessível, seja encontrada um século depois na Confissão de Fé e o Catecismo Maior (que foi escrita na Abadia de Westminster na metade de 1640 no período em que a Liturgia Anglicana e os Artigos da Religião eram proibidos na Igreja Inglesa; depois se converteriam nos Padrões da Igreja Nacional Presbiteriana de Escócia).

Não há dúvida que quando mantida com uma piedade bíblica e reverência diante de Deus, e com grande humildade (como me parece que foi feito pelo próprio Calvino), a doutrina plena da dupla predestinação tem feito e faz ainda cristãos fortes, no sentido de que eles acreditam que Deus é tudo e eles não são nada e que é somente pela graça de Deus que eles são. Esta doutrina tem dado e pode colocar ferro no sangue, como a história do “povo calvinista” demonstrou. O perigo com esta doutrina, como tenho demonstrado no meu primeiro livro, ‘O Surgimento do Hyper-calvinismo’ (The Emergence of Hyper-Calvinism ), é que sendo uma doutrina dentro de um sistema lógico pode facilmente se converter racional e ideológica e, portanto, tirar todo desejo de proclamar o Evangelho, evangelizar e fazer o bem a todos os homens, porque no fim Deus trará seus eleitos para si na sua própria soberania. (Veja também meu livro, Puritans and Calvinism).

Em contraste, a doutrina Anglicana como apresentada no Artigo XVII reconhece o que é abundantemente claro nas Escrituras e apresenta a mesma de forma cuidadosa e não especulativa, a fim de que a doutrina faça mais sentido, não no debate racional, mas como nos curvamos diante de Deus na adoração, agradecendo-lhe pela sua misericórdia e graça salvadora, e meditando sobre a obra expiatória de Cristo por nós. Enquanto a um bom clero Anglicano é requerido acreditar na eleição divina no sentido de eleição para a vida eterna; por outro lado, a ele não é requerido acreditar, ensinar e confessar o corolário lógico aparente, que Deus especificamente ordenou a muitos a ira e condenação. Uma última consideração, os supostos excessos do “Calvinismo” (pelo qual geralmente significa high e hyper Calvinismo), do qual muitos Anglicanos “anglo-católicos” reclamam, não é desculpa para rejeitar o lugar importante da Eleição Divina nos formulários Anglicanos e, deste modo, no Catolicismo Reformado.
ARTIGO XVII – DA PREDESTINAÇÃO E ELEIÇÃO 
A PREDESTINAÇÃO à vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) Ele tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo de entre todos os homens, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra (Rom. 9:21ff). Portanto, os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados, segundo o propósito de Deus, por seu Espírito, que opera no tempo devido; pela graça obedecem ao chamamento; são justificados livremente; são feitos filhos de Deus por adoção (Rom 3:24; 8:15f); são formados à imagem do seu Unigénito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e, pela misericórdia de Deus, chegam finalmente à felicidade eterna (Rom. 8:29f; Ef. 2:8-10). 
Assim como a piedosa consideração da predestinação e da nossa eleição em Cristo, é cheia de um conforto doce, suave e inefável para as pessoas piedosas e para as que sentem em si mesmas a operação do Espírito de Cristo, que vai mortificando as obras da carne e os seus membros terrenos, e arrebatando o pensamento às coisas altas e celestiais, não só porque muito estabelece e confirma a sua fé na salvação eterna que hão de gozar por meio de Cristo, como lhes torna mais fervorosa a natureza do seu amor para com Deus; assim também, para as pessoas curiosas e carnais, destituídas do Espírito de Cristo, o ter sempre presente a sentença da predestinação divina, é um precipício perigosíssimo, por onde o diabo as arrasta ao desespero, ou ao descuido, igualmente perigoso, duma vida impuríssima. 
Além disso devemos receber as promessas de Deus, como geralmente nos são propostas na Escritura Santa, e seguir nas nossas obras aquela vontade de Deus, que nos declara expressamente a Palavra de Deus.


Autor: Rev. Dr. Peter Toon, foi Presidente da Prayer Book Society (Sociedade do Livro de Oração) dos USA, até sua morte.

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O Triplo Ministério do Senhor

As escolas de teologia dogmática, seguindo a igreja primitiva, para ter um maior e completo saber da obra salvadora do nosso Senhor, Jesus Cristo, vêem frequentemente esta obra sob três aspectos fundamentais: a) o ministério de Sumo Sacerdote; b) seu ministério profético; e c) seu ministério real. Esses três aspectos são chamados o triplo ministério do Senhor.


O aspecto comum destes três ministérios no Antigo Testamento era que a pessoa separada para o chamado de um destes três ministérios era acompanhada por unção com óleo, e aqueles que passavam por esses ministérios eram alentados pelo poder do Espírito Santo.

O próprio nome "Cristo" significa "ungido" (o nome "Jesus" significa "Salvador"). O Senhor refere-se a Si mesmo com as palavras do Profeta Isaías quando Ele as lê na Sinagoga de Nazaré: " "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4:18-19).

A. Cristo, o Sumo Sacerdote


O Senhor Jesus Cristo não é só o Cordeiro de Deus que é oferecido em sacrifício pela vida do mundo; Ele é ao mesmo tempo Aquele que oferece o Executor do sacrifício, o Sumo Sacerdote. Cristo é "Tu que ofereces e é oferecido, és Tu que recebes e distribui" (Hino Cristão Antigo). Ele próprio é oferecido como sacrifício, e Ele próprio também oferece o sacrifício. Ele tanto recebe como distribui o sacrifício para aqueles que vêm.

O Senhor expressou seu ministério Sumo Sacerdotal na terra, no mais alto grau na oração a Seu Pai que é chamada de "a oração do Sumo Sacerdote," que foi pronunciada depois da conversa de despedida com Seus discípulos na noite em que Ele foi preso pelos soldados e da mesma forma na oração em solidão no jardim de Getsêmani: " Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles" (João 17:19-20).

O Apóstolo Paulo interpreta o ministério Sumo Sacerdotal de Cristo em sua Epístola aos Hebreus (capítulos cinco ao dez). Ele justapõe o ministério sumo sacerdotal de Cristo com os ministérios dos Sumos Sacerdotes do Antigo Testamento e mostra que o sacerdócio de Cristo os ultrapassa incomparavelmente.

Existiram muitos sumos sacerdotes de acordo com a ordem de Aarão, já que a morte não permitia que houvesse só um. Mas esse Um, de acordo com a ordem de Melquisedec, permanecendo eternamente, tem um sacerdócio que não passa (Hebreus 7:23-24).

Aqueles sumos sacerdotes eram cobertos com enfermidade; mas o Sumo Sacerdote é perfeito para sempre (Hebreus 7:28).

Aqueles eram sacerdotes do tabernáculo terrestre feito por mãos; mas esse Um é o Executor sagrado do tabernáculo eterno não feito por mãos (Hebreus 9:24).

Aqueles sumos sacerdotes entraram no local sagrado como sangue de bodes e bezerros; mas esse Um com seu próprio sangue entrou uma vez no local sagrado e obteve uma redenção eterna (Hebreus 9:12).

Eles foram sacerdotes do Antigo Testamento; enquanto esse Um é o sacerdote do Novo Testamento (Hebreus 8:6).

B. Cristo, o Profeta e Mestre


O ministério profético do nosso Senhor, Jesus Cristo, foi expressado no fato que Ele proclamou aos homens, em toda totalidade e clareza acessível a eles, a vontade do Pai celestial, para a salvação do mundo; e concedeu ao homem a mais perfeita lei de fé e misericórdia que serve ao propósito de salvação pela graça mediante a fé do povo de Deus, a Igreja de Cristo. Esse ministério foi executado pelo próprio Senhor e através de Seus discípulos, que de acordo com Seus mandamentos, proclamaram as boas novas do evangelho do Reino para todos os povos e entregaram-nas à Igreja em todos os tempos.

A Boa Nova do evangelho do Reino foi preparada ao longo da história (Marcos 1,1-8), foi proclamada solenemente pelo Pai na hora do batismo de Jesus (Marcos 1,9-11), foi testada e aprovada no deserto (Marcos 1,12-13). Agora aparece o resultado da longa preparação: Jesus anuncia a Boa Nova do Reino de Deus publicamente ao povo (Marcos 1,14-15) e convoca outras pessoas a participar do anúncio (Marcos 1,16-20).

O ensinamento evangélico de fé é o ensinamento:
  1. a respeito de Deus, nosso Todo-poderoso Deus, a Quem nós somos ensinados a apelar com o grito de um filho: "Pai Nosso." A respeito a verdadeira revelação de Deus aos homens. O Salvador fala na oração antes de Seus sofrimentos: "Manifestei o teu nome aos homens... e eu lhes fiz conhecer o teu nome" (João 17:6, 26).

  2. a respeito da vinda do Verbo ao mundo — a vida do Unigênito Filho de Deus — para a salvação dos homens e para a reunião deles com Deus.

  3. a respeito do Espírito Santo, nosso Confortador e Santificador;

  4. a respeito da natureza e propósito do homem; a respeito da natureza corrompida pelo pecado; o novo nascimento pelo Espírito Santo ; a urgência do arrependimento; a salvação pela graça mediante a fé em Cristo e a santificação;

  5. a respeito do Reino de Deus e da Igreja do Novo Testamento; a respeito do Julgamento Geral e o destino final do mundo e do homem.

O ensinamento evangélico se resume aos mandamentos de Cristo: amar a Deus e ao próximo, que é apresentado mais extensamente no Antigo Testamento, e que inspira a completa devoção a Deus pelos seus filhos. Muitos destes mandamentos da lei moral estão apresentados de forma concentrada no Sermão da Montanha. Por exemplo, lá estão os mandamentos de perdoar as ofensas e amar os inimigos, de autonegação e humildade, de verdadeira pureza, não só corporal, mas também espiritual, de serviço mútuo de acordo com o exaltado exemplo do próprio Salvador, e de outras coisas que são exigidas de um Cristão.

Enquanto o Antigo Testamento em suas leis inspira a cumprir os mandamentos principalmente para uma prosperidade terrena e temporal, o Novo Testamento inspira para todas as coisas, tanto aqui e agora, como eternas e espirituais.

A lei do Antigo Testamento, no entanto, não foi ab-rogada pelo Salvador, ela só foi elevada; foi-lhe dada uma interpretação mais perfeita; foi colocada sobre melhores bases. Com a vinda do Novo Testamento (Tempo), foi a lei ritual Judaica que foi ab-rogada e reconsiderados a lei civil de Israel a luz da realidade presente do Reino de Deus.

A respeito da relação dos Cristãos com o Antigo Testamento, o Teodoreto de Cirro raciocina assim: "Assim como mães de recém-nascidos nutrem por meio do peito, e depois comida leve, e finalmente, quando eles se tornam crianças ou jovens, dão a eles comida sólida, assim também o Deus de todas as coisas de tempos em tempos deu aos homens ensinamentos mais perfeitos. Mas, apesar de tudo isso, nós reverenciamos o Antigo Testamento como o peito da mãe, só não tomamos leite dele; os perfeitos não têm necessidade de leite de uma mãe, apesar de deverem reverenciá-la por que foi dela que eles receberam o desenvolvimento. Assim nós também, apesar de não mais observar a circuncisão, o sábado, as ofertas de sacrifício, os borrifamentos — não o mínimo, nós tiramos do Antigo Testamento um benefício diferente: por ele, de modo prefeito, nos introduz em piedade, em fé de Deus, em amor pelo próximo, em continência, em justiça, em coragem e acima de tudo pela imitação dos exemplos dos antigos Santos" (Teodoreto de Cirro, "Brief Exposition of the Divine Dogmas").

A lei dos Evangelhos foi dada para todos os tempos, até o final dos tempos, e não está sujeita a ser ab-rogada ou modificada.

A lei dos Evangelhos é dada para todos os homens, e não para um só povo, como foi a lei do Antigo Testamento.

Por essas razões, a fé e ensinamentos dos Evangelhos é chamada pelos Padres da Igreja de "Católica," isto é, englobando todos os homens em todos os tempos e lugares.

C. Cristo, o Rei do Mundo


O Filho de Deus, o Criador do céu e da terra, o Rei Eterno de acordo com a Divindade, é Réu também de acordo com Seu Deus-Humano, do Seu ministério na terra, até Sua morte na Cruz, e em Sua condição glorificada após a Ressurreição.

O Profeta O profetizou como um Rei, como lemos no Profeta Isaias: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz ... do incremento deste principado e da paz, não haverá fim, sobre o trono de Davi, e no Seu Reino" (Isaías 9:6-7).

O ministério Real do Senhor antes de Sua Ressurreição foi expresso: a) em Seus milagres, em Sua autoridade sobre a natureza; b) em Sua autoridade sobre os poderes do inferno, a respeito da qual há testemunhos de Seus inúmeros exorcismos de demônios a palavra do Senhor: "E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu" (Lucas 10:18); c) em Sua autoridade sobre a morte, manifestada na Ressurreição do filho da viúva de Naim, a irmã de Jairo, e Lázaro dos quatros dias.

O próprio Senhor Jesus Cristo fala de Si como um Rei antes de Sua Ressurreição quando Ele estava sendo julgado por Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo" (João 18:36). Ele disse a eles: "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mateus 28:18).

Depois de Sua Ascensão o Deus-Homem Cristo é Cabeça do céu, da terra e do submundo. Ao inferno e Sua vitória sobre eles, sua destruição das amarras dele; adiante, em Sua Ressurreição e vitória sobre a morte; e finalmente, na Ascensão de Jesus Cristo e a abertura do Reino do Céu para todos aqueles que acreditam Nele.

O próprio Senhor, Jesus Cristo, anunciou a chegada do Reino de Deus, “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17). A promessa esperada do Messias, se faz realidade em Cristo. A mensagem do evangelho é uma mensagem do domínio divino. A mensagem de paz e salvação anunciada é o simples e importante fato de que Deus reina. A chegada do reino dos céus foi um dos principais temas da pregação de João Batista (Mateus 3:2).

O domínio do Senhor sugere a derrota de outro, que dominava antes. O contexto de Isaías 52 trata de outros que dominavam sobre o povo de Deus. A mesma linguagem é usada em Naum para falar sobre a queda da Assíria diante do poder de Deus: “Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o homem vil já não passará por ti; ele é inteiramente exterminado” (Naum 1:15). Para estabelecer um rei, é necessário tirar outro.

Quando esse tema do evangelho do reino é apresentado no Novo Testamento, a mensagem inclui essa noção da derrota de um dominador para dar lugar ao verdadeiro Soberano. Quando Jesus chamava as pessoas a se arrependerem, ele exigia a rejeição do domínio do pecado para dar lugar para seu reinado na vida de cada um. Paulo explicou esta mudança importante quando escreveu: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; . . . Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6:6,11-14).

FONTE: PESPEK


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Calvino subscreveu Augsburgo?


Nas controvérsias atuais, formados por pessoa que leem poucos e debatem muitos, as vezes sem maior argumentos que a opinião daqueles teólogos admirados por eles. Encontramos uma falta de conhecimento do contexto histórico que me preocupa. Uma vez dito isto, não tentou me proclamar como tendo tal conhecimento histórico. Somente estou em uma jornada de pesquisa e estudo a qual me tem feito reconsiderar muitas premissas afirmadas anteriormente.

Até recentemente, era amplamente conhecido o fato de que Calvino, o grande teólogo francês que desenvolveu seu ministério na Genebra, tinha subscrito, ou concordo com, a Confissão de Augsburgo. Talvez, se possa discordar se tal ato foi um mero formalismo ou um ato formal e formado.

O que não se pode colocar em dúvida, são as próprias palavras de Calvino em uma carta que escreve a Schallingius, no mês de Março de 1557. Se tem oportunidade recomendou ler a carta pelo seu grande interesse histórico. Nesta carta, Calvino diz sobre a confissão De Augsburgo:

“Não rejeito a Confissão de Augsburgo, que há muito tempo eu subscrevi de bom grado e de forma voluntaria, como o próprio autor interpretou tal confissão.” (Original em latim, Nec vero Augustanam confessionem repudio, cui pridem volens ac libens subscripsi, sicuti eam autor ipse interpretatus est).

O próprio Calvino nos lembra nesta carta que ele teria subscrito a Confissão de Augsburgo possivelmente em 1540. Isto significa que ele assinou 17 anos desta carta e, depois de todo este tempo, ainda permanecia na sua afirmação. De fato, concordando amplamente de coração com tal confissão, já que ele assinou de forma voluntária, sem ter pressão alguma pra tomar tal decisão.

Inclusive, afirma qual é a interpretação com a qual ele concorda. Aquela que o próprio autor fez. O autor não é outro que Felipe Melanchthon. Portanto, se refere a versão da Confissão de Augsburg Variata que foi uma versão revisada com pequenas mudanças feitas pelo próprio Melanchthon. Isto estaria mais de acordo com o pensamento da maioria dos Reformadores Protestantes, refletindo a unidade das diversas escolas teológicas desenvolvidas em diversas cidade protestantes (Genebra, Zurique, Heidelberg, Augsburgo, Cantuária, etc.).

Sem nenhuma dúvida, esta carta nos ajuda a perceber a unidade existente entre os Reformadores Protestantes do século 16, a qual não seria mantida nos séculos posteriores, causando divisões e conflitos entre as diferentes tradições protestantes. Estes constantes desacordos tem chegado até os nossos dias.

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O Caminho da Reconciliação

Um dos elementos essenciais do guerreiro é descobrir a importância de se reconciliar com Deus. Porém, tal aprendizado só é completo, se entendemos que sem a intervenção do próprio Deus, o homem não deseja se reconciliar com o Criador. O homem deseja um Deus que cuide dele e responda seus pedidos, e está disposto a fazer aquilo que Deus pede em troca de ter seus pedidos atendidos, porém o homem não deseja ter de volta a relação perdida com Deus. A vergonha do pecado permanece na perspectiva humana.


Esta é a razão pela qual o Caminho ensina que Deus tem feito possível a reconciliação de Deus com os homens através de Jesus Cristo. Agora, o homem poderia ser reconciliado com o Pai, e redescobrir o Criador.

O motivo pelo qual Deus tem tomado tal passo, ainda quando o homem tem pecado e se rebelado contra o Criador, simplesmente será compreendido se conhecemos a verdadeira natureza justa e bondosa do Criador. Deus não é só um Deus irado, como alguns desejam nos apresentar. Ele é muito mais que um Deus irado. Ele é um Pai que deseja resgatar sua criação da própria auto-destruição. Deus não tem prazer algum na morte dos homens.

Pois não me agra­da a morte de ninguém. Palavra do Soberano, o Senhor. Arrependam-se e vivam!” (Ezequiel 18.32)

Diga-lhes: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer, ó nação de Israel?” (Ezequiel 33.11)

O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

Ser discípulo é observar a humanidade nos olhos de Cristo. Ele nos ensina o Caminho diante de nós. Não desejamos sair do mundo, nem odiar o mundo, mas abraçar a cruz e a própria mensagem de Jesus para levar a mensagem do amor do Senhor para o mundo.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (João 3.16-17).

Jesus se fez homem para salvar os pecadores deste mundo, e inaugurar um novo tempo, o tempo do Reino. Às vezes, esquecemos a verdade básica desse amor e maravilhosa graça de Jesus pelos pecadores. Ele não esqueceu dos homens, mas lembrou deles na sua misericórdia. Neste perfeito propósito, leva a entrega dEle para receber os pecados dos homens, e viver a morte dos pecadores naquele que é justo e perfeito.

Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1 Timóteo 1.15).

Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2.24, veja também Isaías 53.5-6).

Se desejamos ser verdadeiros discípulos, e aprender a ser guerreiros serenos de Cristo, cabe olhar o sacrifício de Cristo com corações agradecidos e mentes renovadas. Através de Cristo, Deus tem feito o impossível possível. Tem permitido que os pecadores uma vez mais fossem reconciliados com Ele. Por este motivo, compreendemos a importância de escolher o caminho da reconciliação que Deus nos apresenta através da obra reconciliadora do nosso Senhor, Jesus Cristo.

Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.18-21).

O Caminho começa com esta reconciliação com o Pai. As boas novas são que é possível voltar a ter íntima comunhão com o Criador, e conhecê-lo como ele tem sido revelado em Cristo. Por este motivo, precisamos nos arrepender das nossas atitudes, pensamentos, jeitos, palavras e pecados que tem sido feitos, pensados e ditos contra Deus e contra outros. Isto nos ajudará a perceber que os homens estamos todos na mesma jornada, e ninguém deverá se considerar mais esperto, ou superior, que os outros, porque a fé que professamos e confessamos em Cristo, é um presente dado por Deus a todos aqueles que são escolhidos para ser parte do povo de Deus, a Igreja.

"O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!”” (Marcos 1.15)

No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (Atos 17.30)

Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu" ( Romanos 5.1-5)

No Caminho de Reconciliação se entra através de Cristo, e os benefícios desta jornada são fruto da maravilhosa graça de Deus. Aprender a viver esta realidade requer tempo, enquanto seguimos a jornada dia a dia.


SÉRIE: Lições do Guerreiro Sereno



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O Papa e o Pastor Presbiteriano




Uma reflexão sobre a unidade cristã a partir de um tema polêmico na igreja protestante do século 21.


Agradeço a todos pelas suas opiniões sobre a notícia do pastor presbiteriano que tem sido nomeado pelo Papa como o novo Editor do jornal do Vaticano, tanto as opiniões públicas como as privadas feitas no Messenger.

(NOTA - Esta notícia foi publicado no meu perfil onde perguntei as opiniões sobre esta notícia)

Pessoalmente, não tenho uma idéia formada sobre este passo dado pelo Papa Francisco. Um fato é inegável, estamos diante de um fato inédito, possivelmente um ponto histórico sem precedentes. As opiniões expressadas, a favor e em contra, mostram muitos dos meus próprios pensamentos.

Referente a unidade com a Igreja de Roma, simplesmente é impossível neste momento. As diferenças teológicas e bíblicas, sem mencionar as diferenças litúrgicas e pastorais, são de tal magnitude que tal unidade é uma utopia neste instante. Porém, podemos estar agradecidos a Deus que temos trocado o barulho das armas e a perseguição, em nome de Cristo, pelas orações e o diálogo.

Sei que muitos tem medo da unidade da igreja cristã. Alguns inclusive consideram toda a idéia da unidade, como uma das sinais da besta. Porém o fato é que a Igreja de Cristo está ferida, machucada e maltratada. Temos enfraquecido a missão de Deus e feito um desfavor ao testemunho cristão.

Os cristãos protestantes devemos considerar o que nos separa e até que ponto tais diferenças são razões para permanecer separados uns dos outros. E, me perguntou, se estamos diante de um novo acordar do movimento a favor da unidade cristã? O último levou o surgimento de várias igrejas unidas. Minha própria denominação foi fruto da união de duas igrejas na Inglaterra, a Igreja Livre da Inglaterra e a Igreja Episcopal Reformada da Grã Bretanha, que se uniram em 1927. Minha própria jurisdição local (Igreja Anglicana Reformada do Brasil) tomou o passo corajoso de deixar de ser independente para ser Igreja Livre da Inglaterra a partir de 2014, perdendo o que muitos consideravam inadmissible ser independentes, como se isto fosse uma das marcas da igreja.

Existe uma história ampla nos últimos 100 anos de igrejas que superaram as diferenças e se uniram em favor do evangelho de Cristo. Se deseja conhecer um pouco mais sobre esta história, desconhecida por muitos, poderá descobrir mais nesta página, ainda que está longe de refletir todas as igrejas que tem se unido nos últimos 100 anos:

https://en.wikipedia.org/wiki/United_and_uniting_churches

Talvez, ajude a que muitas das igrejas independentes reconsiderem sua própria Independência, e descubram que a Igreja de Cristo foi chamada a ser interdependente uns dos outros e dependente de Cristo, como Cabeça da Sua Igreja, visível e invisível. Ao mesmo tempo, ser interdependente, não significa rejeitar o principio de autonomia da congregação local, mas não confundamos a autonomia com o individualismo e o corporativismo local.

Deus nos ajudei a descobrir a unidade no essencial e fundamental, a diversidade, nas questões secundarias e não-essenciais, e, em todo tempo e lugar, a caridade, respeito e amor uns pelos outros.

ADDENDUM: Depois de ter visto as primeiras reações a este texto, talvez seja necessário escrever um Addendum para afirmar que o artigo não trata da unidade dos protestantes com os católicos romanos, já que o autor não considera esta possibilidade como possível em hipóteses alguma neste momento. O artigo levanta a questão, porque os protestantes brasileiros temos tanta dificuldade em buscar a unidade visível entre nos e temos tanta facilidade para nos dividir regularmente. Tendo presente as palavras do próprio Jesus Cristo no evangelho de João 17, e observando que a Igreja do NT tinha uma unidade visível inerente a sua própria existência.

NOTA - A foto deste artigo é o logo da Igreja Protestante da Holanda uma das últimas igrejas unida da Europa onde se uniram várias igrejas reformadas com a igreja luterana nesse país.


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Vivendo pela Fé – Parte II

Deus não está tentando que sejamos os primeiros em boas obras. Ele nos traz da morte à vida para que tenhamos a natureza divina em nós. Aos Seus olhos, os justos não são aqueles que fazem boas obras, mas aqueles que vivem pela fé em Cristo (veja Romanos 4.5, também Habacuque 2.4). Por certo, não estou dizendo que não devamos realizar boas obras, porém, estas são resultados de quem somos em Cristo e não o caminho para chegar a Deus.


Em Habacuque 2.4, Deus apresenta dois grupos de pessoas. Aqueles que acreditam no Senhor e aqueles que são orgulhosos. Aqueles que são arrogantes não podem viver pela fé. A razão é que muitos não conseguem perceber que Deus esteja dando livremente tal dom pela simples fé em Cristo. Não precisa uma fé madura, nem uma fé desenvolvida, porém uma fé verdadeira. Assim, alguns desejam ganhar Seu perdão e Sua santidade através de fazer aquilo que é certo. Talvez, inclusive leiam este artigo e concordem com ele, porém estão vivendo como aquilo que este texto está denunciando.

Satanás continua dizendo hoje, como no Jardim de Éden, que não necessitamos depender de Deus para conhecer a verdade e a diferença entre o que é verdade do que não é. Talvez, ele não usou exatamente estas palavras, porém, o resultado são cristãos vivendo vidas cristãs sem comunhão, nem devoção, ao Deus vivo. Eles terminam acreditando que se fazem todas estas coisas pelo Senhor ou se conhecem melhor a Bíblia, então são cristão maduros e tudo está certo. Se deseja saber se você caiu nessa armadilha de Satanás, permita que te pergunte se você se sentem mais espiritual quando lê todos os dias a Bíblia e ora… e se sentem uma cristão carnal quando não faz tal coisas. Se é assim, então você ainda não compreendeu a graça maravilhosa de Deus.



Nossas emoções ou consciências não definem quem somos em Cristo, nem nossa santidade. Estas são subjetivas, enquanto nossa identidade em Cristo é objetiva.



Este problema não é novo. Paulo enfrentou esta situação, por este motivo escreveu a carta aos Gálatas. Eles tentavam ser perfeitos pelos seus próprios esforços (Gálatas 3.3). Eles consideram seu valor espiritual baseado no que tinham feito por Deus ou pelos resultados que tinham visto no seu ministério. Se eram positivos aos seus olhos, então estavam satisfeitos. Isto se observa na cultura cristã atual que os pastores de grandes igrejas são melhores pastores daqueles que tem igrejas pequenas. Talvez, seja verdade, porém nunca uma multidão foi sinal de sucesso aos olhos de Jesus. De fato, em muitas ocasiões, as pessoas acabavam abandonando a Jesus diante de ensinos considerados difícil de aceitar. Ele teve multidões que seguiram na sua vida, contudo se encontrava sozinho na Cruz. E, depois da ressurreição, tinha apenas 120 discípulos. Não eram números espetaculares. Porém, eram o resultado do ministério de Cristo na Terra.
É curioso perceber que quando as pessoas perguntaram a Jesus como podiam realizar a obra de Deus, Ele não diz façam boa obras. Jesus diz para acreditar nEle (João 6.28-29). Sem fé é impossível agradar a Deus.

Há muitos paradoxos na vida cristã e, aqui, vou apresentar a primeira delas quando somos resgatados e salvos do pecado e da morte.

1º Jesus nos justifica como se nunca houvéssemos pecado: deste modo podemos ter acesso ao Pai, como justos e filhos de Deus, porque Deus promete que nunca lembrará nossos pecados passados contra nos (Hebreus 8.12). Ao mesmo tempo, também recebemos a instrução de nunca esquecer nossos pecados passados, a fim de que não acabemos sendo cegos (2 Pedro 1:9).

2º somos pecadores, porém agora somos santos que ainda pecam: Isto faz que vivamos em uma constante tensão. Enfatizamos nossos pecados, que ainda existe em nós, ou o fato de ser santos e justos diante de Deus?
A resposta é que Deus deseja que não esqueçamos de onde estamos vindo para não voltarmos lá. Não há humildade em sentir-se culpado pelos pecados passados. Isto é descrença na obra redentora de Cristo, não humildade. Por isso, não deseja que nos desesperemos com o nosso passado, mas tenhamos a liberdade em Cristo, como filhos da promessa. Deste modo, agora vivemos para a glória de Deus.

Esta segurança é o que dá confiança diante de Deus e coragem contra as acusações de Satanás e, como não, ânimo para enfrentar os medos com quem Satanás tenta nos assustar.
Existem muitos livros hoje em dia que tratam sobre fé e o Espírito Santo, porém estes livros dirigem os cristãos em uma fé e experiência enganosa. A FÉ que estes livros ensinam é fé para ser ricos ou conseguir aquilo que desejamos. Nas páginas destes livros, poderá ler que os cristãos podem conseguir tudo aquilo que eles desejam, se eles têm a fé suficiente para receber esses bens materiais. Tal ensinos é fundamentalmente contrário aos ensinos e as práticas dos primeiros apóstolos e a maioria dos grandes homens de Deus através dos séculos que sacrificaram tudo, inclusive a vida, para promover o Reino de Deus.

A fé genuína é aquela que nos permite vencer o mundo (1 João 5.4). Por mundo, precisamos compreender todo o que não provem do Pai “a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens”(1 João 2.16). Como Jesus venceu este mundo, nos também (veja João 16.33 e Ap. 3.21). Quando vencemos o mundo, nunca mais seremos enganados por Satanás. Suas tentações e os prazeres deste mundo não serão mais nosso desejo, nem tampouco estaremos preocupados por alcançar riquezas materiais e ser ricos. O materialismo não terá mais poder sobre nós, porque teremos descobertos as eternas riquezas que vêm por sermos filhos de Deus e coparticipantes da família do Rei.

Deus deseja que possamos desfrutar os prazeres puros da comunhão com Ele. Somente isso é capaz de levar longe os desejos por outros prazeres (Salmos 16.11). Muitos tentam desesperadamente vencer as tentações dos prazeres pecaminosos através de estratégias humanas. Porém, somente quando estamos diante da presença do Deus vivo, e permanecemos em Cristo pelo poder do Espírito Santo, que realmente seremos capazes de ser livres. FÉ em Deus e o poder do Espírito Santo te fará livre totalmente e verdadeiramente.

Está em uma situação que não consegue abandonar alguns pecados fruto dos prazeres que te atraem? Então, clama ao Senhor!

Foi o que Pedro fez quando estava se afundando no mar, dizendo: “Senhor, me salve.” Ele não somente te salvará, também tirará de ti o desejo para o pecado e colocar o desejo de ser livre dele. É Deus quem causa em nos tanto o desejo e como o realizar (Filipenses 2.13). Este é a totalidade do evangelho. Glória a Deus!

A vida de Jesus não é uma coisa que possamos imitar. Devemos participar dela através do Espírito Santo. A maioria dos cristãos não experimentam isto, porque são pobres de espírito. Isto significa que não vivem suas vidas com uma constante consciência de sua necessidade de Deus. Eles vivem independentes do Senhor.

Jesus convida somente os sedentos a vir a Ele e beber. Caminhar pela fé, significa viver da água viva, que é a única água que será capaz de satisfazer nossos desejos mais profundos (João 7.37-38). Assim, todos nós poderemos viver a glória desta vida de fé e descobrir a maior das aventuras que jamais poderá ser vivida: Ser filhos do Deus vivo e discípulos de Cristo.

Publicado no site Reformai.



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