Sobre o Livro de Oração Comum

oração comum

A maioria dos cristãos tem total desconhecimento sobre a liturgia e culto da Igreja Anglicana. Entre os reformados, existe um certo antagonismo histórico. Os mesmos tem sido exagerados para promover uma narrativa particular dos fatos acontecidos. Dr Truman nos ajuda a conhecer melhor a história. 


A semana passada foi uma surpresa encontrar-me com um artigo escrito pelo teólogo Carl Truman. Ele é professor Paul Woolley de História da Igreja no Westminster Theological Seminary. Tenho lido consistentemente seus artigos, e sempre os achei de grande interesse, assim que foi uma agradável surpresa, ler sua posição e reflexão sobre o Livro de Oração Comum, 1662.

O contexto do artigo reflete do fato de que Carl Truman visitou a King’s Chapel, em Cambridge, na Inglaterra. Ele participou de um culto nesta capela usando o LOC, 1662. Durante o culto, ele e seu filho perceberam que estavam sentados ao lado de uma jovem que levava um Hijab. Uma vez terminado o culto, Carl e seu filho conversaram sobre o que esta jovem muçulmana viu e escutou no culto e, o que não viu e escutou nele.

1 comentários:

Exorcistas Adolescente contra Harry Porter, a fição feita realidad


Isto poderia parecer ciência ficção, mas não é. Inclusive, poderia parecer uma versão moderna de Buffy, a série de televisão onde uma adolescente persegue a vampiros e os mata. CONTUDO, não é nem uma coisa nem a outra.

Brynne Larson, 18 anos, e suas irmãs Tess e Savannah Scherkenback, 18 e 21 anos respetivamente, são três adolescentes normais que afirmam ser exorcistas. Elas tem conseguido bastante publicidade nos Estados Unidos e, agora, estão indo a Inglaterra a seguir sua missão, já que os adolescentes britânicos tem sido ensinado sobre a arte obscura nos livros de Harry Potter.

Tal acusação sobre os livros de Harry Porter não é a primeira vez que escuto, já que tem sido uma acusação constante a J. K. Rowling. Curiosamente, a autora de Harry Porter é membro da Igreja de Escócia, a igreja de John Knox e a principal igreja presbiteriana no Reino Unido. Se ela realmente é cristã, ou não, realmente não sei.

Não estou surpreso com esta notícia, e deveria, mas se observamos as séries de televisão na última década que tem tido tanto sucesso, observamos como vampiros, mortos vivos, feiticeiros, magia, e tanto temas semelhantes, tem ocupado muito destas series. Portanto, isto tem uma influência maior do que os sociólogos e psicólogos tem percebido, ou informado, ao publico em geral.

1 comentários:

Resposta Pública ao Artigo “Fundamentalismo Evangélico”


Caro Rev. Carlos Eduardo Calvani,

A Democracia está baseada no respeito às outras opiniões, inclusive quando tais opiniões discordem com as nossas. O respeito e defesa da livre opinião são pilares de todo sistema democrático e parlamentarista. Por isso, Rev. Calvani, você tem direito a expressar-se livremente sua opinião. Infelizmente, tal direito tem sido usado para promover o medo e o alarmismo, espalhando falsidades.

1 comentários:

Já descobriu quem é o Anti-Cristo?


Nos últimos anos, tem ressurgido um interesse pela escatologia, aquela área de doutrina cristã dedicada ao estudos dos últimos tempos. A corrente que maior influência tem tido na igreja brasileira, tem sido o que é conhecida como dispensacionalismo. 


Resulta surpreendente o sucesso de tal posição, tendo em conta que não existia nem faz dois séculos. A maioria das pessoas, consciente ou inconscientemente, tem tal posição sobre a consumação dos tempos, sobretudo depois da série de livros, “Deixados para trás.” São muitos os que permanecem promovendo tal falsa doutrina nestes dias.

O resultado do dispensacionalismo na Igreja tem sido terrível além do que poderia escrever em um breve artigo. Um dos aspectos no qual tem sido negativa a influência do dispensacionalismo, é no que se refere ao anti-cristo. O impacto tem sido tal que a maioria dos cristãos hoje esperam um líder carismático que vai enganar todo o mundo, e levar-nos a destruição e caminho de perdição. Isto vai acontecer sem que as multidões se levantem contra ele, pelo contrário seguiram a este líder com coração aberto. Algumas pessoas seguem buscando esta figura em líderes religiosos, políticos e culturais nos dias de hoje. Se deseja confirmar tal afirmação, somente pesquisar no Google a palavra ‘anti-cristo.’ Muito já tem sido escrito.

Se tomamos um tempo para ler o que as Escrituras tem a dizer, talvez encontremos a verdade, a qual resulta surpreendente pelo imaginável da mesma. Quem ou que a Bíblia diz que é o anti-cristo? O que as Escrituras tem a dizer?

4 comentários:

A verdade sobre Anglo-catolicismo


Nos últimos anos, minha pressuposto de que as igrejas anglicanas são qualquer cosia exceto uma igreja protestante, reformada e evangélica, tem sido contestado, atacado e ridicularizado em diversos círculos. Minha pressuposição de que o movimento anglo-católico foi um “presente de grego” ou, em outras palavras, um “cavalo de troia” que devastou a identidade anglicana até reescrever a narrativa do Anglicanismo além do que se percebe hoje.

4 comentários:

Porque não vou a Steiger Brasil


Em várias ocasiões, foi convidado por um amigo a ir a conferência que organiza Steiger no Brasil. E tenho tentado ser amável, mais nem sempre, sobre o pouco ou nulo interesse que tenho nela. Sinceramente, cansei de conferências, concertos, congressos, e outros eventos da mesma índole. Sei que minhas palavras podem parecer duras, mas esta não é minha intenção, simplesmente pelo fato de que eu mesmo já participe em muitos eventos e atividades e, assim, entendo o interesse que muitas pessoas tem com tais eventos.

Se você me convida-se a proclamar Cristo nas ruas, a visitar enfermos no hospital, a fazer oração nas praças e parques, a amar as pessoas desesperadas, a fazer um estudo bíblico em casa ou em um café, a denunciar os pecados da sociedade, entre outras coisas; então, pode contar sempre comigo.

Eu discordo com Steiger de que a situação do Brasil seja tal como é apresentada por eles: "esta geração emergente constitui um dos maiores grupos de pessoas não alcançadas pelo Evangelho."

3 comentários:

Entenda o culto reformado


A importância do culto cristão é central a vida de adoração da Igreja de Cristo que se reúne em congregações locais. Entender porque fazemos o que fazemos, se faz uma urgência se vamos adorar a Deus em espírito e verdade.


Se ainda não teve oportunidade de ver este vídeo onde falamos sobre culto cristão; então, convido você a tomar um tempo agora mesmo, e aprender um pouco dos motivos que levam algumas igrejas a ter um culto mais elaborado e qual é o símbolo bíblico atras de tal prática e costumes.



Se tem visto todo o vídeo, por favor tomei o tempo para dar sua opinião. Deste modo, será mais fácil melhorar a apresentação e responder perguntas que não temos respondido.

A Deus seja toda a glória, agora e para sempre. Amém.

+

0 comentários:

Ser pai no século 21


Amanha, se celebra o Dia dos Pais no Brasil. Será um tempo para agradecer a Deus pela vida deles e, também, para lembrar a importância deles nas nossas vidas.

Este será o primeiro Dia dos Pais que vou celebrar, como pai; assim que decidi aproveitar este momento para escrever algumas reflexões sobre esta questão. Minha oração é que este exercício de reflexão seja de ajuda a todos os pais que leiam este artigo, e convido todos vocês a refletir sobre o significado de ser pai. Pessoalmente, confesso que não estou muito interessado em celebrações como o Dia do Pai, prefiro celebrações cristãs (Natal, Páscoa, Pentecostes, entre outras) e mais pessoais (Batismo, Aniversario, sucessos). Contudo, tomarei o tempo hoje para tratar um tema de suma importância para as famílias e as nações.

0 comentários:

A Fé Cristã que acredito e confesso


Como Cristão, minha fé está fundamentada na Pessoa de Jesus Cristo, como o Senhor que obedeço e o Salvador da morte e meus pecados, tal verdade são exatas pelo testemunho das Sagradas Escrituras, as quais contém todas as coisas necessárias para a salvação.

Sou membro da Igreja Anglicana Reformada do Brasil, que é parte da família Anglicana. As igrejas anglicanas são igrejas católicas reformadas que continuam fiéis a igreja primitiva; por esta causa, as nossas igrejas são Igrejas Reformadas, tendo abraçado as doutrinas e participando da Reforma Protestante do século 16, ativamente.

O padrão confessional de minha fé, que é apostólica, católica, protestante e reformada, está fundamentada no seguintes documentos da Igreja de Cristo:

1) A Sagrada Escritura;
2) O Livro de Oração Comum;
3) Os Trinta-Nove Artigos (e Homilias)
4) Os três Credos históricos; e
5) Os quatro Concílios primitivos.

Minha catolicidade surge através do formulário da Igreja de Inglaterra (igreja particular), sendo diferente da catolicidade Romana ou Bizantina a qual deriva da "universals" (leia o significado aqui).

A Deus seja toda a glória, agora e para sempre. Amém.

+

6 comentários:

Uma nova colonização começou


Em um artigo recente de Stephen Baskerville (http://www.ruthblog.org/2013/07/25/why-were-losing-the-battle-for-marriage/), ele reflete sobre como a estratégia que tem sido usada para salvar o matrimonio, não está funcionando. Evidentemente, o artigo tem sido escrito a partir da realidade Americana, mas tendo em conta que os Estados Unidos e a União Européia estão usando muitos dos seus recursos para promover uma nova colonização ideológica, a qual está exportando sua visão do mundo, através das “ajudas humanitárias” e a pressão política aos governos da América Latina, Africa, Asia e Europa.

Não em vão, David Cameron, Primeiro Ministro da Inglaterra, afirmou que “queria exportar o casamento homossexual ao redor do mundo.” Se deseja ler toda a notícia poderá fazer seguindo aqui: http://www.telegraph.co.uk/news/politics/10200636/I-want-to-export-gay-marriage-around-the-world-says-David-Cameron.html

O problema da colonização é que ela começa muito antes do que percebemos. Por exemplo, antes da colonização portuguesa chegasse ao Brasil. Em Portugal já existia uma conversa na Corte do Rei, e se estavam tomando as providencias para levar adiante a colonização do novo mundo.

0 comentários:

O Cristianismo e o Gayzismo, um debate atual


Qual deve ser nossa resposta diante dos avanços do movimento gayzista? Será que a igreja está respondendo da forma certa? Qual são sós problemas que enfrentamos? E qual podem ser as respostas dos cristãos?

São muitas as perguntas que temos visto ultimamente. Não em vão, temos visto grande manisfestação sobre as questões do movimento gay. Sendo assim, realizamos um debate a fim de trazer à luz as questões intrínsecas que esse movimento está trazendo diante dos cristãos, e refletimos sobre quais podem ser as consequências quando, possivelmente, houver uma consolidação sobre esses fatos.



A Deus seja dada toda a glória, agora e para sempre. Amém.

+

0 comentários:

Como é o Brasil que você deseja?


Quem lembra das manifestações de faz um mês? Ontem, teve outras manifestações convocados pelos sindicatos e partidos marxistas, apoiados pelos movimentos sociais de esquerdas. Você acham que foram um sucesso?

Se observamos os resultados, foram um fracasso. Imaginem, hoje em dia, existem mais de 80,000 pessoas trabalhando para os sindicatos a tempo completo. Os sindicatos recebem milhões de reais cada ano dos próprios trabalhadores os quais não tem escolha. Me pergunto, “quanto tempo seriam capazes os sindicatos de sobreviver se os trabalhadores brasileiros não foram obrigados a dar um dia de salário?”

Se consideramos o fato de que todos os sindicatos juntos reúnem uns 7.253.767 membros afiliados; então, devemos considerar até que ponto ontem foi um sucesso.

A questão não é se tiveram, ou não, sucesso, porque seguiram lutando pela visão do Brasil que eles desejam, com êxito ou sem ele. E terminaram conseguindo, ainda em parte, aquilo que desejam.

Hoje, desejo perguntar aos meus leitores a seguinte pergunta: e você, como cristão, “qual é sua visão para o Brasil ?” “Esta baseada nas Escrituras ou em outras premissas?” “Ou será que não temos”

0 comentários:

Falando sobre a Maçonaria, respondendo dúvidas


No meu artigo anterior sobre a maçonaria, teve um irmão que escreveu nos comentários umas perguntas as quais não tinha recebido recebido uma resposta satisfatória ate aquele momento. Naquele tempo, respondi, e, depois, percebi que meu português não tinha ajudado muito. Assim, agora, desejo tomar um tempo para responder mais extensamente as questões deste irmão, com o desejo de ajudar a outras pessoas que estão sendo enganadas com a idéia de que a maçonaria possa ser uma religião compatível com o Cristianismo.

Se você tem perguntas as quais deseja encontrar uma resposta, será um prazer ajudar a resolver suas dúvidas.

0 comentários:

Alguém me dá um tiro…


Sinceramente, sou uma pessoa que gosto da paz e solitude. Prefiro não ter problemas e ficar na minha, mas tem coisas que me causam tal repudia e abominação, que fica difícil permanecer em silêncio mais. Como falam por aqui, "fala serio tem coisas que não dá para ficar calado."

Hoje, alguém mandou um site de uma "igreja." Por favor, parem de enviar estas abominações, não edificam e terminou ficando profundamente entristecido com o que as pessoas estão fazendo com a Noiva de Cristo.

Esta chamada "igreja" se diz "anglicana," nem vou escrever o que pensei quando entre em tal site. Só sei que pensei, "alguém me dá um tiro..." Com certeza, tem alguns que ficariam felizes de fazer isso.

Em fim, nela se apresentava a Jesus, como um Mago; se convidava as pessoas a participar a escola cristã de magia, entre outras coisas que nem dá para acreditar para um cristão reformado.

2 comentários:

IDENTIDADE ANGLICANA, que faz de alguém ser um anglicano?


A Identidade Anglicana é uma dessas questões que existem muito debate entre aqueles que se define "anglicanos," ou, inclusive, entre aqueles que desejam aprender mais sobre este ramo da Igreja de Jesus Cristo, una, santa, católica e apostólica.

Acredito que a Identidade Anglicana está fortemente ligada a sete pontos que marcam nossa identidade de forma diferencial as outras igrejas:

  1. As Sagradas Escrituras são a máxima e última autoridade nas igrejas anglicanas. A tradição e a razão nos ajudam a entender melhor a Bíblia, mas não podem ser consideradas fontes de igual autoridade que a própria Palavra de Deus. 
  2. ~
  3. Os Sacramentos do Batismo e a Santa Comunhão são sinais visíveis de uma graça invisível. Eles são celebrados e honrados, não como mero ordenanças, mas são celebrações centrais a vida da Igreja de Cristo. Existem outros atos, chamados de ritos sacramentais, os quais não são iguais aos sacramentos instituídos pelo nosso Senhor, Jesus Cristo. Estes são Confirmação (Profissão de Fé), Matrimonio (entre um homem e uma mulher), as Ordens Sagradas (diáconos, presbíteros e bispos), Unção do Enfermos (oração de cura) e a Confissão, a qual é feita publicamente nos cultos.
  4. ~
  5. Os Três Credos universais, chamados assim por ser aceitos e usados por todas as igrejas. Estes Credos são os seguintes: o Credo Apostólico, o Credo Niceno e o Credo Atanasio.
  6. ~
  7. Os Primeiros Quatro Concílios Ecumênicos. Estes são os concílios da igreja indivisa. Aconteceram antes das primeiras divisões quando os Nestorianos e Não-calcedonios saíram da Igreja de Cristo, sendo considerados heréticos pela Igreja.
  8. ~
  9. O Livro de Oração Comum e o Ordinário (livros que contém as formas para fazer diáconos, ordenar presbíteros e sagrar bispos). O LOC, 1662, tem sido o padrão litúrgico da maioria das igrejas anglicanas nos últimos 350 anos.
  10. ~
  11. Os 39 Artigos, sendo parte do formulário Anglicano, se pode considerar a confissão de fé das igrejas anglicanas. Nele contém todas as coisas fundamentais a ser instruídas e afirmadas pelos Ministros e membros das igrejas anglicanas.
  12. ~
  13. O Episcopado Histórico. A Igreja Anglicana, juntamente com algumas igrejas luteranas e a Igreja Reformada Húngara, tem sido as únicas igrejas protestantes históricas que tem mantido o Episcopado no governo da igreja. Uma das característica das igrejas anglicanas tem sido manter o Episcopado Histórico da Igreja de Jesus Cristo, não como sendo essencial para existência da Igreja, mas sendo de grande importância para bem comum e ordem da própria igreja.
Ainda que estes pontos expandem a própria idéia de Lancelot Andrews, acredito que é bom citar o que Andrews diz sobre o que orientava a Igreja de Inglaterra  "Um Cânon, Dois Testamentos, Três Credos, Quatro Concílios, e Cinco Séculos."

Espero que este artigo ajude ao leitor entender melhor qual é a Identidade Anglicana, e como sempre tem sido vivida nas igrejas anglicanas até a chegada do liberalismo e o movimento anglo-católico.

A Deus seja dada toda a glória, agora e para sempre. Amem.


+

0 comentários:

Um pequeno homenagem a um grande bispo


Se faz necessário fazer um devido homenagem ao bispo J.C. Ryle, o primeiro bispo de Liverpool da Igreja de Inglaterra, mãe de todas as igrejas anglicanas, tanto na comunhão Anglicana, como também fora dela.

Bispo J.C. Ryle foi um exemplo de pastor preocupado com o estado dos membros da sua diocese, mas não só da sua diocese, como também de todos os cristãos. Ele foi uma voz em contra do movimento ritualista (o movimento de Oxford, hoje conhecido como os anglo-católicos) que tentavam mudar a identidade e carácter do anglicanismo. Infelizmente, muitos dos artigos e textos do J.C. Ryle foram proféticos sobre o que poderia acontecer se a Igreja de Inglaterra não fosse firme diante de tal sem sentidos.

0 comentários:

Cuidado com os lobos


Cada vez que vejo esta foto, lembro dos muitos lobos que encontrei no meu caminho. Eles pareciam ser boas pessoas, inclusive sinceros. Tomavam o tempo para falar sobre as dificuldades que tinham enfrentado nas igrejas nas quais haviam estado antes de chegar até mim. Eles desejavam ser ministros de Deus, e estavam tristes, porque não tinham tido a oportunidade de servir a Deus. 

As histórias sempre eram, são, muito semelhantes. Possivelmente, porque a natureza deles é a mesma. Eles não estão interessados no povo de Deus, nem no bem-estar da Igreja de Cristo na terra. Eles só tem um interesse, eles mesmos.

Infelizmente, eles são mercenários capazes de fazer qualquer coisa, inclusive mentir, manipular e roubar para conseguir o que desejam. São verdadeiros lobos, e filhos de destruição.

2 comentários:

Os Preceitos da Vida Cristã


Os 10 Mandamentos, que se encontram em Êxodos 20, e são repetidos em Deuteronômio 5, os quais são mencionados frequentemente pelo próprio Jesus (Mateus 5,15-17; Mateus 15,3-6; Mateus 19,17; Mateus 22,37; Marcos 10,19; Marcos 12,29-31), nos ensinam nossas responsabilidades para com Deus e os homens.

Tenha a certeza de que cada responsabilidade e obrigação que o homem deve a Deus ou ao seu próximo, surge e se encontra, declarada ou ensinada, em alguma porção dos Mandamentos de Deus.

Jesus Cristo, nosso Senhor, nos ensina que um verdadeiro espírito de amor cristão é necessário para o cumprimento justo destes mandamentos, e que a possessão deste amor certamente levará os homens a manter os mesmos (Marcos 12,29-34; Mateus 22,37-40; Mateus 7,12), já que “o amor é o cumprimento da lei” (Romanos 13,8-10; Gálatas 5,14; Colossenses 3,14; 1 Timóteo 1,5; Tiago 2,8).

1 comentários:

Compromisso com Cristo


Quando era estudante em Bethany College of Missions, teve o prazer de conhecer a George Foster quem terminou sendo um amigo. Ele edita uma revista que tem sido lançada por muitos anos. Em um número dela, encontramos uma história das missões que forma levadas pelos morávios. A história é a seguinte:

"Dois jovens cristãos morávios ouviram falar que numa das ilhas das Índias Ocidentais havia um ateu, um inglês, que mantinha ali entre dois e três mil homens como escravos. E ele dizia:

“Nesta ilha, nunca haverá um pregador, nem pastor. Se por acaso um navio naufragar aqui e houver nele um religioso, podemos até deixar que venha para cá, mas o manteremos numa casa separada até que ele possa ir embora. Entretanto, nunca vamos permitir que ele fale de Deus a nenhum de nós. Não quero saber mais dessas besteiras."

0 comentários:

Mensagem do Domingo de Páscoa


Caro irmãos, a graça e a paz do nosso Senhor, Jesus Cristo, esteja sempre contigo e esteja fortalecendo suas vidas neste dia. Oro para que estas palavras sejam de forças e animo em meio das lutas e os conflitos que enfrentamos cada dia.

Cristo Ressuscitou. Aleluia!!!


No coração dos homens há um desejo de felicidade. Essa afirmação evidente nem sempre se vê na prática. O que acontece é que nos contentamos, frequentemente, em ir levando a vida e não pensamos nos ensinos e as coisas de Deus, o que diz muito ao respeito às nossas ânsias mais humanas. Esse desejo de felicidade é também uma espécie de nostalgia, de saudades do paraíso perdido acompanhadas de certa melancolia. Desde que o ser humano foi expulso pelo seu pecado do jardim do Éden, dedicou-se a vagar pelo mundo sem encontrar a paz e a segurança que só pode encontrar perto de Deus, o Reino perdido segue sendo anelado pelos nossos corações em meio de tantas lutas.

1 comentários:

Dilma e o Papa, um encontro


A Presidente Dilma se encontra em Roma. Isto não deve ser uma surpresa, já que o Brasil segue sendo o maior país católico-romano do mundo. Ao mesmo tempo, o Vaticano segue sendo muito mais que uma igreja, ele também é um Estado soberano do qual o Papa é o chefe.

Uma coisa curiosa tem sido o que a Presidente Dilma tem pedido ao Bispo de Roma, Francisco I. Não tenho certeza das coisas que eu houvesse pedido ao bispo de Roma, se houvesse encontrado com ele. Com certeza, nunca houvesse sido o que a Presidente Dilma diz. Ela pediu "É claro que o mundo pede hoje além disso [em referência à pobreza] que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas das pessoas sejam compreendidas."

Eu acho que os cristãos compreendemos as opções diferencias das pessoas, contudo compreender não significa que aprovemos tais opções, nem que concordemos com tais decisões. De fato, sei que muitas destas opções são fruto da própria maldade e pecado que existe nas pessoas. Ou será que devo aprovar e aceitar como válida a opção diferenciada das pessoas que gostam maliciosamente de crianças, ou dos homens que espancam as mulheres, ou dos indígenas que enterram vivas as crianças?

0 comentários:

Sempre reformando

O primeiro lema que tinha a Igreja Anglicana Reformada do Brasil era “igreja reformada, sempre reformando.” Este lema não foi criado pela IARB, já que tal lema foi fruto da Reforma Protestante. Contudo, mostra um tema importante no qual todos precisamos refletir e pensar, como membros da Santa Igreja de Cristo.
Em Jeremias 6,16, lemos “Assim diz o SENHOR: Ide às ruas, olhai e perguntai pelos caminhos antigos, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para vós. Mas eles disseram: Não andaremos nele.
Neste texto bíblico, Deus tem chamado o Seu povo de volta à obediência pela palavra de Deus da qual eles tinham abandonado. Tinham mudado, mas mudado no sentido errado. Tinham reformado suas crenças e atitudes, mas na direção errada.

0 comentários:

Obedecer é mais difícil que aprender a lição


Existe um claro ênfase evangelístico nas igrejas evangélicas. Tal ênfase não se encontra presente tão fortemente em outras tradições cristãs, como observamos entre os evangélicos. Evidentemente, as Escrituras são claras sobre a importância da pregação do evangelho de Jesus Cristo. Contudo, nem sempre a igreja tem lembrado da importância do discipulado. O problema é que sem ensino e instrução, a grande comissão realmente não é cumprida.

Esta questão tem sido uma questão presente nos últimos anos. Alguma coisa não termina de acontecer do modo que deveria, já que os cristãos não vivem conforme aquilo que se espera deles. Sou consciente que todos pecamos, e ninguém está livre de erro. Contudo, isto não pode ser uma justificativa pelos abusos e absurdos que encontramos hoje entre os cristãos. Ao meu ver, não existe uma mudança de vida, porque a mente ainda continua pensando da mesma forma que a velha criatura, quando somos novas criaturas. Existem certos ensinamentos que devem ser ensinados. Os novos crentes devem ser instruídos e ensinados nos caminhos do Senhor. Os discípulos de Cristo devem buscar crescer, desejar ser mais como Jesus, e amadurecer na sua vida cristã. Os ministros necessitam crescer tanto no seu conhecimento como no seu caráter, deste modo poderão estar prontos (1 Timóteo 3) para liderar o povo de Deus, seja como mestres na Escola Dominical, cuidando do templo, sendo líderes de grupos pequenos, entre outras tantas funções que existem para servir nas igrejas locais ou na Igreja de Cristo.

0 comentários:

Feitos a Imagem de Deus: ser mulher, ser cristã...


Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Este dia se celebra em todo o mundo. Existem muitos motivos pelos quais podemos celebrar tal dia. Afirmo com total certeza de que o mundo é melhor, graças a todas as mulheres que trabalham, vivem, criam e riem cada dia. Também, é um dia que devemos lembrar a opressão que muitas mulheres sofrem sobre a tirania do Islam e violentas guerras sem sentido. Ainda tem lugares na África onde é possível comprar uma esposa. No Brasil e outros lugares do mundo, as mulheres sofrem a violência física e verbal dos maridos. Se casaram esperando encontrar o seu "príncipe," e acabaram encontrando um tirano. Este é um dia em que se pode refletir sobre alegrias e tristezas e, como qualquer dia, o fato de ter um dia para celebrar a MULHER, mostra que ainda precisamos considerar o papel da mulher no século 21.

Os cristãos também temos cometido nossos erros de interpretação, colocando a mulher em um lugar onde não corresponde as nossas esposas, irmãs, amigas e mães. E, contudo, Deus tem abençoado o mundo através de mulheres de fé e grande coragem. Muitos são os exemplos que encontramos de mulheres que venceram as maiores dificuldades com uma indiscutível fé para ajudar a fazer visível o Reino de Deus.

0 comentários:

A defesa da fé, sem perder os papéis

Os cristãos estamos chamados a defender a verdade, e ser capazes de ensinar aquilo que acreditamos com total convicção. A verdade é fundamental à fé cristã, porque ela é, na verdade, a pessoa de Jesus Cristo. O desafio é que nem sempre a Igreja de Cristo tem sido capaz de defender a fé de uma forma que mostre o caráter de Cristo ao mundo. Só precisamos lembrar da Inquisição Espanhola, das guerras de religião, ou das perseguições religiosas. Estes são episódios tristes na história da Igreja.

Nos últimos 200 anos, muitos destes conflitos tem tomado um caráter acadêmico e teológico, o que tem mudado algumas das características de tais confrontos. Estas tem causado divisões na Igreja de Cristo, acusações uns contra os outros e, inclusive, uma perda da capacidade missionária da Igreja.  
Jesus Cristo nos ensinou quais seriam as conseqüências de uma casa dividida, “conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12:25).
Este texto bíblico nos lembra da simples verdade de que quando os membros do corpo visível de Cristo marcam uns aos outros, como oponentes na batalha espiritual, então estamos plantando sementes de discórdia que, com o tempo, produzirão divisões, controvérsias amargas e conflitos pessoais. A Bíblia nos ensina como devemos defender a fé de acordo com a vontade de Deus, e como não devemos fazer isso.

2 comentários:

O Papa, anticristo ou herói?


Hoje, será o primeiro domingo sem Bento XVI, como Papa. Muito tem sido escrito nas últimas semanas sobre o anúncio da renúncia de Bento XVI. Este anúncio causou comoção nos jornais e mídia social. Muitas opiniões foram expressadas sobre os motivos do Papa para apresentar tal renúncia. Muitos consideravam os escândalos recentes no Vaticano, e outros afirmavam outras questões. Seja como fosse, a verdade é que o papado de Bento XVI chegou ao seu fim, e sua renúncia marcará o seu papado na história. Em outras palavras, será lembrado pela sua renúncia, e as implicações que tal ato terá para a futuro da Igreja de Roma.

0 comentários:

A função da Lei de Deus nos dias de hoje


A questão da Lei de Deus tem ocupado muitos na Igreja de Cristo. Tem causado muitas falsas acusações uns contra os outros, e tem conseguido que diversos falsos ensinos (antinomianismo e legalismo) surjam a partir de um entendimento errado da mesma.

Um dos maiores conflitos que aparece, será aquele relacionado ao uso da Lei de Deus na nova aliança. Sem dúvida, todos os cristãos que tem tomado um tempo para estudar e entender esta questão, tem uma idéia comum sobre a importância da Lei no Antigo Testamento. As diferenças sobre o papel no Novo Testamento são muito maiores das que poderemos encontrar na sua leitura no Antigo Testamento.

O Apóstolo Paulo escreve ao bispo Timóteo as seguintes palavras, “permanece em Éfeso para advertires a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas” (1 Timóteo 1:3). A natureza de tais doutrinas falsas se encontra explicada quando Paulo diz, “intentando ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que propalam nem os assuntos sobre os quais fazem afirmações com tanta convicção” (1 Timóteo 1:7). Tal afirmação surpreende por sua atualidade, já que encontramos muitos que desejam ser mestres da lei e terminam falando heresias sem conhecer o que estão falando. Possivelmente, se todos tomássemos um tempo para refletir, nem sempre deveríamos dar nossa opinião sobre questões que não conhecemos, nem sabemos.

Quando leio pessoas negando o papel da Lei de Deus nos dias de hoje, fico surpreso de que não tenham tomado o tempo para ler simplesmente a primeira carta de Paulo a Timóteo. Se desejamos ser mestres da lei, se faz urgente conhecer todo o conselho de Deus para a Igreja de Cristo. Assim, o apóstolo Paulo afirma “sabemos, todavia, que a Lei é boa, se alguém a usa de forma adequada” (1 Timóteo 1.8). A necessidade de usar a Lei de Deus de forma adequada é de tal importância nos dias de hoje, como foi nos dias em que Paulo escreveu sua epístola ou quando os Reformadores escreveram suas confissões de fé.  

2 comentários:

A unidade na verdade, e a verdade em unidade


Nos últimos dias, tenho escrito vários artigos falando sobre diversidade e diferenças na Igreja de Cristo a partir do livro de Atos. Isto tem sido feito desde vários pontos de vista. Hoje, escreverei sobre o tema da unidade na Igreja de Cristo.


Se observamos a questão da unidade, observamos que a maioria de pessoas desejam tal unidade nas suas congregações locais, já que ninguém deseja viver em constante tensão na sua igreja local. Isto acontece até certo ponto a nível denominacional. Ainda que sempre surgem os partidos que desejam mudanças na denominação, ou jurisdição local, com o desejo de que a igreja particular possa refletir sua posição. Infelizmente, qualquer idéia de unidade além das fronteiras denominacionais, se considera quase uma heresia, ou talvez sem o ‘quase.’

Eu tenho tentado perceber e buscar unidade, ainda que seja no espírito, com aqueles irmãos e igrejas que tenho mais coisas em comum que diferenças. Não estou falando que pensemos totalmente igual em todas as questões, mas encontro muito mais coisas que nós temos em comum e nos une que nos separa. Nem sempre meu desejo tem sido respondido, como esperava, contudo seguimos trabalhando para o Reino de Deus.

Faz um tempo, manteve contatos oficiais com várias igrejas cristãs no Brasil para explorar a possibilidade de caminhar a um maior entendimento entre elas. Tivemos algumas respostas positivas no Nordeste; infelizmente, eventos inesperados impediram o desejo de avançar adequadamente até hoje. A esperança de buscar a unidade entre os anglicanos evangélicos e ortodoxos, segue sendo um desejo no coração de muitos.

A igreja reformada (da qual sou bispo), ainda com sua clareza de posições e firmeza de idéias, também deseja liderar a urgente necessidade da unidade para enfrentar o desafio da missão e da evangelização do Brasil para a glória de Deus. Algumas pessoas tem conseguido estabelecer uma congregação com várias pessoas, e acreditam ser a salvação do mundo. Nós entendemos que a salvação do mundo está nas mãos de Deus, e que por muito que cresçamos e sejamos saudáveis na nossa doutrina e missão, seguiremos precisando de todos os irmãos e igrejas que formam a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica. Isto é considerado coisa de liberais ou, talvez, neo-ortodoxos por muitos, eu tenho certeza que forma parte do propósito de Deus para Sua Igreja Visível. Afinal, se todos temos em mente as questões necessárias para a salvação, temos o mesmo espírito e compartilhamos a mesma fé; então, vamos trabalhar juntos e conseguiremos levar adiante a missão de Deus de forma mais eficiente e efetiva para a glória de Deus.

Infelizmente, alguns tem dificuldades com esta idéia. Preferem colocar as doutrinas e idéias preferidas sobre a doutrina real de unidade na Igreja de Cristo. Sendo que este é um ensino claro e proeminente de Cristo e seus apóstolos. O desejo deles para que o povo de Deus seja unido e, inclusive, a unidade, chega a ser usada para definir a verdadeira Igreja (João 17).

Algumas das diferenças entre os Reformados hoje


Várias são as questões que causam dificuldades para buscar unidade entre as igrejas além das fronteiras e linhas de denominações. Evidentemente, a primeira dificuldade a ser considerada são as diversas tradições reformadas: congregacionalistas, presbiterianos, reformados holandeses, reformados húngaros, anglicanos reformados, batistas reformados, etc. A diferença entre estas diversas tradições vai além das suas confissões de fé. Ainda que cada um delas afirma e subscreve com maior, ou menor, importância uma das muitas confissões de fé dentro da tradição reformada.

Contudo, a tradição não se limita somente a questões de confissão de fé, ainda que muitos desejam pensar que seja assim. Também, inclui hoje em dia a história de tais tradições e igrejas particulares. Muitas delas tem vivido episódios de cisma e divisões que tem causado muito dor, e maiores dificuldades. Portanto, nem sempre existe o desejo de sarar as feridas causadas por tais situações, e superar os conflitos passados para buscar uma maior unidade que dê como resultado uma capacidade maior para pregar o evangelho e discipular as nações.

Entendo as dificuldades de buscar unidade com aquelas igrejas particulares, ou nacionais, que tem abandonado as doutrinas necessárias para a salvação, mas não entendo quando as diferenças se encontram em questões indiferentes à salvação.

Descobri no ano passado que o maior impedimento para unir duas igrejas reformadas, as quais hoje são quase idênticas, era o fato de que cada uma delas tinha sua própria história. Estas igrejas deveriam considerar o bem maior (o ensino das Escrituras) que é o Reino de Deus, em vez das questões dos homens. Entenderia se houvesse divergências em confissão de fé, ordenação feminina, dons espirituais, liberalismo teológico, ou governo da igreja, mas concordam em todas estas questões.

A situação triste é que as confissões de fé foram criadas para unir os cristãos, e não para causar divisões e conflitos, infelizmente o ser humano não precisa de muito para seguir seu próprio caminho e separar-se. Não devemos estar surpreendidos com este fato, já que começou no Éden quando Adão e Eva preferiram seguir seu entendimento, em vez de obedecer a Deus (Gênesis 3). 

Isto me leva a refletir em outra questão que separa as igrejas particulares: o governo da igreja. Muitos ressaltam que não é possível que não podemos nos unir devido a que temos diferentes governos na igreja. Ironicamente, Jesus Cristo enviou os doze apóstolos e ensinou a importância do governo da igreja, não enfatizando uma forma de governo, mas o fato de que a importância do governo era para manter e preservar a unidade da igreja. Este era o desejo e propósito de Jesus, quando vieram as decisões do Concílio de Jerusalém e outras no livro de Atos.

Os Reformadores tinham claro que o governo da igreja era uma questão indiferente para a salvação, já que entendiam que as Escrituras não ensinavam uma forma particular de governo. Infelizmente, esta questão mudou nas controvérsias do século 17. E começou a surgir a idéia que certa forma de governo (episcopal ou presbiteriano) fosse necessário para identificar e ser igreja, causando um conflito onde as Escrituras não mostram uma resposta definitiva e clara. Na Reforma Protestante, este debate foi definido por três palavras ‘esse,’ ‘bene esse,’ e plene esse.’

‘Esse’ indica aquilo que é da própria essência da vida da igreja, sem ele não existe a Igreja de Cristo. ‘Bene esse’ propõe o que é de benefício para a vida da igreja. ‘Plene esse’ marca o que é da plenitude da vida da igreja. Os Reformadores Ingleses eram da idéia de que o Episcopado histórico era para o ‘bene esse’ da igreja, mas não era ‘esse’ da igreja. A Igreja de Roma, as Igrejas Ortodoxas e os anglo-católicos acreditam que a sucessão apostólica é ‘esse’ da igreja, por isso não reconhecem as outras igrejas reformadas e evangélicas, como sendo igrejas, mas no melhor dos casos sendo comunidades cristãs. Interessante é o fato de que existe um movimento dentro dos batistas que defendem que o governo congregacional é o ‘esse’ da igreja, sendo que tal posição encontramos também entre alguns calvinistas em referência ao governo presbiteriano. Contudo, a posição clássica reformada tem sido que o governo da igreja é um tema indiferente, ou secundário às questões essenciais da fé cristã. As igrejas anglicanas nunca tiveram uma única posição a respeito desta questão.

A verdade é que o governo da igreja precisa ser eficaz em perseverar a unidade da igreja, edificar o corpo de Cristo e fazer discípulos maduros em Cristo. O problema é que existem muitas ocasiões onde terminamos tirando o bebê com a água. Já que a unidade da Igreja de Cristo é uma doutrina fundacional, e a preservação dessa unidade na igreja era importante e segue sendo nos dia de hoje. A questão de como se obtém tal unidade pode variar de tempos em tempos, como vemos em vários modelos bíblicos, mas a unidade é ultimamente uma doutrina muito importante na Igreja de Deus.

Eu sei que o governo sinodal sobre a liderança do Episcopado histórico ajuda a que isto seja verdade, porque não se encontra o poder unicamente em mãos de um só indivíduo. Ainda que possa parecer que o episcopado seja o poder de um só homem, a verdade é que o Sínodo tem a autoridade de decisão, como observamos em Atos 15. O Bispo preside e pastora a igreja particular, mas ele deve submeter-se às decisões do sínodo e dar contas dos seus atos, como fazia o apóstolo Paulo.  

Se somos capazes de promover a unidade com sucesso, existirá a benção de Deus que nos ajudará a pregar o evangelho com poder e autoridade sobre as fortaleças do inimigo que se levantem contra nós. Por isso, respeito e aprecio o esforço que os Reformadores Ingleses mostraram para manter o governo episcopal como ‘bene esse’ da Igreja de Cristo, porque criaram um sistema de governo onde toda a igreja participa ativamente na tomada de decisões, colaborando na missão da igreja e na obra de Deus. Se promove e preserva a unidade, porque existe um sistema simples, bíblico e que traz equilíbrio, o que permite que juntos caminhemos adiante e as decisões sejam tomadas de comum acordo. Assim, a unidade se promove, a comunhão cresce, e a eficácia e efetividade da missão é clara e evidente.


A Comunhão começa com Deus


Em 1 João 1:3, lemos, “Sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.” Este texto bíblico nos mostra a importância da comunhão e, inclusive, a urgência de promover a unidade na Igreja de Cristo, já que esta surge do próprio coração de Deus. De fato, a Trindade é o máximo exponente desta unidade que convive em perfeito amor entre as três Pessoas da Divindade.

O princípio é a comunhão que existe entre os eleitos e Deus. E o efeito é o seguinte, se tenho comunhão com Deus, e você tem também comunhão com Deus, então temos comunhão um com o outro. Deus é que permite que exista comunhão entre nós, e uma conexão espiritual entre nós, porque formamos parte do mesmo corpo, a Igreja, e somos filhos de Deus pela morte de Jesus Cristo na cruz por nós e os nossos pecados.

Todos os que somos membros do povo de Deus, e pertencemos a Deus, devemos apreciar e respeitar a comunhão dos santos; em outras palavras, a comunhão que temos uns com os outros e com a Igreja universal presente, passada e futura. Infelizmente, isto não é assim hoje em dia. Temos prostituído a igreja para que ela nos dê aquilo que desejamos, gostamos e queremos, sem importar se realmente é o propósito de Deus para Sua Igreja.

Permita que faça esta pergunta ao leitor, “será que você só conhece cristãos na sua igreja? Ou também conhece cristãos em outras denominações?” Eu posso nomear muitos cristãos que conheço de outras igrejas, algumas das quais tem diferenças consideráveis com a minha, mas eu sei que somos irmãos em Cristo e formamos parte do mesmo corpo, a Igreja de Cristo. Aqueles que somos verdadeiros cristãos, separados aqui e ali, e dispersos nas mais variadas denominações cristãs, devemos considerar que temos irmãos em uma grande variedade de igrejas cristãs. A maioria dos cristãos entendemos e acreditamos nisto. Também, a maioria de cristãos acreditamos que não existe uma só denominação que represente unicamente e plenamente a Igreja de Jesus Cristo, una, santa, católica e apostólica. Esta Igreja que é visível e presente, infelizmente se encontra dividida em milhares de igrejas ao redor do mundo.  Também é verdade que, em meio das igrejas cristãs, existem tais igrejas que não podem ser consideradas como parte da Igreja de Cristo, nem parte da cristandade.

Aqueles que somos parte do povo eleito de Deus, reconhecemos que todos pertencemos a Deus e que temos irmãos nas mais diversas igrejas cristãs, e que todos podemos aprender uns com os outros, como a igreja de Jerusalém do apóstolo Pedro, e o apóstolo Pedro aprendeu do apóstolo Paulo. Assim, não temos responsabilidade somente com Deus na nossa comunhão, mas também temos uma responsabilidade uns com os outros.


Aprendendo a partir da Igreja de Coríntios


Em 1 Coríntios 1, que é um dos capítulos chaves para falar e entender sobre a unidade da igreja, ou, talvez, deveríamos falar de divisão. “Fiel é Deus, por quem fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9). Aqui encontramos os mesmos argumentos que acabamos de falar sobre a epístola do apóstolo João. Somos chamados a ser parte dos eleitos para a comunhão com Jesus Cristo, como nosso Senhor e Salvador. Todos os verdadeiros cristãos formam parte desta unidade em Cristo.

“Irmãos, rogo-vos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo que entreis em acordo quando discutirdes, e não haja divisões entre vós; pelo contrário, sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10). Encontramos vários ensinos essenciais que todo cristão precisa obedecer, se deseja ser fiel a Deus. Este é sem dúvida um deles, “sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.” É surpreendente como tal claro ensino é esquecido pela Igreja de Cristo. Possivelmente, porque é muito mais difícil do que pensamos e imaginamos, e requer um maior esforço por parte de todos nós para ser fiéis em Cristo.

O fato é que a unidade da Igreja de Cristo vai acontecer neste século, ou nos próximos, ou quando Jesus Cristo volte para julgar os vivos e os mortos. Este forma parte do propósito de Deus para a Sua Igreja. A questão é se entendemos tal propósito e desejo de Deus, ou se vamos seguir os caminhos que temos marcado pelas próprias aspirações humanas, ainda que se apresentam como espirituais.

Estamos chamados a representar Jesus Cristo e seu caminho de vida, assim devemos fazer isso conforme os ensinos de Jesus Cristo. Jesus Cristo falou que a unidade é uma das marcas pelas quais seremos identificados, como discípulos dele. Em outras palavras, o que acreditamos e vivemos, e aquilo que ensinamos e como tratamos uns aos outros, será o que vai permitir aos outros identificar-nos como verdadeiros filhos de Deus.

Em 1 Coríntios 1.11, lemos “existem discórdias entre vós.” Imediatamente depois, começa a descrever as discórdias e divisões que existem entre eles. Em poucas palavras, tais discórdias são frutos de que os cristãos de Coríntios seguem homens, em vez de ser Cristo o centro deles. Me faz pensar se não existe um pouco disso hoje em dia entre as igrejas. Alguns são de Martinho Lutero, outros de Tomas Cranmer, inclusive temos aqueles que são de João Calvino, ou John Knox, ou João Wesley, e assim até os dias de hoje. Que é o que causa as divisões? Por que estamos em discórdias? Será que estamos dispostos a obedecer as Escrituras inclusive quando isso requer morrer a nós mesmos?

Inclusive se temos diferentes julgamentos e diferentes formas de entender o culto, a prática, o governo e alguns pontos indiferentes de doutrina, devemos estar sujeitos a Deus de buscar o bem comum e, assim, perseverar na unidade da Igreja. De novo, devemos estar unidos à videira para assim ser fiéis a Cristo. Se estamos unidos a alguma rama ou folha, poderemos ser qualquer coisa, exceto um discípulo de Cristo.

Se você me pergunta sobre a importância que tem os Pais da Igreja e os Reformadores na vida da igreja, precisamos sim conhecer e ler a respeito dos homens de Deus que caminharam antes de nós, e aprender com eles. Contudo, nunca devemos fazer deles e dos seus ensinos o centro da vida da Igreja de Cristo, nem nossas vidas. Eles nunca teriam aprovado tal atitude, nem apoiado tal comportamento. Por isso, não devemos nunca cair na mais mínima tentação de colocar homens onde somente Cristo deve estar.


A unidade da fé


Em Efésios 4, encontramos um dos textos mais curiosos das Escrituras, e que tem causado numerosas doutrinas bizarras nos tempos atuais. Este capitulo de Efésios trata do propósito do ministério e dos dons ministeriais dentro da Igreja. A dificuldade do texto surge porque não são poucos que confundem dons ministeriais e ordens sagradas. Se você não consegue diferenciar ambos, vai confundir o que o texto está tentando ensinar.

Jesus Cristo deu à igreja uma série de dons ministeriais para que a Igreja pudesse crescer em maturidade. Assim, quando Jesus ascendeu ao céu, deixou cinco ministérios na Igreja, “assim, Ele designou alguns apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” (Efésios 4:11). Lendo este texto sem mais, podemos pensar que está falando de ofícios e ordens da Igreja, já que quando lemos sobre apóstolos imediatamente pensamos nos doze apóstolos. Contudo, observamos que existiam outros apóstolos na igreja primitiva que tinham a função de começar nova obra onde não tinha presença a Igreja e, por outro lado, não tinham a autoridade dos doze apóstolos e Paulo. Se percebemos, em nenhum momento o Novo Testamento mostra os profetas sendo iguais na autoridade e ministério que eram no Antigo Testamento, já que os Profetas eram um ofício no Antigo Testamento, enquanto lemos que os profetas são mais um dom entre os cristãos. Respeito os evangelistas, Estevão era um evangelista (o seu dom), mas era diácono (sua ordem ou ofício). Este seria um caso claro do que desejo mostrar. Existem ordens (diáconos, presbíteros e bispos) e existem dons (apóstolos, profetas, evangelistas, mestres e pastores). Por um breve período de tempo, os dois se encontraram nos doze apóstolos, já que eles tinham a ordem e o dom de apóstolos. Ainda que também observamos que os apóstolos operavam nos cinco dons de Efésios 4. Sendo assim, resulta curioso que as igrejas evangélicas tenham cometido um erro de tal gravidade, chamando a ordem e ofício de presbítero de ‘pastor.’ O ministro ordenado da igreja local sempre é chamado de ‘pastor,’ quando na verdade encontramos que as Escrituras definem como presbítero, já que qualquer pessoa que pastoreia e cuida das ovelhas tem o dom espiritual de pastor e pode ser considerado assim. A dificuldade é uma sociedade, como a brasileira, onde as pessoas estão preocupadas com os títulos e os diplomas, muito mais do que estão de servir a Cristo e a Sua Igreja. Finalmente, o dom de mestre pode ser visto de muitas formas e lugares, nos seminários teológicos, escolas dominicais, estudos bíblicos, teólogos, autores cristãos, entre outros.

Se não entendemos esta diferença entre dons ministeriais e ordens sagradas, podem ter certeza de que alguns erros cometeremos no caminho. Ao mesmo tempo, acredito que a Igreja de Cristo deve voltar a usar a linguagem que encontramos nas Escrituras para referir-nos ao que as Escrituras estão falando. Hoje em dia, usamos certas palavras de uma forma totalmente diferente a como estas são usadas nas Escrituras.

Em Efésios 4, encontramos que tais dons ministeriais existem com um nítido propósito, “com o propósito de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da estatura da plenitude de Cristo. O objetivo é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para o outro pelas ondas teológicas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela malícia de certas pessoas que induzem os incautos ao erro” (Efésios 4:12-14).

Este texto mostra como estes cinco dons ministeriais tem o propósito de que todos os cristãos estejam envolvidos no ministério, sendo assim o corpo de Cristo será edificado e alcançará a unidade da fé e do conhecimento de Cristo. Todos somos ovelhas, e Cristo é o pastor principal, por isso ele tem dado diversos dons para que sejamos amadurecidos e deixemos de ser crianças que seguem a última novidade ou vento de doutrina. Estes dons são entregues não somente àqueles líderes que são ordenados para as ordens sagradas, mas também todo o corpo de Cristo recebe diversos dons espirituais para o bem comum e a edificação da Igreja de Cristo. 

Interessante que o bispo na igreja anglicana é considerado o pastor sobre a diocese que está sobre seu cuidado pastoral e supervisão espiritual. E, ao mesmo tempo, tem a responsabilidade de ensinar e instruir o povo de Deus sobre seu cuidado em toda sã doutrina e combater os erros que surjam na Igreja de Cristo. Ao mesmo tempo, está chamado a pregar o evangelho e promover a causa do Reino, falar contra a iniquidade e as injustiças, e promover nova obra onde ainda a Igreja não esteja presente. Assim, observamos como se entende que o ministério episcopal tem todos estes dons ministeriais presentes na sua ordem e ofício.

A autoridade concedida aos bispos por Deus é para evitar o inevitável. Em algum momento, sempre acontece que alguém dentro da congregação dos fiéis começa a tentar causar contenda e divisão na igreja. Isto pode ser causado por questões de doutrina, do próprio ego ou do desânimo nele. Qualquer que seja a razão que leve esta pessoa a causar discórdia e divisão, os Ministros de Deus tem uma responsabilidade de cuidar da Igreja de Cristo, e tomar cuidado com estas situações. Por isso, tomar decisão deve ser feito com amor, oração e discernimento para ajudar ao irmão a perceber o que está fazendo e ajudá-lo a amadurecer para que não seja levado por novos ventos de doutrina, desejos carnais ou descontentamento por qualquer situação encontrada ou vivida. Agora, não estou questionando a sinceridade e honestidade de muitos indivíduos nestes casos e, às vezes, simplesmente tomaram o caminho errado pelos motivos certos. Por isso, a Igreja de Cristo tem conselhos e procedimentos para resolver quando surgem situações delicadas que precisam ser resolvidas com amor e compaixão, e combater o pecado com firmeza e justiça.

Tem muitos irmãos que tomam ação em boa consciência ou atentos para obedecer a Deus, mas infelizmente eles fazem no seu próprio conselho sem ajuda e direção do corpo de Cristo (a Igreja).

Cada um de nós é responsável pelas nossas ações e daremos contas pelas mesmas diante de Deus. Por isso, devemos tomar decisões de acordo aos ensinos e mandamentos de Deus no dia a dia. Não sejamos impetuosos nas decisões que tomamos, ou impacientes, porque o preço por tais decisões pode ser muito maior do que nunca pensamos quando tomamos a mesma. Sejamos cuidadosos de que não terminemos sendo usados por satanás sem perceber isso. Lembremos que os fins não justificam os meios, e temos que seguir os meios de Cristo para chegar ao fins do Reino; do contrário, não estamos trabalhando em prol do Reino. Nem sei as vezes que tenho visto cristãos bem intencionados seguir sua própria luz, e terminando desaparecendo em meio da sua própria desesperança.

Evidentemente, não podemos resolver os problemas de falta de unidade com as outras igrejas, contudo temos a responsabilidade de ser exemplo, mostrar o desejo de caminhar juntos e estar abertos ao sincero diálogo quando eles desejam conversar conosco.

Um ponto que não desejo esquecer, é que o propósito do ministério, do corpo de Cristo, é designado para manter e perseverar a unidade de entendimento de doutrina, prática, exemplo e capacidade para levar adiante a obra de Deus, já que nunca poderemos fazer isso sozinhos.


Cristo ora por nós


Em João 17:20, Cristo diz, “E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que virão a crer em mim pela palavra deles.” Cristo orava por nós, com um só desejo em mente. “para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:21). Se consideramos a perfeita união entre o Pai e o Filho, esta é a perspectiva do nosso Senhor, Jesus Cristo, para com sua Igreja. Em Hebreus 1:3, lemos “Ele é o resplendor da sua glória e a representação exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder e tendo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas.” Cristo é a representação exata de Deus Pai. A unidade na Trindade é perfeitamente refletida no fato de que Deus é amor, uma comunidade de amor no seu próprio ser.

“Que o mundo creia que tu me enviaste,” esta declaração de Jesus nos leva a considerar o propósito da unidade. Há um exemplo de vida em unidade que vai fazer que as pessoas olhem a Igreja de Cristo, e reconheçam que Jesus foi enviado pelo Pai para a salvação do mundo. Se somos totalmente comprometidos com a verdade e a seguir os ensinos de Cristo, então um novo dia está para ser visto por todos. A oração de Jesus por nós mostra que a unidade do povo eleito forma parte do seu ministério, tal unidade forma parte do perfeito propósito de Deus para a Igreja de Cristo. Fico surpreso como a Igreja de Cristo não é conhecida por como vivem em comunhão e amor, mas como se dividem e tem discórdias entre si. Se observamos nos últimos 200 anos, temos visto mais divisões neste período que nos anteriores 1800 anos, mas se observamos simplesmente nos últimos 50 anos, temos mais divisões que nos anteriores 1950 anos. E se observamos as divisões e cismas desde o início deste século, possivelmente teremos mais divisões e cismas que nos 20 séculos anteriores. Portanto, alguma coisa está errada na concepção dos líderes e ministros cristãos nestes dias.

Cada um de nós tem a responsabilidade de aprofundar nossa comunhão com Deus, o que causará imediatamente uma maior comunhão uns com os outros. E, também, nos ajudará a crescer uma só mente e comum pensamento com os outros que tem verdadeira comunhão com Deus. Assim estamos promovendo unidade pela forma que nos comprometemos com a verdade, como Deus nos tem revelado ela, permitindo paciência e os frutos do Espírito nos ajudam a ir além dos nossos pensamentos, idéias, doutrinas e teorias, que nos podem separar da videira verdadeira. 

Tenho minhas sérias dúvidas que Deus seguirá permitindo a longo prazo que grupos de cristãos continuem competindo entre eles, em vez de ser fiéis à missão de Deus, e somente olhando o seu próprio trabalho sem ver a urgente necessidade de unidade e promover a mesma com um coração agradecido, como servem a Deus e a forma em que se amam e cuidam uns dos outros.

Tenho sofrido suficientes abusos e atitudes inimagináveis contra mim, causadas por outros cristãos, que deveria ter razoável motivos para nunca mais querer falar de unidade. Contudo, com a ajuda de Deus, tenho percebido que esta é a vontade de Deus e, assim, tenho submetido minha vontade à vontade de Deus, desejando agora a unidade entre os irmãos, inclusive àqueles que tentaram destruir-me.

Por certo, não devemos entender a unidade da Igreja de Cristo com atitudes erradas como “vive e deixe viver,” porque a verdadeira unidade cristã não vêm através de uma união de interesses, ou desejo de poder e grandeza.

Deus vai trazer todos aqueles que são Seu filhos a ser parte da Igreja de Jesus una, santa, católica e apostólica. A responsabilidade de cada um de nós hoje é ser capazes de participar dos planos e propósitos de Deus, conforme Deus deseja que participemos e somente para a glória de Deus. Assim, aceitamos Sua liderança e direção para que ele faça sua perfeita obra em nós e sejamos aquilo que Deus deseja fazer, assim juntos poderemos ser verdadeiramente a Igreja de Cristo, o sal da terra e a luz do mundo, e não simplesmente outra organização de homens.

“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança do vosso chamado; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por todos e está em todos” (Efésios 4.4-6)

Esta unidade será possível quando estejamos dispostos a viver esta simples verdade, tanto individualmente como igreja, dispostos a mostrar nossa fragilidade e sendo humildes para aceitar que o irmão, talvez, tenha coisas as quais devemos aprender e crescer na fé em Cristo. Isto acontecerá quando todos nós cresçamos mais plenamente na “medida da estatura da plenitude de Cristo.”

Unidade e verdade são importantes para Deus. E devem ser importantes para todos nós.


0 comentários:

Porque será que os outros são diferentes?


As igrejas evangélicas tem uma grande dificuldade de viver com diferenças nelas. Tudo parece ser um motivo para dividir-se e seguir caminhos separados. Nem precisam ser temas centrais da fé Cristã, mas também são causados por questões teológicas mais obscuras, e quando falo obscuras, me refiro a dificuldades de questões onde as Escrituras não são definitivas, e existem textos bíblicos que apontam a diversas possíveis soluções. Como já comente, e a falta de caridade na igreja evangélica é evidente nos dias de hoje.
Não estou falando sobre doutrinas necessárias para salvação, mas aquelas que podem ser consideradas secundárias ou, inclusive, indiferentes, ainda que a relevância vai depender em grande medida da posição dos proponentes de tais doutrinas. Em outras palavras, aquilo que não tem relevância para mim, poderia ser uma questão fundamental para outros. Por exemplo, toda a questão relacionada com Supralapsarianismo, Infralapsarianismo e Amyraldismo, alguns acreditam que é uma questão fundamental, enquanto outros acreditam que é uma questão indiferente.
Temos que perceber que existe um perigo muito grande com a falta de caridade naquelas questões que divergimos. Não à toa, tem causado mais divisões estas questões não essenciais para a salvação do que sejamos conscientes. Isto é um paradoxo, porque Jesus Cristo foi claro sobre a importância fundamental da unidade dos cristãos para dar um bom testemunho (João 17). Não estou falando de doutrinas necessárias à salvação, como alguns pensarão imediatamente, mas estou falando das doutrinas indiferentes. Sei que tem cristão que não consegue diferenciar uma da outra.


0 comentários:

Além dos pastores, o propósito eterno da liderança


Se ontem escrevi sobre o fato de que a Igreja de Cristo é diversa, e coexistem diversas culturas nela, hoje desejo refletir sobre a importância de reconhecer as diversas ordens da igreja e, também, os diversos dons ministeriais na Igreja de Cristo. Existe muita confusão nesta questão, e já tratei levemente em outros artigos sobre esta questão.

Um tema, como o que desejo tratar hoje, requer que comecemos com um ponto básico da fé Cristã. Todos nós estamos chamados a servir e amar a Deus, e seguir e obedecer a Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo. Não existe isso de que só os “pastores” estão a tempo completo trabalhando pelo Reino, todos somos chamados a ser parte da missão de Deus. Este é o primeiro conceito que devemos mudar, se desejamos entender a visão bíblica da Igreja de Cristo. Todos somos sacerdotes e reis em Cristo (1 Pedro 2.9) e, como tal, uma das funções mais importantes é ir ao culto divino para adorar e louvar o Seu Santo Nome. Como sacerdotes, intercedemos a Deus através de Cristo para que as nações vejam o pleno conhecimento da Trindade.  
Ser sacerdote também é ser um servo. E um servo é aquele que serve, e não que espera ser servido. Lembremos sempre o fato de que a igreja está chamada a servir, como disse uma vez Charles Spurgeon, “o lema principal do Cristão deveria ser ‘EU SERVO’.”

0 comentários:

Diversidade: Diferentes Culturas, Uma Igreja


A igreja primitiva enfrentou muitos desafios, e alguns deles de muita seriedade para o futuro da mesma. Tinha a perseguição do lado de fora e possibilidades reais de divisão dentro dela. Em meio desse contexto, a igreja continuou crescendo dia a dia, e o evangelho se expande por toda a terra.
Em Atos 6.1-7, lemos “Naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve reclamação dos judeus de cultura grega contra os demais judeus, pois as viúvas daqueles estavam sendo deixadas de lado na distribuição diária de mantimentos. Em razão disso, os Doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: Não faz sentido que deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós nos devotaremos à oração e ao ministério da palavra. A proposta agradou a todos, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia, e os apresentaram perante os apóstolos, os quais, depois de orar, impuseram-lhes as mãos. E a palavra de Deus era divulgada, de modo que o número dos discípulos em Jerusalém se multiplicava muito, e vários sacerdotes obedeciam à fé.”
Este texto nos lembra que, em meio das dificuldades que enfrentou a igreja primitiva, o Espírito Santo esteve em todo momento norteando a tomada de decisões e guiando a Igreja de Cristo a manter o evangelho central, acima de qualquer outra questão que aparecia no caminho. Assim, surgia a primeira ordem da igreja, os diáconos.
Esta ordem ajudaria a igreja a desenvolver uma nova área de missão mais eficazmente, e trazendo maior glória a Deus através do primeiro mártir da Igreja de Cristo, Estevão, que era diácono e tinha um ministério eficaz de evangelismo.
Não conheço nenhum cristão que seja contrário ao crescimento da igreja, contudo conheço sim muitos que são contrários a ter diversidade. De fato, muitas das divisões vividas na Igreja de Cristo no século 20, foram dadas pela busca da pureza doutrinária, já fosse através da afirmação mais literal das confissões ou diante de controvérsias que surgiam, e a igreja particular era incapaz de resolver tal conflito, causando uma divisão nela.

1 comentários:

Que povo é este que leva Teu Nome?


"Ide às ruas, olhai e perguntai pelos caminhos antigos, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para vós. Mas eles disseram: Não andaremos nele" (Jeremias 6.16)

Os profetas eram homens que Deus chamava para ser uma voz para guiar o Seu Povo, ajudando a que o povo de Deus pudesse seguir os caminhos de Deus e obedecer a lei de Deus. Estes homens se encontravam diante de pessoas que não desejavam escutar o que eles tinham para dizer. Não à toa, foram ignorados, rejeitados e perseguidos por Reis e outros falsos profetas, simplesmente devido a que pregavam a Palavra de Deus.

Graças a Deus, estes homens permaneceram firmes em meio das dificuldades e tribulações, sendo fiéis servos do Deus vivo, e ajudando ao povo de Deus a buscar a Deus em arrependimento e, ao mesmo tempo, a discernir os propósitos de Deus.

Hoje, a igreja tem perdido o sentido profetico ao qual foi chamada. Simplesmente resulta mais fácil acomodar-se aos tempos atuais, e aos princípios da sociedade em que vivemos, que ser a voz profetica a qual estamos chamados.

0 comentários:

A Estratégia do Inimigo e sua eficácia através dos séculos

Através dos séculos, sempre tem existido duas áreas que têm sido atacadas pelo nosso inimigo, como uma estratégia que tem se mostrado efetiva contra o Reino de Deus na terra. Toda estratégia se desenvolve a partir do simples fato de que a Igreja tem certas fraquezas. As mesmas tem sido mostradas ao largo dos séculos.

A primeira tem sido negar uma das naturezas de Jesus Cristo, ou inclusive sua própria existência. A partir disto, encontramos todo tipo de heresias e erros surgindo na Igreja. Alguns acreditam em Jesus Cristo, como Salvador, mas esquecem que Ele é também Senhor. Alguns enfatizam que Ele é Senhor, mas esquecem que Ele é o nosso Amigo, também. John Stott fala extensamente sobre a imagem errada que as pessoas têm tido de Jesus Cristo através dos tempos. Recomendo a leitura do seu livro, “OUÇA O ESPIRITO, OUÇA O MUNDO” (Editora Ultimato).

Algumas das heresias que a Igreja primitiva teve que enfrentar estavam relacionadas à pessoa de Jesus Cristo, mas não somente naquele tempo a Igreja de Cristo tinha tais heresias (Gnósticos, Sabelianos, Arianismo, Nestorianos, Monofisitas, entre outras muitas). Hoje em dia, encontramos estes erros presentes no nosso meio em seitas, como Testemunhas de Jeová, os Mórmons ou a Igreja de Deus Unida, entre outras.

0 comentários:

A procura dos seus passos


“Fundamente a sua vida em Deus; 
Não em coisas, não em pessoas, não em lugares; 
Não em circunstâncias, argumentos, ou inteligência humana." 
- Theodore Austin-Sparks

Se os cristãos brasileiros defendessem a fé Cristã com tanta firmeza, como o seu time de futebol ou partido político, e vivessem a vida Cristã com tanta paixão, como torcem no futebol ou vêem a novela, tenho a plena certeza que o Reino de Deus seria feito visível em uma geração.

Cada dia tenho mais certeza que a falta de santidade é a maior causa de muitos conflitos, que é resultado da falta de oração e obediência às Escrituras. Não obedecemos, porque não conhecemos e não conhecemos, porque não lemos a Bíblia, e ainda menos meditamos nela para que a Palavra de Deus mude nosso ser, como diz Romanos 12.1-2.


0 comentários:

A celebração da esperança viva


Esta festa nos fala da abertura do Reino de Deus, abertura de suas portas de para em par, para acolher todos aqueles homens que tem fé e se arrependem, que buscam fazer a vontade de Deus e lutar contra o inimigo, ou seja, Deus acolhe em sua casa todos os eleitos. É uma nova História, ou melhor, é o tempo do Reino de Deus.


Se antes Deus possía um povo, o Povo de Israel, agora o Senhor torna público, de modo absoluto, o Reino de Deus e a universalidade do Povo de Deus, a Igreja.

No presépio tivemos representando Israel através dos pastores; agora, representando toda a Humanidade, temos os Magos. Portanto, a festa da Epifania celebra a manifestação do Amor de Deus pelo mundo, não apenas ao Povo da Antiga Aliança, mas a todos os Povos de todos os Tempos!

0 comentários: